<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412</id><updated>2012-01-20T00:28:21.054-03:00</updated><category term='justiça'/><category term='ficção'/><category term='Violência Policial'/><category term='aventura'/><category term='crime'/><category term='Polícia'/><category term='Tráfico'/><category term='Crônicas'/><category term='certo'/><category term='errado'/><category term='Dinheiro'/><category term='SPC'/><category term='Sangue'/><category term='Corrupção'/><category term='violência.'/><category term='Morte'/><title type='text'>Minhas Quase Escrituras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>81</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-9195278298737848858</id><published>2012-01-20T00:28:00.000-03:00</published><updated>2012-01-20T00:28:21.062-03:00</updated><title type='text'>Humanos Direitos e os Direitos Humanos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D5ZOxCs4s-g/Txjex6VkhOI/AAAAAAAAAPk/cmBb_cy0ffo/s1600/www_neosurrealismart_com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-D5ZOxCs4s-g/Txjex6VkhOI/AAAAAAAAAPk/cmBb_cy0ffo/s320/www_neosurrealismart_com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;“Humanosdireitos teem direitos, vagabundo não é humano, é vagabundo”. Esta é a clássicafrase de efeito de um personagem de meus contos policiais, o Conde, um policiallinha dura que não tolera bandido. O Conde, ou Vlad, fazia relativo sucesso entre osleitores, policiais ou não, do site onde publicava meus contos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Percebi, aolongo do tempo, que nossa sociedade ainda acredita na máxima “Olho por olho,dente por dente”, ou lei de talião - que remonta do&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;século XVIII a.C, no conhecido código deHamurabi -, talvez por uma necessidade de justiça causada pela impunidadediante de tantos fatos absurdos que assolam nossa modernidade. Entra em cenaentão o Conde, truculento, quase marginalizado, cansado do sistema, dapolítica, dos politiqueiros e corruptos, um personagem que, como quase todoherói, vive assombrado, à margem da sociedade. Um homem que faz a justiça aoseu modo, torna-se um justiceiro, delegado, advogado e juiz, aplicando penaspróprias como bem entende.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas estepersonagem não foi moldado apenas para satisfazer o ego do autor ou a sede devingança da sociedade, ao contrário, foi fecundado, parido e moldado com ointuito de criar polêmica, de expor as várias facetas da personalidade humana,tanto dele como dos coadjuvantes de suas aventuras e desventuras. Assim comoseu jargão, ou frase de efeito: “Humanos direitos teem direitos, vagabundo nãoé humano, é vagabundo”, o Conde defende, de forma implícita e muitas vezes malcompreendida, as pessoas de bem, os trabalhadores, o povo assolado pelasmazelas de uma sociedade hipócrita, um povo não alcançado pelo curto braço dajustiça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Logicamente,para os mais atentos,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o personagem écontroverso à medida que viola, mesmo que sua intenção seja a de fazer justiçaaos injustiçados, direitos e garantias fundamentais das pessoas, chegando a sera síntese da máxima “olho por olho, dente por dente”, aplicando, ou infligindoaos seus presos, um tratamento degradante e desumano, ou, o mesmo tratamentoque seus presos dão às suas vítimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A grandequestão que o Conde traz à tona é a impunidade e a desigualdade de tratamentoque o próprio Estado dá, ou deixa de dar,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;às vítimas e aos bandidos, garantindo a estes últimos, benefícios oupenas que não atingem o objetivo de justiça, o que causa um desconforto e umadesconfiança e até mesmo um descrédito na população. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saindo daficção, embora esta seja reflexo da realidade e, considerando que a realidadeé, indubitavelmente mais cruel que a ficção, transportamo-nos para nossa atividadecomo policial, com o serviço desempenhado nos dias e noites, nas abordagens eprincipalmente, nas atitudes por nós, policiais, tomadas diante das pessoas quepor ventura ou desventura, cometem crimes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Penso, edemorei alguns anos para ter esta percepção, que não cabe a nós, agentes aserviço da própria sociedade, tomar para si aquilo que não nos cabe. Por maisrevoltante, e este sentimento é de difícil domínio, que seja o crime, devemosnos lembrar que são pessoas, seres vivos e que não cabe a nós decidir, julgar,condenar e executar sentenças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O momentomais importante na história dos “Direitos Humanos” se deu ao final da 2ª guerramundial quando se tomou consciência das atrocidades cometidas durante a guerra,proclamando em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos, esta mesmadeclaração que, ao meu ver e entendimento, é, diariamente, desrespeitada portodos, indistintamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não há comose falar de direitos humanos para um policial, por exemplo, quando o próprioEstado contratador deste policial, mantém no completo abandono aqueles quedeveria proteger. Ou seja, no final, quem sempre pagará a conta pelo crimecometido pelo Estado de Direito,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é oagente de segurança que confronta diariamente aquelas pessoas relegadas, cujasgarantias declaradas e assinadas são diariamente, enterradas pela politicalha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Diante detudo, mesmo que parcialmente abordado pois o tema não pode simplesmente serdefinido em algumas linhas, resta a pergunta: Humanos direitos possuemrealmente direitos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-9195278298737848858?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/9195278298737848858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2012/01/humanos-direitos-e-os-direitos-humanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/9195278298737848858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/9195278298737848858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2012/01/humanos-direitos-e-os-direitos-humanos.html' title='Humanos Direitos e os Direitos Humanos'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-D5ZOxCs4s-g/Txjex6VkhOI/AAAAAAAAAPk/cmBb_cy0ffo/s72-c/www_neosurrealismart_com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3330910356163964008</id><published>2011-10-14T11:35:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T11:35:09.335-03:00</updated><title type='text'>Vinte e dois</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0HGkBf4R5-U/TphIdssmZ0I/AAAAAAAAAPc/yIpSevO07bo/s1600/thumb6.php.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-0HGkBf4R5-U/TphIdssmZ0I/AAAAAAAAAPc/yIpSevO07bo/s320/thumb6.php.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela dormia o sono dos inocentes. Amão dele, como sempre, repousava em sua nádega nua. Por vezes dava uns apertõespara sentir a textura do músculo, seu objeto de desejo, que ela, desde que seconheceram, negava, fazendo com que ele a desejasse cada vez mais. Mas elasempre negava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Como sempre, ele levanta-se da cama,veste uma roupa e sai pelas ruas escuras, sentindo ainda em suas mãos o calor ea textura daquela pele. Vagava por horas sem se preocupar se ela iria acordar e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;sentir sua falta. Nunca sentia. Tinha sono pesado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Custava tanto assim ela ceder? Elesabia que doía, mas nada que matasse. Afinal, tanto tempo dedicando-seinteiramente a ela. Ele não queria todo dia. De vez em quando já seriasuficiente para saciar seu desejo. E ela, por crueldade até, negava. Mais doque isso, fazia questão de dormir de bruços. Ele tinha certeza que era paratorturá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele ascendeu um cigarro e desceu aavenida deserta, escura, quente. Vez em quando um carro passava em altavelocidade. Ele aguardava o som da batida do metal no concreto. Nuncapresenciou, mas torcia para que um dia pudesse ver o sangue misturado comferros retorcidos e concreto sujando os cortes. Se tivesse sorte, uma massaencefálica espumante no esfalto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Avistou um corpo vindo em suadireção. Passo apressado, rebolado inconfundível. Uma fêmea. Seu coraçãodisparou. Sentiu o calor invadir sua façe. Sua respiração acelerou. Jogou abagana do cigarro fora e camuflou-se nas sombras. Esperou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O toc toc dos saltos estava cada vezmais próximos. Botas, ele adorava botas. Deixavam as fêmeas mais sexis, maisatraentes. Acompanhadas de um jeans e uma regata, transformavam qualquer fêmeaem uma deusa. A semi ereção foi inevitável ao ver o balanço dos cabelos negros,lisos, para um lado e para o outro, acompanhando o bailar dos quadris ao som dotoc toc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele sentiu o suor molhar a palma desua mão, a boca seca, as pupilas dilatadas, a visão de túnel, de macho caçadorespreitando a presa. O corpo retesado esperando o momento certo para o bote, umfelino articulando vagarosamente cada membro para o bote final.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Lembrou das nádegas nuas em suacama. A negação, o sono profundo. Já não importava. Era apenas um filme cheiode chuviscos e interferência na imagem, distorcida. O que estava à poucosmetros dele era mais claro. Sentiu o perfume invadindo suas narinas, jádilatadas, captando cada partícula suspensa no ar e trazida pela brisa morna.Olhou rapidamente à volta. Ninguém, nada além dele e a presa. O intestinocontorceu-se. A perna de apoio tremia. A boca semi aberta, seca. Respiraçãorápida. O coração parecendo uma locomotiva. A endorfina invadindo cada vasocapilar. Mais três passos, seus desejos, suas ânsias. Dois passos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O barulho da freada foi inesperado.Em segundos veio o estrondo. O som de metal contra o concreto. O pipocar dosfios de alta tensão. A escuridão. O cheiro de borracha tomando conta do ar. Osilêncio. No meio da escuridão, gemidos de dor quebraram o silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele se aproximou, sorrateiro, damassa de lata retorcida contra o poste. Viu o condutor preso às ferragens, semvida. A poucos metros dali, estirada sobre o asfalto, o corpo de uma jovem, debruços, a minissaia deixando à mostra suas nádegas. Mais à frente, avistou suapresa caída, com o corpo retorcido feito papel amassado, inerte, sem vida.Analizou por breves instantes o cenário macabro e se aproximou do corpo dajovem que dava sinais de ainda respirar. Olhou para todos os lados, ninguém àvista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Vinte minutos depois ele detavanovamente em sua cama. Novamente repousava sua mão sobre aquela pele macia,pressionando para sentir a textura. Aproximou sua face daquelas nádegas, abriua boca, como quem está prestes a morder uma maçã, e sorriu satisfeito. Nãosentia mais aquela angústia, aquele desejo reprimido. Ela que dormissetranquilamente e pelo resto da vida. Não precisaria mais dela para satisfazerseu desejo, sua tara. Havia, finalmente, encontrado uma maneira&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de saciar-se, de matar seu desejo, de sentirentre seus vinte e dois dentes, a maciez de uma nádega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 115%; margin-top: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Recostou a cabeça no travesseiroenquanto sua mão repousava no corpo nu de sua amada e dormiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3330910356163964008?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3330910356163964008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/10/vinte-e-dois.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3330910356163964008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3330910356163964008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/10/vinte-e-dois.html' title='Vinte e dois'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0HGkBf4R5-U/TphIdssmZ0I/AAAAAAAAAPc/yIpSevO07bo/s72-c/thumb6.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7592070515991329594</id><published>2011-06-09T21:28:00.002-03:00</published><updated>2011-06-09T21:28:30.334-03:00</updated><title type='text'>A Morte Me Espera Na Esquina</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bate! Pode bater. Mas bata como homem. É só isso que consegue? Minha cadelinha bate mais forte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Cuspi uma bola de sangue após o quinto soco na boca. A essa altura do campeonato eu já estava amortecido de tanta porrada e já não tinha expectativas de sair ileso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Se tivesse um mínimo de sorte, sairia vivo, o que seria um lucro enorme diante da situação. Eles eram quatro, se fossem três eu até daria conta, mas quatro é covardia. O jeito era esperar o momento certo e aguentar o máximo possível aquelas porradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sempre fui osso duro demais para roer e absorvia os socos de um jeito que irritava qualquer um. Devo agradecer às inúmeras brigas travadas nos tempos de colégio, onde começou minha fama de Iron Man e que se estendeu pela adolescência nas noites em que sempre tinha um filho da puta corneado para puxar briga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;É, fui moldado assim, no meio da violência, na luta por território e pela afirmação como macho. Nunca fui de procurar encrenca, mas nunca fugi de uma. O sempre foi o Secão, meu amigo de infância e parceiro de muitas aventuras urbanas, que sempre foi um para-raios que atraía os olhares dos mais variados vagabundos, geralmente quando ele dava uns pegas nas mulheres dos outros caras. Teve até uma vez que fomos levar umas putas para casa e na volta um desmiolado desembestou de querer brigar, do nada. Logicamente que a porrada comeu frouxa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando conseguimos uma 7.62 a coisa piorou, para os outros é claro. Geralmente a pistola ficava comigo, como último recurso, quando o diálogo se dava com paus, pedras, porretes, facas e facões. Nunca pensei duas vezes ao atirar. A parte mais linda era ver os bonecos queimando sola tentando fugir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O troço todo parou, em partes, quando entrei para a polícia. A pancadaria assumia proporções um pouco maiores e o pipoco era mais violento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A porrada na orelha doeu. Essa doeu pra caralho. Olhei para o grandão e sorri.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- A bicha tá perdendo a força? Tua mulher tem a mão mais pesada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mais um soco atingiu minha têmpora. Vi estrelas. O grandalhão babava feito um Pitt Bull. Estava descontrolado, do jeito que eu queria. Um homem com raiva não sabe bater, deixa a testosterona tomar lugar dos neurônios. Desses nunca tive medo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Se a biba me soltar eu posso ensinar como é que um macho bate. Aposto que você gosta de levar tapinha na bunda quando tá dando o rabo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mais um soco que atingiu a cabeça. Notei que o grandalhão estava cada vez mais fora de controle e já não desferia s golpes como antes. Um cara desses não saberia nem bater um punheta direito. Porrada tem que ser calculada, tem que ser como o “caminho para a redenção”, meu mais perfeito tapa, o que derruba, o que humilha qualquer vagabundo. Por isso me chamam de Conde, Vlad ou Vamp, apelido dado por um colega após presenciar um desses tapas que deixou o vago desmaiado por cinco minutos com a boca cheia de sangue.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Você pode quebrar um homem a pauladas, a socos, chutes. Um tapa na cara dói mais que qualquer coisa. Fere a masculinidade, humilha, faz a pessoa se sentir rebaixada, indefesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os outros três apenas observavam. Calculei que tinham ordens expressas que deveriam cumprir à risca. O primeiro estava cuidando o movimento pela janela do porão. O segundo vigiava a porta. O terceiro estava no lado de fora e o grandalhão fazia o serviço. Todos usavam capuz para não serem reconhecidos. O que os putos esqueceram, e isso é coisa de vagabundinho barato, foi de esconder as tatuagens vagabundas de vagabundo vileiro nos braços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;De uma coisa eu tinha certeza. Não me queriam morto. Aquilo era um aviso. Um recadinho de traficantezinho viado dessa porra de cidadezinha. Maldita hora em que fui comprar cigarro e cerveja. Eu deveria ter desconfiado do Opala preto parado na esquina do posto de combustível. Vacilo mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Bonita foi a noite em que deixei o desenho de um 38 na cara de um vagabundo da Castelarin. Na época eu já estava na polícia e era solteiro. Meu irmão havia viajado com a noiva e eu estava com a casa toda só para mim. Não pensei duas vezes e chamei o Secão, o Bêlo e o Pompeo para a noitada. A boate ficava pertinho de casa, apenas duas quadras de distância. Naquela época eu andava com um oitão inox de duas polegadas, cano reforçado, uma joia. Fomos para a boate e arrumamos umas putas para levarmos para a minha casa. Tive o cuidado de tirar a munição do teco para evitar acidente. Muita gente na casa, muito álcool, muita farra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O Secão foi para um quarto com uma garota e eu fui para outro. O Pompeo e o Bêlo ficaram para trás. Mal deu tempo de começar a trepar quando o Pompeo chegou correndo falando que tinham batido no Bêlo. Coloquei a primeira calça que vi na frente e passei a mão no oitão. O Secão deu de mão num facão e fomos para a esquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando saí do posto, o Opala não estava mais na esquina. Não me preocupei, ascendi um cigarro e saí caminhando pela avenida. Minha casa ficava duas ruas acima. Notei que um carro descia com os faróis em luz alta. Baixei os olhos para evitar o ofuscamento. Só deu tempo de ouvir o barulho da freada e acordar amarrado nessa cadeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tu anda fuçando onde não deve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sério? Não sabia que a vadia que me chupou era tua mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Outro bofete, dessa vez ele usou a mão esquerda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tua sorte é que o chefe não deu ordem para te matar. Mas fica avisado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Estou morrendo de medo. Faz um favor? Tenta fazer uma voz de macho. Fica feio uma bicha do teu tamanho falando fininho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O soco na costela me tirou o ar. Quando recobrei o fôlego, o magricelo do lado de fora entrou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Vamos abrir. O chefe ligou e mandou soltar esse puto no meio do mato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Como eu disse, nunca procurei encrenca, mas quando pintava uma, sai da frente meu filho, nunca tire um polaco do sério. Chegamos à esquina e o Bêlo estava sentado numa escada, o olho direito parecendo uma uva passa. Tinha uns três carinhas ao redor dele. Já cheguei perguntando o que tava pegando ali. Um baixinho meio entroncado disse que só falava com a polícia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tudo bem. Eu sou da polícia cara. O que tá rolando aí?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O nanico me olhou, de baixo para cima, e tentou completar a argumentação:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O que tu quer alemão de mer...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Antes de ele terminar a frase, minha mão já descia em alta velocidade na direção de seu rosto. Deu para escutar o osso da face quebrando quando o aço inox bateu. Nunca fui alemão, como disse, sou polaco e tenho pavor de confusões geográficas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O nanico rodopiou e caiu. Nesse instante já se formava a maior pancadaria. Não sei de onde saiu tantos facões e adagas. O Secão já estava dando estouros de facão no lombo de um. O Pompeo tava saindo no braço com um carinha que tinha uma adaga na mão. A correria começou para tudo quanto era lado. O nanico levantou do chão e me olhou com os olhos esbugalhados que ficaram mais arregalados ainda quando apontei o oitão e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Agora tu vai morrer seu puto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele e outro comparsa saíram correndo em direção à boate enquanto o Pompeo corria atrás de outro no sentido contrário. O Secão balançava o facão no ar e gritava para mim:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Atira cara! Atira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu parei no meio da rua. Levantei o teco, mirei e puxei o gatilho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7592070515991329594?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7592070515991329594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7592070515991329594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7592070515991329594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina.html' title='A Morte Me Espera Na Esquina'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7658596020190281736</id><published>2011-06-09T21:27:00.000-03:00</published><updated>2011-06-09T21:27:33.027-03:00</updated><title type='text'>A Morte Me Espera Na Esquina II</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fui jogado como um saco de batatas no porta malas do opalão. O carro começou a rodar e logo percebi, no solavanco das lombadas, que ainda estávamos na cidade. A velocidade não era alta. Creio que não queriam chamar a atenção das patrulhas. Tentei em vão, através do barulho das ruas, saber onde estávamos. Mas os putos estavam andando pelos bairros. Comecei a pensar em alternativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; Consegui passar minhas mãos, que estavam amarradas com uma corda às costas, para frente do meu corpo. Levei longos minutos e um suador do caralho. Percebi que deveria fazer um regime, perder um pouco dos matambres e toucinhos que dificultaram demais meus movimentos. O próximo passo foi usar a boca para desamarrar a corda. Quem nunca foi escoteiro jamais saberá dar um nó direito, apenas nó cego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto me desvencilhava da corda, pude ouvir o diálogo de dois algozes, o que me levou a crer que os outros dois não estavam presentes. Finalmente o carro parou. O motor foi desligado e os grilos se fizeram ouvir. O barulho da chave abrindo o porta malas me deixou em alerta. A pancadaria iria recomeçar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Atira! – Gritava o Secão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não dá. Não tem bala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mal terminei de falar e vimos que da boate vinha uma turma correndo e que não eram nossos amigos. Demos meia volta e voamos em direção à minha casa com os gritos de “pega” ressoando em nossos ouvidos. Perdemos o Pompeo de vista e o Bêlo já não estava mais na esquina. Quando entramos no portão de casa, as putas estavam todas na porta querendo saber o que estava acontecendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sai da frente! – Gritei, já as empurrando para dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Corri até meu quarto e achei um único e bendito cartucho que logo coloquei no tambor do oitão e fui até a porta. Nunca a expressão “salvo pelo gongo” fez tanto sentido. Neste caso foi “salvo pela bala”. Quando o bando já chegava a meu portão, só deu tempo de gritar “vem que tem “ e apertar o gatilho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A reação foi instantânea. Freadas de tênis se fez ouvir na calçada ao mesmo tempo em que os vagos voltavam em disparada. Não perdi tempo e saltei na rua e comecei a gritar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Voltem aqui seus putos. Bichinhas de merda. Eu vou matar vocês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mata eles cara! Mata! – gritava o Secão balançando o facão no ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em seguida o Pompeo, acompanhado do Bêlo que estava com o olho mais roxo que casca de berinjela, apareceram dentro de uma viatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sai daí porco. Tá na hora do recado principal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Com as mãos para trás, fui ajudado a sair do porta malas. Ajudado é modo de dizer. Me arrancaram com um puxão. Quase fui ao chão quando toquei meus pés no capim alto. Fiquei de frente para os dois – como suspeitei, vieram apenas dois, o grandão e um sequinho – e esperei para ver o que iria acontecer. Quando o grandão, que se achava o mais macho de todos, deu um passo em minha direção, com a mão levantada, pronto para me descer a porrada, acertei seu maxilar com a chave de rodas que tinha escondido às costas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Uma coisa eu aprendi na polícia depois que um vagabundinho conseguiu fugir de dentro da viatura e me deu um trabalho enorme para recapturá-lo. Nunca tire os olhos de um preso, jamais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não foi preciso dar a segunda porrada, os joelhos do grandão amoleceram e aquele corpanzil despencou como uma árvore centenária após o ataque de uma motosserra. Quanto maior a altura, maior a queda. Olhei para o sequinho que tentou sair correndo. Não chegou a dar dois passos. Acertei sua nuca com tamanha violência que seu corpo fez uma pirueta antes de cair inerte. Sua perna direita tremia, em espasmos, como uma galinha desnucada. Revirei os bolsos de sua jaqueta e achei o maço de cigarros. Estava “tisgo” por uma tragada e nem me importei com o gosto de capim seco daquele cigarro paraguiaio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Vasculhei o interior do opalão e encontrei minha sacola com as cervejas e os cigarros. Meu celular também estava lá. Liguei para Camila e contei o que estava acontecendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tão logo eles desceram da viatura eu embarquei. Falei aos colegas de serviço que tentaram nos matar. Largamos com sirene liga e tudo atrás da turma. Quatro quadras depois abordamos a turma. O nanico estava com o desenho do meu 38 tatuado na sua cara. Foi o primeiro a querer reclamar para os colegas que havia apanhado. Um tabefe de direita o fez calar a boca. Meus colegas não pouparam os bastões. Tem esse lance de corporativismo em tudo quanto é canto. Na polícia é mais forte, se meter a mão com um, é o mesmo que meter com a corporação inteira. Ainda mais se o cara é vagabundo e pertence a alguma gangue, como foi o caso. O resultado, além de alguns ossos quebrados, foi a proibição de frequentarem aquele lado da cidade.Depois de despachar a gangue, os colegas me deixaram em casa e levaram o Bêlo ao hospital para ser medicado. Sem registro nem porra nenhuma. Era assim que funcionava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Já passava das cinco da madrugada e eu tinha que estar as seis no quartel para assumir o turno de serviço. Coloquei minha farda enquanto a puta dormia em cima da minha cama. Não pensei duas vezes, fardado mesmo, me joguei em cima daquele corpo para terminar a trepada interrompida. Cheguei atrasado ao quartel. Mas como era final de semana, não houve cobranças. Quer dizer, a única cobrança que houve foi nove meses depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Continua......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7658596020190281736?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7658596020190281736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7658596020190281736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7658596020190281736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina-ii.html' title='A Morte Me Espera Na Esquina II'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-963126324900488682</id><published>2011-06-09T21:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-09T21:26:11.022-03:00</updated><title type='text'>A Morte Me Espera Na Esquina III</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Pela terceira vez meu celular tocava. Para variar, era Camila.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Véio! Você disse que era para dobrar onde mesmo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Puta que pariu mulher! Presta atenção, esquerda é o lado do coração e direita é o outro lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tá, mas qual é o lado do coração mesmo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Faz assim, vá até aquele mato onde trepamos outra noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ah! Tá. Agora sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Caralho, mulher é assim mesmo, quanto mais bonita, mais burra. Por sorte não dei latitude e longitude, aí sim iria foder tudo. Com muito esforço, após verificar cada costura da sua roupa,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;coloquei o grandalhão amarrado no porta malas do Opalão e só para me certificar, dei mais uma porrada nos seus cornos que era para dormir um pouco mais. Tive o cuidado de esvaziar completamente o cativeiro do puto. Vai que ele tem um surto de inteligência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O magricela foi mais fácil, deixei-o amarado no banco do carona, assim poderia vigiá-lo melhor. Liguei o carango e rumei para o local combinado com Camila. Tomara que ela não tenha esquecido meus petrechos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu e o Secão estávamos de bobeira e fomos jogar sinuca na associação dos cabos e soldados, que ficava em frente à casa da percanta que dizia estar esperando um filho meu. Não deu outra, logo veio a irmã dela dizendo que ela queria falar comigo. Não vou dizer que ela era bonita, na verdade era feia pra caralho, mas, como estávamos só a fim de zoeira mesmo naquela noite que o Belo apanhou, não escolhemos muito não. A primeira que apareceu dançou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Oi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Oi. Como tem passado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Então. Tua irmã disse que tu queria falar comigo. Diz aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Pois é. Cê sabe como é. Eu ando mais por casa. Quase não saio. Na verdade a última vez que fui numa festa foi naquela noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É? Pois é. Eu também ando meio caseiro. Mas o que era mesmo tu queria falar comigo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bem..Sabe como é...Eu fui no médico e ele disse que eu to de três meses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sério? Vai ser mamãe? Parabéns. Mas o que era mesmo que tu queria me falar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tirei meu BL e fiquei olhando bem no fundo dos olhos dela, esperando para ver o que aconteceria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Pois é, então eu queria ver contigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ah! Ver comigo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É. Como te disse, eu nunca mais saí depois daquela noite e..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ah! Peraí. Cê tá dizendo que eu sou o pai do teu filho. É isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Pois é Não sei o que tu acha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Humm! Então quem sabe a gente faz assim, já que tu tá prenha, a gente podia casar né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O sorriso foi imediato. Do tipo que vai de orelha a orelha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas com quantos meses o médico disse que tu tá? Três?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ah! Sabe como é esses médicos, eles dizem uma coisa hoje, outra amanhã...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sei. Então a gente faz assim. Vamos esperar nascer. Se o boneco tiver olho azul, gel no cabelo e usar BL, eu assumo. Mas eu acho que tu deveria falar primeiro com os taxistas que te comeram naquela outra noite e depois tu vai lá no EB e fala com a milicada. Pode ser?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Vai se fuder mulher. Tá achando que sou trouxa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto esperava, o telefone do viadinho magricela tocou. Na quinta chamada eu atendi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Alô!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quem é que tá falando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O comedor da tua mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Como é? Cadê o Dudu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ah! Então a bicha magricela se chama Dudu? Seguinte o puto, a casa caiu. Teu viadinho magricela e teu comedor marombado estão impossibilitados de falar no momento. Pega senha e aguarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quem diabos está falando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Já te falei. É o comedor da tua mãe. Sabia que ela adora tapa na bunda? Vai ver o puto do teu pai não dava conta porque a veia tá com um fogo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Escuta aqui seu..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cala a boca o caralho! Escuta aqui você, seu merda. Pisou na bola mano, mexeu com o cara errado, cutucou onça com vara curta, pisou na bosta e vai feder. Espera sentado e aguarda o resultado. Só vou avisar uma coisa, na hora que o bicho pegar, não adianta chorar neném.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desliguei o telefone, ascendi um cigarro e abri uma lata de cerveja. O farol ao longe e o ronco da moto indicavam que Camila finalmente achara o caminho. Não demorou dois goles e ela estacionou a moto. Um dia ela se mata de tanto correr.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O que tá acontecendo veio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Oi procê também. Olha dentro do carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Camila abriu o porta malas e gritou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Filho da puta! Tá pensando que vai machucar meu veio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Só consegui segurá-la depois que ela abriu a cabeça do grandão com a chave de rodas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Calma mulher. Olha a merda que tu fez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Vai se fuder Véio. Tá pensando que vou deixar te baterem assim? Eu mato. Cadê o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Heeei! Calma aí porra. Toma uns goles. Deixa eu pensar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas o que houve?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É o seguinte. Sabe aquele maluco da lavagem que te falei? Pois é. Mandou esses putos me darem um coro porque eu ando pressionando o esquema de tráfico deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Filho da puta. Eu te falei que tava rolando coisa ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É. Você me falou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Agora é tudo ou nada. É guerra escancarada e o negócio é comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E teus colegas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Melhor não saberem. Mas isso não passa de hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O que tu vai fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- To pensando num lance. Primeiro me ajude aqui. Você trouxe o que te pedi?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sim. Tá na mochila.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Beleza. Abre mais uma gelada e ascende um crivo. Você ainda sente aquele desejo de fazer algo&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;proibido?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Se sinto? Bota a mão aqui na minha calcinha e sinta você mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-963126324900488682?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/963126324900488682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/963126324900488682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/963126324900488682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/06/morte-me-espera-na-esquina-iii.html' title='A Morte Me Espera Na Esquina III'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-647956956255873852</id><published>2011-03-26T14:19:00.000-03:00</published><updated>2011-03-26T14:19:39.213-03:00</updated><title type='text'>Acerto de Contas II (Vlad Não Morreu)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Vai me dizer que morri e parei no inferno?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E por acaso isso tem cara de paraíso? Esperava o quê? &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Os Rolling Stones cantando Sympathy For The Devil? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;É cedo para eles virem. Mas se esse é o problema, eu canto para você: “Pleased to meet you, Hope you guess my name”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Engraçadinho. Porque não canta “Telma eu não sou gay”? Combina mais com tua latinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Já vi que você não vai se convencer tão fácil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Engano seu. Já me convenci de que você é uma bicha, que tua mãe é uma vadia e que essa porra toda é um sonho idiota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Você tem razão. Isso é um sonho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Eu sabia. E você é uma bicha. Uma bicha vagabunda e viciada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- To morrendo de medo. Olha só como estou tremendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Olha aqui seu puto. Teu tempo acabou. Tá na hora de conhecer o caminho da redenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Acho que não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando levantei a mão para desferir um de meus tapas, senti uma dor intensa no peito. Acordei no meio de uma estrada poeirenta. Estampidos ecoavam misturados ao som de sirenes. Aos poucos minha visão foi me mostrando flashes as rodas da viatura, os pés de meu colega. Senti um calor insuportável. O suor escorria em minha face. Fabio Snake gritava algo que não conseguia decifrar. A dor no peito foi diminuindo e a consciência retornando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Que merda é essa cara?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tu tá vivo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não. To comendo tua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fabio Snake continuava descarregando sua pistola. Me dei conta finalmente do que estava acontecendo. Do patrulhamento no interior, do veículo fugindo, da troca de tiros, do pedido de reforço, do vagabundo apontando uma pistola e atirando, do dia virando noite, da dor no peito, da conversa com o diabo. Levei a mão ao peito e senti o projétil alojado no colete. Meu sangue ferveu instantaneamente. Levantei-me e peguei a calibre doze. Saí da proteção da viatura e abri fogo, com raiva, com ódio, com sangue nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O primeiro tiro atingiu o peito do vagabundo. O segundo cuspe pegou em cheio na mão do outro vagabundo. O próximo disparo esparramou os miolos do terceiro vagabundo no vidro lateral do carro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando ia disparar o quarto tiro, o último vagabundo levantou as mãos e gritou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Perdi! Perdi! Não me mata! Perdi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saiu de trás do carro com as mãos levantadas em sinal de rendição e se ajoelhou à minha frente. Meus ouvidos zuniam. O vento quente trazia um cheiro estranho. Minha visão escurecia enquanto pontos brilhantes pipocavam em minha retina a cada batida do meu coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não me mata! Pelo amor de Deus, não me mata! Perdi mano! Perdi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O cano da Rebeca ainda expelia fumaça quando Fabio Snake gritou ao meu lado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Deita! Deita vagabundo! Deita!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Só então me dei conta do cenário. Minhas têmporas latejavam. Minha boca estava seca. A visão ainda meio turva. O cheiro de pólvora, sangue e poeira invadindo minhas narinas. Olhei para o parceiro que já estava com a sola do coturno no pescoço do vago e com as algemas fazendo o barulho característico. Olhei ao redor. Não havia ninguém, não havia reforço, não havia morador, não havia sequer um grilo para quebrar aquele silêncio que tomou conta o estradão. Ascendi um cigarro e dei uma longa tragada. Fiquei lembrando minha trajetória na polícia. Os dias e noites de plantão. As correrias, os vagabundos despencando com o peso da minha mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Chamam-me de Conde, Vlad ou Vamp. Não suporto vagabundo e o pessoal dos Direitos Humanos. Humanos direitos têm direito. Vagabundo não é humano, é vagabundo. Lembrei-me de uma velha promessa. O dia que um vagabundo atirar contra mim, iria até o inferno para matá-lo. Vagabundo que atira em polícia atira contra a sociedade toda, é irrecuperável, é escória que precisa ser erradicada da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Solta ele. Gritei para Fabio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Solta ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Para quê? Temos que...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cala a boca e solta logo. Porra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Rebeca deu sua última tragada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-647956956255873852?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/647956956255873852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/03/acerto-de-contas-ii-vlad-nao-morreu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/647956956255873852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/647956956255873852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/03/acerto-de-contas-ii-vlad-nao-morreu.html' title='Acerto de Contas II (Vlad Não Morreu)'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-Jtq9FsYC3ig/TY4gC7g4CRI/AAAAAAAAAPY/wR53WKsI7Pk/s72-c/072210170840.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-499238217730422208</id><published>2011-03-14T10:58:00.000-03:00</published><updated>2011-03-14T10:58:21.000-03:00</updated><title type='text'>Acerto de contas (O Diabo Fuma Charuto)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;   &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman","serif";}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-Lv9EU95zLjY/TX4eyCpRqnI/AAAAAAAAAPU/ZT2KYsJrfdU/s1600/count_tepesh_drakula_zastavki_com_9618_12-500x281.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="https://lh4.googleusercontent.com/-Lv9EU95zLjY/TX4eyCpRqnI/AAAAAAAAAPU/ZT2KYsJrfdU/s320/count_tepesh_drakula_zastavki_com_9618_12-500x281.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O que você faz aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Boa pergunta. Eu também gostaria de saber que diabos eu faço aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Diabo. Um só. Único. Autêntico. Eterno. Um só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tá. Vai se fuder então e me diz logo que porra eu faço aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Vejamos. Primeiro, eu gostaria de saber qual foi a porra que você fez para parar aqui. Você não tem cara nem tipo do povinho que vem para cá. Mas, porém, no entanto, data vênia, se está aqui é porque o brother não te quis. E, se o brother não te quis, você deve ter sido muito mauzinho.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por que você não vai enrolar o cu da tua mãe e me diz logo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não falei? Menino desbocado. Façamos o seguinte, começe me contando sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Pra quê? Fará diferença?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;É o seguinte, Mané. Ou tu para de enrolar ou a porrada vai comer legal aqui. Tá pensando que tá falando com quem? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Acho que você não está nem em condições, nem em posição de exigir nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ah tá. E tu? Vai fazer o quê? Vai me matar? Já to morto, seu viado. Ou tu tá pensando que esse rombo no meu peito é tatuagem? Vai se fuder, caralho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Te matar não posso. Mas transformar tua passagem por aqui numa experiência desagradável, isso eu posso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desagradável é a visão do cu cabeludo da tua mãe, seu puto. Desagradável é passar mais de vinte anos caçando vagabundo, ouvindo oficiais viados arrotarem ordens absurdas e usurpar o dinheiro público na maior cara de pau. Desagradável é chegar em casa e nem uma puta ceva gelada na geladeira para aliviar o calor. Desagradável é ver um bando de filhos da puta metidos a rico e juiz de direito ameaçando te processar por causa de uma multa de trânsito. Desagradável, seu viado, é levar um par de guampa, se bem que você não deve se importar, e ver a mulher que você ama indo embora com outro. Tá bom assim ou quer mais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Então o menino mauzinho era policial?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não, era o comedor da tua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Típico. Acompanhei teus passos. E quer saber? Eu sabia que cedo ou tarde iríamos nos encontrar. Não era você que sempre dizia que queria vir para cá? Não era isso que falava para aqueles coitados quando você os quebrava a pau? O que eu quero realmente saber, é como você veio parar aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Uma trepada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Você é surdo ou não lavou os chifres hoje? Uma trepada, fornicada, tico na xeca, bimbada. Aquilo que a puta da tua mãe adora fazer. Quer que eu desenhe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Engraçadinho. Me conte, como foi?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tá. Já vi que o rabudinho não vai desistir. Então tá. É o seguinte. Conheci a mulher de um colega e começamos a sair. Trepar, para ser mais exato. Isso durou uns seis meses. Um belo dia ela resolveu contar tudo para ele. A casa caiu. Eu sumi por uns tempos. Mais de ano depois, ele me ligou, a pedido dela. Me falou um monte de coisas sobre perdão e bla bla bla que não me convenceu muito. Sumi novamente. Anos mais tarde, por coincidência do destino. Tá rindo do quê? Vai me dizer que tem dedo teu nessa parada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Capaz. Continua. Apenas achei engraçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Engraçado é a vaca gorda da tua mãe de quatro, balançando as pelancas e pedindo tapa na bunda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Continua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não gostou né? Não te preocupa, não comi a baranga da tua mãe, nem que ela me pagasse. Pois bem, continuando. Nos encontramos anos mais tarde em um shoping. Conversamos um tempo e ele me convidou para ir até a casa deles. Disse que o que passou já era e que queria manter a amizade e bla bla bla. Não sei o que me deu na cabeça. Aceitei. Um belo dia apareci na casa deles. Mesmo desconfiado. Me receberam hiper bem. Almoçamos, passeamos num parque pela tarde. Acabei jantando com eles. Como estava ficando tarde anunciei que iria embora. Foi quando ele me disse que iria trabalhar no plantão da madrugada e pediu para que eu dormisse lá pois estava tarde e a estrada de volta para minha cidade era perigosa. Estranhei demais aquela atitude. Resolvi dar o fora. Quando a esmola é demais, se desconfia do santo. Você deve saber muito bem como é isso. Eles insistiram e eu relutei. Menti que tinha um encontro com uma mina e etecétera. Ele insistiu novamente com o apoio dela, dizendo que pela manhã poderíamos continuar a conversa e os passeios que estavam agradáveis. Agradeci o convite e me despedi. Subi na minha moto e saí dali. Mas você sabe muito bem que a carne é fraca, ainda mais quando a presa está diante dos seus olhos pedindo para se comida. Dei a volta na quadra, deixei a moto numa garagem de aluguel e fiquei esperando ele sair. Passamos a noite toda trepando feito animais no cio enquanto o corno trabalhava. A merda foi que peguei no sono. Acordei com o barulho do carro do guampa entrando no pátio. Meio sonolento ainda, catei minhas roupas e pulei a janela. Não queria ficar para ver a reação. Pulei o muro vizinho e dei de cara com um cachorro cuja raça não sei qual é pois só vi aqueles dentes enormes vindo para meu lado. Pulei o outro muro e o outro e o outro. Foi quando uma viatura passava pela rua e uma velha que deveria ser a puta da tua mãe gritou a todo pulmão - Pega ladrão! - Fudeu. E cá estou eu, com esse rombo no peito. Satisfeito? Agora pode me dizer que diabo eu faço aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Posso dizer que estou em partes. O que você faz aqui? Não se preocupe, o limbo serve para isso mesmo. Ou você pensa que tudo o que você fez vai ficar no zero a zero?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Vai se fuder seu corno chifrudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-499238217730422208?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/499238217730422208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/03/acerto-de-contas-o-diabo-fuma-charuto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/499238217730422208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/499238217730422208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2011/03/acerto-de-contas-o-diabo-fuma-charuto.html' title='Acerto de contas (O Diabo Fuma Charuto)'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-Lv9EU95zLjY/TX4eyCpRqnI/AAAAAAAAAPU/ZT2KYsJrfdU/s72-c/count_tepesh_drakula_zastavki_com_9618_12-500x281.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1544328793941571237</id><published>2010-10-18T21:07:00.000-03:00</published><updated>2010-10-18T21:07:06.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crime'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tráfico'/><title type='text'>Fak Bala Diones e Ret Flau Islim</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Eram vizinhos de bairro, mais que isso, moravam na mesma rua e em casas conjugadas, divididas apenas por uma parede. Suas mães, também conhecidas desde a infância, eram comadres. Uma batizou o filho da outra na Igreja de São Custódio, depois na Quadrangular e por último, na Cristo Voltará.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Cresceram como se fossem irmãos. Brincavam juntos, estudavam no mesmo colégio, na mesma sala. Até o curso de datilografia eles fizeram juntos. Gostavam das mesmas coisas, inclusive das mesmas garotas, tanto que compartilhavam os mesmos amores e paixões. Jamais competiam entre si por causa de mulheres, ao contrario, dividiam entre si. Diziam a elas que a vida queria que fosse assim, que eram diferentes, se a garota beijava um, teria que beijar o outro. E foram muitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas havia uma coisa da qual não gostavam. Seus nomes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cara, precisamos achar um nome decente para nós. Falou Julio Amaro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Concordo. Precisamos de algo como Boni e Claide. Retrucou Jaime Libório, enquanto devorava uma revista do Tex Willer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Fak Bala! Caralho. É isso. Fak Bala!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O quê? Que porra é essa mano?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Meu nome. A partir de hoje meu nome será Fak Bala, com K no final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- De onde tu tirou essa nóia? Cheirou toda a benzina outra vez?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Que mané benzina, maluco. Um filme. Lembrei &lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que ouvi isso num filme de guerra. Um pirado, cara mau mesmo, chamava o outro assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E o que quer dizer? Isso é ingleis, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É isso mesmo. Ingleis, mano. Quer dizer fodão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E desde quando tu fala ingleis?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Eu sou o cara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Já que tu é o cara, dá uma zoiada aqui nessa revista, tem um nome aqui que achei muito doido - Jaime Libório aponta um desenho da porteira de um rancho, na revista que estava lendo, que dizia “Red Flower” – como é que se lê essa porra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Isso aí é Ret Flau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É? Não é Redi Flau?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não, nóia, é Ret Flau. Tu não manja nada de ingleis. Os maluco escreve de um jeito mas a gente fala de outro. Então é Ret Flau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tão tá, a partir desse momento, meu nome é Ret Flau, com U no final. O que quer dizer essa porra? Fica legal prum nome, não fica?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quer dizer que o rancho é do cara mau e esse é o nome dele, não tá vendo aí na história que o Tex quer matar ele? O cara é bandidão. Então esse nome é fodão também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Du caralho! É, somos fodôes agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bota aí aquele disco dos Pink Floide. Quero escutar a i do nidi no eduqueichion.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É isso, vou pegar a benzina pra comemorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Assim cresceram Fak Bala e Ret Flau. Abandonaram a escola no outro ano. Formaram uma gangue com a turma do Cerro do Corvo, que mais tarde virou quadrilha. Começaram com pequenos furtos de chocolates em mercadinhos da periferia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando completaram dezesseis anos, cometeram o primeiro homicídio, durante uma quebradeira entre gangues rivais. A fama correu. Passaram a ser a dupla mais temida da cidade. Até que um dia decidiram que aquele lugar era pequeno demais para eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mudaram-se para a capital, indo morar na periferia. Em pouco tempo estavam assaltando bancos, traficando, exterminando concorrentes, subornando policiais. Formaram uma verdadeira legião de combatentes, como gostavam de chamar os demais do bando. Tinham uma vida de rei na favela. Eram adorados pelos moradores, que recebiam em troca do silêncio, roupas, remédios, transporte e até dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dez anos se passaram, marcados pelo sangue derramado. Fak Bala e Ret Flau eram violentos, extremamente violentos. Não admitiam trairagem. Se descoberto, o combatente tinha um destino certo: A vala no meio do mato, atrás da creche.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em seguida o combatente era substituído por outro, que deveria assistir a execução para saber que deveria ser leal. E o ritual era sempre o mesmo, Fak Bala inquiria o candidato enquanto o sangue do traíra ainda jorrava:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Como é teu nome moleque?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Toninho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Toninho é nome de viado. Tu vai se chamar Meia Zero, que é nome de bandidão. Pega o berro aqui e acaba com esse infeliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Podexá, patrão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O garoto, um moleque de quinze anos, pegou o revólver e sem pestanejar, deu um tiro certeiro na cabeça do traidor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tá vendo, Ret Flau? O Meia Zero vai dar um bom combatente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tô vendo. Mó moral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Aí, to pensando em mudar o nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- De novo Fak? O que vai ser?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- A partir de hoje vou me chamar Fak Bala Diones. Vi num filme esse nome, Diones.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Então eu mudo o meu também. A partir de hoje eu me chamarei Ret Flau Slim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Slim? De onde tu tirou isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Dum maço de cigarro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto os dois debatiam, Meia Zero apontou o revólver para a nuca de Fak Bala Diones e atirou. Antes que Ret Flau Slim pudesse reagir, deu um tiro certeiro na sua testa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É, seus trouxas. E a partir de hoje eu vou me chamar Meia Zero Ruga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O garoto ainda deu mais um tiro em cada um para certificar-se de que realmente morreriam. Guardou calma e friamente o revólver na cintura e se dirigiu para o barraco que pertencia à dupla, para anunciar a troca no comando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Houve mais três execuções naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1544328793941571237?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1544328793941571237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/10/fak-bala-diones-e-ret-flau-islim.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1544328793941571237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1544328793941571237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/10/fak-bala-diones-e-ret-flau-islim.html' title='Fak Bala Diones e Ret Flau Islim'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TLzg3YwzrrI/AAAAAAAAAPE/CB4gjIDW4Fo/s72-c/tx_front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-2264744919630090865</id><published>2010-09-27T03:34:00.003-03:00</published><updated>2010-09-27T03:44:17.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aventura'/><title type='text'>2036 -Cap III - A Dama do Vale</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TKA6mbpWoEI/AAAAAAAAAPA/EvDiybJRLBs/s1600/880892.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TKA6mbpWoEI/AAAAAAAAAPA/EvDiybJRLBs/s320/880892.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Encontrei a Dama do Vale, nome conhecido da erva rara, às margens de um riacho, distante três dias de caminhada da aldeia. Com a ajuda de minha faca, removi a planta por inteira e coloquei-a em meu bornal. Após me abastecer daquela água gélida e cristalina, tomei rumo de volta para a aldeia. Resolvi escalar o Monte Tsuhi para cortar caminho, o que me pouparia um dia e meio de caminhada pelo caminho tradicional. Embora fosse perigoso escalar o Monte Tsuhi, o estado de saúde de Robinson não era dos melhores e quanto antes ele tomar o remédio, que provavelmente mamãe prepararia, melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O início da escalada não foi difícil, meu vigor físico era o diferencial nessa hora. Tinha de me apressar para chegar ao cume antes do anoitecer. Segui pelo caminho do lado sul do monte, o que me parecia mais seguro. Passadas quatro horas desde que comecei a subida, deparei-me com um paredão escarpado. Parei alguns minutos para descansar e traçar a melhor rota para a escalada. Optei por subir entre algumas fendas que propiciavam um bom apoio. Quando a pedra que servia de apoio ao meu pé direito soltou-se, deslizei pela fenda até ficar entalado na sua base. A dor na minha perna esquerda foi insuportável.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acordei com a água da chuva caindo em cascata em meu rosto e ribombavam trovões no horizonte. Tentei me mexer e a dor voltou lacerante. Cerrei os dentes e urrei, a todo pulmão. Quando olhei para minha perna esquerda, o clarão de um raio me mostrou o corte e uma lasca de pedra enterrada na minha carne.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por instantes a agonia tomou conta de mim, não queria morrer ali. Pensei em minha mãe, em Robinson que precisava da minha ajuda naquele momento tão difícil da sua vida. Juntei forças e arranquei aquela lasca de pedra, por pouco não desmaiei novamente. Peguei minha faca e cortei minha calça em tiras. Com elas fiz uma bandagem provisória em cima do ferimento, apertando firmemente o nó. Não me daria por vencido, aquela era uma prova de sobrevivência para mim. Morrer jovem não estava nos meus planos.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Comecei a analisar aquela fenda. Pelos meus cálculos, eu caí de uma altura de uns cinco ou seis metros, minhas costas ardiam com os pingos da chuva. Creio que bati de um lado a outro daquela fenda enquanto caía e isto amorteceu minha queda. Por sorte não quebrei nenhum osso. Então comecei a subida novamente, apesar da dor. Até onde foi possível, usava as paredes da fenda como apoio para as costas e para os pés. A escuridão e a água que caía em meus olhos dificultaram muito a minha escalada. Aproveitava cada relâmpago faiscante no céu para localizar algum ponto de apoio par ir tateando no escuro.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando cheguei ao cume, fiquei deitado um longo período, recuperando o fôlego e esperando as dores diminuírem.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Perdi completamente a noção de tempo. Acabei adormecendo e só acordei quando senti algo cheio de patas caminhando em minha face. Apavorado e, num movimento instintivo, levei minha mão à face com tanta força que acabei por esmagar aquilo que caminhava sobre mim, no mesmo instante em que senti uma ferroada dolorosa na palma da mão esquerda.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não sei se foi o pavor ou reflexo, mas em segundos eu estava em pé, com a perna direita doendo e a mão esquerda latejando. A chuva havia cessado e a lua cheia me fazia companhia. Olhei para o chão no intuito de descobrir que animal me ferroou e vi, ao lado de uma pedra, o que restou de um escorpião. Meu coração acelerou, minha mão começou a inchar imediatamente. Não pensei duas vezes, com o auxílio da minha faca, fiz um corte na mão e comecei a sugar e cuspir meu sangue, na tentativa de diminuir a quantidade de veneno injetado.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nunca havia sido picado por um escorpião, mas sabia muito bem o efeito de seu veneno no organismo humano. No meu caso, não se sabia ao certo qual reação teria, mas não iria esperar sentado. Com mais um pedaço da minha calça, fiz uma atadura na mão. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;O horizonte já dava sinais de que o dia amanheceria em breve na direção do vale que apanhei a Dama do Vale. Sem perder tempo, comecei a caminhar deixando a luminosidade vespertina para trás. O caminho à frente ainda estava em completa escuridão, banhado apenas pela luz do luar que formava sombras grotescas entre as montanhas. Quando levantei o olhar para orientar-me, minha retina refletiu uma enorme labareda vinda da direção da aldeia.&lt;/span&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-2264744919630090865?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/2264744919630090865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/2036-cap-ii-dama-do-vale.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2264744919630090865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2264744919630090865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/2036-cap-ii-dama-do-vale.html' title='2036 -Cap III - A Dama do Vale'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TKA6mbpWoEI/AAAAAAAAAPA/EvDiybJRLBs/s72-c/880892.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8887103156305658056</id><published>2010-09-20T12:39:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T12:39:24.181-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='certo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='errado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Polícia'/><title type='text'>O Justo e o Correto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TJd_7TkIbcI/AAAAAAAAAOs/TgkPNH8S9g0/s1600/dois+lobos.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TJd_7TkIbcI/AAAAAAAAAOs/TgkPNH8S9g0/s1600/dois+lobos.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nem tudo que é justo é correto, e nem tudo que é correto é justo. Sabia desta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas o que é que você está falando? Bebeu? Pegue a da esquerda ali na frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fabio riu, arranhou a marcha da viatura quando reduziu da terceira para a segunda. Pegou a estrada à esquerda na bifurcação, a mais esburacada. Meu corpo sacolejava todo, meu ciático fisgava, os gases prestes a escapulir do intestino (maldita comida daquela empresa, acho que colocam alguma porcaria no feijão). Ainda bem que ele se habilitou para conduzir viatura, minha bursite agradeceu. Já não aguentava mais dirigir por doze horas naquelas poeirentas estradas esburacadas do interior do município. O corpo já não é o mesmo de vinte anos atrás, quando tudo era aventura e noitadas. Agora ele reclama de tudo.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coluna reclama dos buracos, do peso do colete, da pistola, dos carregadores sobressalentes, da algema, do apito, do celular, do bloco de anotações, até da caneta. Já o ciático, este ingrato, reclama do cinto que aperta, do revólver e das munições extras – polícia tem que andar com arma reserva sempre, ainda mais nos dias de hoje -. Há vinte anos não tinha tudo isso. Saíamos para a rua apenas com o cinturão, um oitão, uma dúzia de cartuchos e um bastão. Eram outros tempos, bandido respeitava polícia. Hoje não, mudou tudo, vagabundo, além de atirar para matar, ainda tem mais direitos que nós, homens direitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho pena do Fabio, daqui a dez anos vai estar pior que eu, não há corpo que resista a toda esta parafernália sem reclamar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior é que ele acabou de se formar, isso significa que vai adoecer cedo, mais cedo do que eu, que estou com quarenta. Se ele chegar aos trinta e cinco sem uma hérnia de disco, vai ser milagre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então? Perguntou Fabio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então o quê? Pergunto enquanto acendo um cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já pensou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- No quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- No que te falei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá. Você já me falou tantas coisas hoje, tá pior que mulher, não fecha a matraca nunca. Como é que vou saber do que você está falando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Do justo e do correto. E mulher é a tua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lógico que minha mãe é mulher. Se fosse homem, seria meu pai. Olha o bura.....Ai!Caralho! Filho da puta. Tá querendo me ferrar? Sua bicha enlouquecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Doeu? Tadinho. Desculpa, não vi o buraco e não sabia que a flor era sensível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem vai ficar sensível vai ser teu rabo a hora que eu te botar de quatro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ui!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gargalhada tomou conta da viatura. Assim passávamos a maior parte do tempo durante o serviço. Fazíamos o patrulhamento rural, uma das modalidades da polícia, havia dois meses. Nem sempre foi possível dar atenção a este povo que sustenta o país. A falta de efetivo na corporação sempre foi um cobertor curto. A atenção era voltada para o centro urbano e o campo sempre ficava esquecido pelo poder público. Mas desta vez, pelo menos por enquanto, as coisas haviam mudado um pouco, desde que Fabio e os demais colegas se formaram e reforçaram nosso contingente. O interior estava carente de patrulhamento, muitos assaltos e furtos estavam acontecendo. Disse que estavam porque faz dois meses que não registramos mais esse tipo de ocorrência. Desde que apertamos uns e começamos a rondar a casa de outros, o clima no interior melhorou, as pessoas voltaram a sorrir, a sentirem-se mais seguras. Isso me faz um bem enorme, pois significa que nosso trabalho está sendo bem feito. Para alguns, inclusive colegas, se a guarnição não faz nenhum registro durante o turno, significa que estão se amoitando, se esquivando do serviço. Eu penso o contrário, turno sem ocorrência é sinal de polícia competente nas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai responder ou resolveu fazer greve? Pergunta Fabio enquanto passa com o meu lado da viatura rente a um pé de unha de gato, propositadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você está a fim de me sacanear. Vamos lá então. O que tu quer saber sobre justo e correto? E espera eu assumir esse volante que o troco vem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dizem que nem tudo que é justo é correto e vice e versa. Você concorda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Depende do ponto de vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por exemplo. Ouvi dizer que não é justo comer uma mulher de quatro, mas é correto, e que comer a mulher na horizontal é justo, mas não é correto. O que você acha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você sabe a resposta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então raciocina comigo. Vai aprender hoje, um pouco sobre a teoria da evolução, do Darwin, um pouco de anatomia, biologia e moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Patrulha rural também é cultura. Por que comer a mulher de quatro não é justo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá. Por causa da igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Esqueça a porra da igreja. Pense na mulher nessa posição e o que ocorre com sua vagina ficando assim. Ela fica mais exposta, digamos, mais aberta. Concorda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É. Faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, logicamente, não fica justa, pois não há pressão dos lábios e da musculatura. Agora, por que, apesar de não ser justa, é correto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Muitas mulheres não gostam. Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora. Caro Watson, pense em nós como animais, mamíferos, bípedes e toda aquela viadagem. Por acaso você já viu algum macaco copular deitado? Exceto os Bonobos que são pervertidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bonobos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É. Bonobos. Li uma reportagem uma vez, putaria geral, mas é outra história. Agora pense, como animal que somos. Naturalmente nossa cópula, originariamente, é feita por trás. Concorda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O encaixe é mais perfeito. Tem fundamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem até um filme que mostra isso. Se não me engano, o nome é A Guerra do Fogo. É antigo, mas retrata perfeitamente essa evolução durante o sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Humm! Interessante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois bem, meu jovem aprendiz de feiticeiro. Agora que sabe que o correto não é justo, defina o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É justo porque a anatomia feminina, digamos, nos engana, fazendo parecer mais apertado. Não é correto porque vai contra a natureza animal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não tinha pensado nessa questão, não dessa maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Agora que você está diplomado em Darwin, responda uma pergunta, você se considera justo ou correto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Está querendo me aplicar? To fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Larga de ser bobo. Vou reformular, esquece o sexo. Você, como policial, se considera justo u correto? Encosta ali que eu quero mijar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me considero justo. Não esquece, não adianta balançar, o último pingo é sempre da cueca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de devolver para a terra o que é da terra, e à cueca o que é da cueca, acendi um cigarro e fiquei admirando os morros ao longe, o silêncio quebrado apenas por alguns pássaros. Aquela calmaria toda parecia outro mundo, totalmente diferente do centro urbano, do caos, do estresse, das buzinas, dos esgotos. Olhei para o Fabio e perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, pelo que entendi você é um policial justo? Quer dizer que se encontrarmos um vago que acabou de cometer um crime, não o conduziríamos até a Delegacia, mesmo que este seja o procedimento padrão e correto da polícia? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Depende do caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não pode haver dependências. Você acabou de afirmar que há dois pesos e duas medidas. Se você fizer o que acha que é justo, certamente será punido e talvez expulso da corporação por contrariar as normas institucionais e os procedimentos corretos para os casos. Por outro lado, é justo mandar um vagabundo irrecuperável para a cadeia, pela centésima vez, para que ele passe um tempo comendo, bebendo, engordando, tomando remédio. Tudo de graça e à custa dos trabalhadores? Ou o justo é fazer com que ele, um desses xibungos irrecuperáveis que temos por aí, que a única coisa que fazem é roubar para comprar droga, sinta, ou leve um castigo que o deixe pelo menos uns três dias de cama?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos interrompidos pelo rádio da viatura que anunciava um assalto no centro da cidade. O interlocutor informava que houve troca de tiros e que um colega havia morrido, alvejado pelos bandidos que fugiram em um gol vermelho. Imediatamente embarcamos na viatura e fomos para uma encruzilhada para montarmos uma barreira enquanto acompanhávamos a perseguição, que se dirigia para nosso lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em determinado momento, a viatura que estava perseguindo os bandidos informou que os havia perdido em uma estrada do interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repentinamente avistamos um veículo em alta velocidade vindo em nossa direção. Disse ao Fabio para procurar abrigo atrás de uma árvore, afastado da viatura. Quando o veículo se aproximou, atravessei a viatura no meio da estrada e saltei, procurando abrigo. Ouvimos os tiros estilhaçando os vidros e perfurando a lataria. O gol vermelho não diminuiu a velocidade e ao tentar desviar da viatura, desgovernou-se e capotou, bem na nossa frente. Dois ocupantes saíram do carro com arma em punho. Alvejei um deles que caiu sem vida no meio da estrada. O outro largou a arma e levantou os braços gritando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não atira! Não atira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fabio se aproximou com sua pistola em punho. Enquanto isso eu fui olhar o terceiro ocupante do veículo. Ele estava agonizando preso às ferragens. Não sei como aconteceu, o cinto de segurança estava pressionando seu pescoço. Ele respirava com dificuldade. Lembrei que eu tinha um canivete no meu cinturão. Segurei o cinto de segurança e puxei. Não demorou muito para que aquele homem parasse de respirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parei ao lado de Fabio, que continuava com o bandido na mira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, Fabio. Justo ou correto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8887103156305658056?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8887103156305658056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/o-justo-e-o-correto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8887103156305658056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8887103156305658056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/o-justo-e-o-correto.html' title='O Justo e o Correto'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TJd_7TkIbcI/AAAAAAAAAOs/TgkPNH8S9g0/s72-c/dois+lobos.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8558581739602644920</id><published>2010-09-04T15:44:00.000-03:00</published><updated>2010-09-04T15:44:52.080-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Polícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sangue'/><title type='text'>A Morte é estúpida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TIKTiAEyheI/AAAAAAAAAOo/lacjAoJwgM0/s1600/1213810542_foice.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TIKTiAEyheI/AAAAAAAAAOo/lacjAoJwgM0/s320/1213810542_foice.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre faço ao acordar, leio os jornais online para ver as notícias de última hora, que quase sempre são as mesmas. Em sua maioria resumem-se em policiais, políticas e esportivas. Lógico, a massa precisa ser ludibriada para não pensar que sua vida é uma merda e que os maiores bandidos desse país ocupam lugares estratégicos no comando da nação. Vez que outra aparece o lançamento de um Best Sellers de algum gringo ou um apadrinhado das grandes empresas televisivas, que são detentoras também da mídia escrita. Mas isso é outra história.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que realmente me choca, não pela brutalidade em si, mas pela quantidade e a maneira como ocorre, é a morte. A Senhora Dona Persona abdicou da sua famosa foice e a capinha preta com capuz, modernizou-se, evoluiu junto com a humanidade. Já não usa mais a boa e velha foice, muito menos as bestas do apocalipse como meio de transporte. Hoje, ela dispõe de um aparato infinitamente diversificado, desde fuzis, pistolas, granadas, facas, canivetes, cacos de vidro, volantes (estes são os mais utilizados, diariamente – nos feriados eles multiplicam-se), vez que outra usa hélices e turbinas de aviões (quando ela quer dar seu showzinho particular).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim começo meu dia, pensando em quantas vidas são ceifadas diariamente, de maneira incrivelmente desnecessária. Dizem que tenho uma profissão de risco, policial militar. Por vezes até sinto a Dona Persona sentada no banco do carona da viatura, olhando para mim e rindo com o canto da boca, como quem diz: “Tua hora vai chegar. Estou de olho em você”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passo dias e noites no fio da navalha, enfrentando o trânsito, a correria, os criminosos, sempre pronto para um confronto armado, sem saber de onde virá a bala ou quando ela virá. E Dona Persona ali, com aquele sorriso cínico, o mesmo que costumo tirar da boca dos vagabundos à base de porrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tento desvencilhar-me dela. Nas várias ocorrências que atendo, percebo sua cara de decepção quando a vítima não morre, e também vejo seu sorriso orgástico quando o corpo está estendido no chão, quando é dilacerado o orgasmo é múltiplo. Mas enfim, faz parte do jogo da vida (e da Morte). Após tanta labuta, volto para casa, cansado, tenso, com a adrenalina em alta na corrente sanguínea. É sempre preciso esperar uma hora para que ela baixe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha casa é modesta, apenas três peças. A cozinha, e sala, é a antiga garagem, que nunca viu um carro. Meu quarto era a antiga cozinha, amplo, com banheiro, quase uma suíte. Para mim está de bom tamanho. O piso é todo de cerâmica, desde o portão de entrada até a pequena área nos fundos. Posso afirmar que é aconchegante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem trabalhei a noite toda, uma noite difícil, chuvosa. Quando chove aqui na cidade, os vagabundos se recolhem, mas nem por isso o serviço é calmo. A Dona Persona se apossa dos volantes e começa o rodízio de acidentes. A correria é intensa, ainda mais com nossas precárias viaturas, com pneus carecas, limpador de para-brisa que não limpa, vidros embaçados, freios gastos. Mas conseguimos, mesmo assim, conduzir as carroças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a minha casa com o dia claro, nublado, caindo uma garoa fina e constante. Como sempre faço, estaciono o carro, fecho o portão, percorro exatos dez metros entre o carro e a porta de casa, giro a chave, abro a porta, entro. Mas como estava cansado e já todo ensopado, apurei o passo, queria tirar logo aquela farda já suja de barro e sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei de supetão, meu pé direito tocou o piso, escorreguei e caí. Minha cabeça bateu exatamente na borda do minúsculo degrau na porta. Meu corpo ficou ali na porta, encharcado, o sangue que escorria da minha cabeça pintava as lajotas de cerâmica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E cá estou eu e a Dona Persona. Ela sorrindo com seu orgasmo e eu a chamando de estúpida, a minha morte estúpida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8558581739602644920?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8558581739602644920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/morte-e-estupida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8558581739602644920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8558581739602644920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/09/morte-e-estupida.html' title='A Morte é estúpida'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TIKTiAEyheI/AAAAAAAAAOo/lacjAoJwgM0/s72-c/1213810542_foice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3764765147098948726</id><published>2010-08-27T03:05:00.000-03:00</published><updated>2010-08-27T03:05:01.652-03:00</updated><title type='text'>A Encomenda - Episódio III</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	text-align:justify;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-hyphenate:none;	font-size:12.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	font-family:"Arial","sans-serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:AR-SA;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THdVSoXNGhI/AAAAAAAAAOc/-2gZYln6eFE/s1600/wallpapersmania_vol157-021-500x375.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THdVSoXNGhI/AAAAAAAAAOc/-2gZYln6eFE/s320/wallpapersmania_vol157-021-500x375.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Devo admitir que este trabalho foi o mais belo que realizei, e o mais arriscado também, em plena luz do dia e no centro da cidade. Nessa profissão o erro é uma sombra que nos acompanha diuturnamente. Muitos já caíram por não calcular todos os riscos em seus nano detalhes. Tudo precisa ser estudado e revisado tantas vezes forem necessárias. Por esse motivo fui escolhido. Sair sem deixar rastros é a parte mais importante no meu ramo. Não me importa quem está pagando ou qual é o motivo, pagando o meu preço, o serviço é garantido. Alguns serviços são rápidos, como um raio atingindo uma árvore no alto de uma colina, quando se vê, ela já está partida ao meio. Outros são mais demorados, requerem cuidados especiais, desde disfarces, digitais, sotaques, avaliação do terreno, das pessoas, pesquisas, cálculos, e o mais importante, álibi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não é do dia para a noite que se constrói um álibi, é preciso entrar em todos os ramos possíveis, investimentos, negócios, transportes, turismo, literatura. Cada serviço exige o uso de um desses, e outros álibis, como o que uso agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por vezes o próprio destino dá uma força, involuntariamente, o que não significa fácil, muito pelo contrário, aqueles que pensarem que tudo é resolvido de maneira simples, no meu ramo estão fadados à morte ou à cadeia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Após uma boa chuveirada, servi uma dose uísque e conectei o cabo ao notebook, hotéis de luxo nos dão praticamente tudo, desde que você use terno e gravata e tenha uma maleta preta tipo executivo. Acessei o mensageiro, M e F estavam online:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;F fala com R: e ae meu, trouxe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;M fala com R: oiie&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;R fala com F: td? Trouxe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;R fala com M: oi, td certo para amanhã?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;F fala com R: ok, marca o dia para me entregar e me avisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;R fala com F: sábado ao meio dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;M fala com R: td ok. Ñ esqueceu minha encomenda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;R fala com M: está comigo. Levarei amanhã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saí do mensageiro e rodei, com sempre, o programa para eliminar rastros. Quando se usa a internet todo o cuidado é pouco. Aproveitei para deixar um vírus na rede do hotel que por sua vez, infestaria também o provedor. Nada complicado, mas o suficiente para apagar todos os registros das últimas vinte e quatro horas. Dormi como um anjo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Acordei relativamente cedo, queria aproveitar para tirar umas fotos da igreja matriz, uma obra arquitetônica imponente, bela por si só. Passei a vida toda acreditando que tinha sido erguida pelos índios Guaranis, minha decepção foi saber que foi reconstruída em 1970. O lado positivo nisso foi a não utilização de mão de obra escrava, como fizeram ao longo de séculos, subjugando culturas e povos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A praça em frente estava repleta de estudantes ensaiando para o evento no final de semana, que contaria com a presença do governador do estado. Aproveitei para captar todos os ângulos, tanto da igreja como da praça e arredores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao meio dia, comi um gorduroso xis-bacon, na lancheria que ficava na esquina, ao lado da lojinha de artesanato e produtos típicos das missões. Se o tempo me permitisse, visitaria as ruínas de São Miguel, estas sim erguidas com o sangue dos Guaranis, com a desculpa esfarrapada de catequiza-los, como se sua cultura fosse uma aberração, como se seus deuses de nada serviam, como se seus costumes não servissem de exemplo de convivência em sociedade. O que ganhamos em troca do massacre de culturas foi um mundo violento, cretino, hipócrita. Se ao menos os tivessem escutado e aprendido com eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando dei por mim já eram três da tarde, peguei o carro e fui dar um passeio pelo interior, queria recordar um pouco da infância e fui visitar a Barca dos Grabriel, no rio Ijuí, onde tomava banho nas tardes quentes e sufocantes de verão. Retornei quando o sol já se punha no horizonte, feito uma bola avermelhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Às dezenove horas em ponto eu entrei no Look Bar, um boteco estilo pub inglês, com uma decoração muito interessante, havia até um Cart pendurado numa das paredes. Sentei-me a uma mesa, de frente para a porta de entrada e pedi uma cerveja e dois copos. M chegou logo em seguida, sobretudo preto, boina oito gomos, echarpe no pescoço, inconfundível. Quando me viu abriu um vasto sorriso, sentou-se à mesa, olhou-me no fundo dos olhos e perguntou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Trouxe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sim, aqui está. E o meu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Estão aqui, são dois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Hum! Interessante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O Z vem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não confirmou. Disse que se desse tempo, viria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Então, quais são os planos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Para ser mais exato, pedir outra cerveja, pois o Z acabou de cegar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Z juntou-se a nós. Tomou apenas um copo de cerveja e se retirou devido a compromissos. M e eu terminamos aquela cerveja e saímos à procura de outro bar. Não me recordo exatamente até que horas ficamos enchendo a cara. Voltei para o hotel e pedi para que me acordassem um pouco antes do meio dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Acordei e fui ao encontro de F, com um gosto horrível na garganta, como se estivesse com um cabo de guarda-chuva enferrujado entalado na goela. Antes que ele fizesse a pergunta mais óbvia, tratei de responder:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Trouxe sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ótimo, seria um homem morto se não o trouxesse, e espero, para o seu próprio bem, que esteja autografado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Recordamos alguns momentos do passado, enquanto saboreávamos um tradicional churrasco regado à cerveja. Trocamos algumas ideias sobre planos futuros e alguns projetos que poderíamos desenvolver. Às duas horas em ponto eu me despedi, apesar de sua insistência para que eu permanecesse por mais algumas horas. Disse-lhe que deveria pegar a estrada, pois não gostava de viajar à noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No caminho para o hotel, coloquei a peruca, desta vez loira, o bigode postiço e o cavanhaque. Ao chegar, pedi para encerrar minha conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando o governador subiu ao palanque para discursar, eu estava no outro lado da praça, de frente para a catedral e o palanque. A segurança foi reforçada, havia dois policiais em cada esquina, além da segurança do próprio governador. Coloquei a ponta do cano do rifle no vão entre o vidro e a porta do carro, com o auxílio de uma luneta, esperei o momento certo para puxar o gatilho. O fato de eu ser ambidestro me dá uma vantagem inimaginável, especialmente no manuseio de armas de fogo. O tiro atingiu o ombro direito do secretário de segurança do estado, que estava ao lado do governador no palanque. Como eu esperava, a correria foi imediata, o que me deu tempo de sair calmamente com o carro, dobrar na primeira esquina e desaparecer, feito fumaça que se dissipa no ar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Mais um serviço bem sucedido, mais grana na conta. Agora era hora de voltar à rotina de patrulhar as ruas da minha cidade vestindo uma farda, dirigindo uma viatura velha e escrevendo contos policiais. Como disse, álibi é tudo nessa profissão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3764765147098948726?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.esquinadoescritor.com.br/beco_do_crime' title='A Encomenda - Episódio III'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3764765147098948726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/encomenda-episodio-iii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3764765147098948726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3764765147098948726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/encomenda-episodio-iii.html' title='A Encomenda - Episódio III'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THdVSoXNGhI/AAAAAAAAAOc/-2gZYln6eFE/s72-c/wallpapersmania_vol157-021-500x375.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-6788553066489715328</id><published>2010-08-24T01:36:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T01:36:26.760-03:00</updated><title type='text'>Conspiração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THNMMKJg8qI/AAAAAAAAAOY/i4FKi7gi0-U/s1600/widescreen_wild_plant_005057_-500x312.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="199" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THNMMKJg8qI/AAAAAAAAAOY/i4FKi7gi0-U/s320/widescreen_wild_plant_005057_-500x312.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palácio do Javali, 24 de agosto de 1954.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O inverno rigoroso finalmente se rendia para um dia ensolarado. As pastagens ainda estavam secas, queimadas pelas geadas intensas que castigaram os pampas. O gado na pradaria aos poucos se recuperava, graças à silagem estocada nos enormes galpões da fazenda. Os pessegueiros já davam sinais de que em breve a primavera coloriria outra vez aquelas coxilhas com seu verde exuberante, pontilhado de pingos roxos das azedinhas. Algumas cotias já rondavam os jardins, um pouco tímidas. Ao longe, o quero-quero tentava despistar um chimango que rondava seu ninho.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deitado em sua rede, sorvia um chimarrão na cuia uruguaia, sua preferida, enfeitada com um bocal de prata para acompanhar a bomba, encomenda que havia feito dois meses antes. Tinha o pensamento longe que, vez que outra, era quebrado pelo relinchar dos potros no alto da coxilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação no país estava lhe tirando o sono. Sabia em seu íntimo que havia uma conspiração contra si. “Coisa da elite café-com-leite, que não aceita a liberdade que dei ao povo, à nação, rompi grilhões, dei direitos nunca antes almejados pelo sofrido povo. Os militares. Há dedo dos militares nessa história. Já mataram o Alcântara. O Manoel está certo, vou precisar das forças do exército do sul. Se pensam que me entregarei aos comunas, estão enganados”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jarbas veio lhe trazer outra chaleira com água quente para que continuasse a apreciar seu “mate”, cevado com erva da própria fazenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deseja mais alguma coisa, senhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Peça para o Antenor encilhar o Ruano. Avise também o Libório para dar uma espiada lá no Cantão. Desconfio que tenha algum comuna rondando por aí. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim senhor. O Manfredo lhe mandou um telegrama reafirmando seu apoio. Ele está vindo para cá. O restante dos Ministros continua mantendo a sua renúncia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eles não vão me derrubar, Jarbas. Estão enganados. Um taura não se entrega tão fácil numa peleia. Não podemos se entregar pros home de jeito nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Com sua licença, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram nove da noite quando uma coruja piou no lado de fora. Fazia dois minutos que Laura se retirara do quarto do pai, deixando-o na companhia de Jarbas, que agora empunhava um colt 32, com cabo de madrepérola, na mão direita. O cano apontado para a cabeça de Dornelles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Chegou tua hora, Doteles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas o que significa isto, Jarbas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ordens são ordens. Eu não tenho, por princípio, o costume de desobedecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem te mandou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não te interessa. Eles cansaram de suas loucuras. Ainda serão complacentes te deixando como herói. Se quiser, pode ler esta carta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doteles não acredita nas palavras diante de seus olhos: “...saio da vida para entrar na história".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Laura, acordada pelo estampido, entrou no quarto do pai, quase desmaiou ao ver seu corpo em cima da cama e a mancha de sangue no peito. Os braços abertos em forma de cruz, na mão direita, um colt 32.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anos mais tarde Manfredo foi eleito presidente da república. Para comemorar sua vitória, no dia 14 de março de 1985, foi com a família assistir a uma missa de ação de graças. Após a morte de Dornelles, Manfredo, que sempre estivera nos bastidores políticos, conseguiu colocar os militares no poder, mas três anos depois, devido ao fracasso do parlamentarismo, foi o maior ativista contra os militares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bispo colocou a hóstia na boca de Manfredo com as mãos trêmulas, o olhar agitado. À sua direita, ao lado de um dos pilares do salão, Jarbas, segurança pessoal de Manfredo, olhava atento para o bispo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Manfredo sentou-se, sentiu fortes dores. Jarbas de imediato o amparou e providencio no seu deslocamento para o hospital de base.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite de 21 de abril, Jarbas, ao lado da cama de Manfredo, trocava suas últimas palavras:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Chegou tua hora, Manfredo. Eles ainda lhe darão honrarias de mártir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A injeção foi letal. Manfredo sequer teve tempo de dizer qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 12 de outubro de 1992, Jarbas aguardava ao lado do helicóptero, a chegada de Guimalhães que veio caminhando a passos lentos, castigado pela idade e pelos anos de luta contra as forças do sistema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Está tudo pronto, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Obrigado Jarbas. Tem certeza de que é seguro? Não confio em coisas que voam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Absoluta certeza senhor. Helicópteros são as aeronaves mais seguras e hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, certamente protegerá o “Senhor Diretas” de qualquer eventualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jarbas, meu bom e velho Jarbas. Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trinta minutos após decolar, o helicóptero some dos radares. O corpo de Guimalhães jamais foi encontrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 21 de julho de 2004 Jarbas, de dentro da CTI do Hospital São Lucas, liga direto para o presidente Ingrácio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Morre o homem, fica o exemplo, permanece o pensamento. Foram suas últimas palavras, senhor presidente. Sim senhor, foi infarto, fulminante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jarbas deixa o quarto acompanhado de Vitor, que já o vinha acompanhando por cinco anos. Estava na hora de Jarbas se aposentar e ser substituído. Como comemoração ao seu último serviço, Jarbas convida Vitor para um último passeio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-6788553066489715328?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/6788553066489715328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/conspiracao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6788553066489715328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6788553066489715328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/conspiracao.html' title='Conspiração'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/THNMMKJg8qI/AAAAAAAAAOY/i4FKi7gi0-U/s72-c/widescreen_wild_plant_005057_-500x312.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-6507231729018017591</id><published>2010-08-08T02:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-08T02:30:18.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Policial'/><title type='text'>Além dos limites</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TF5AG5fD4iI/AAAAAAAAAOU/YwhEDLYq56s/s1600/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TF5AG5fD4iI/AAAAAAAAAOU/YwhEDLYq56s/s320/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Este conto é a parte final da trilogia (Tempos de Violência) escrita em conjunto com Guilherme Sakuma e postado originalmente no blog www.totolunatico.blogspot.com com o objetivo de experimentar a criação à vinte dedos".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos estacionou o carro embaixo da ponte e desligou o motor, aumentou o volume do rádio e sem que Izaura esperasse, começou a beijá-la com volúpia. Suas mãos abusadas já bailavam dentro da blusa dela, procurando alcançar os seios. Num golpe rápido, deitou o banco do carro e com a agilidade de um felino passou para o banco do carona, espremendo o corpo esbelto de Izaura com o seu. Izaura correspondia mordiscando os lábios de Carlos, apertando suas nádegas com força. Sem perder tempo, começou a abrir sua calça, não queria esperar mais, pois já sentia o umedecer de sua vagina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os vidros embaçados e o som do rádio impediram o casal de perceber a aproximação silenciosa daquele Voyage preto, que parou atrás do carro de Carlos que foi surpreendido ao sentir que mãos o puxavam para fora do carro. A pancada na cabeça o fez desmaiar.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izaura, em pânico e atordoada pela surpresa, mal conseguia balbuciar. Sentiu alguém segurar seus pés e puxar-lhe para fora, sendo jogada ao chão e chutada violentamente no abdome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha aí Alemão. Vê só que corpinho dessa puta. Cara, eu vou engaçar essa vadia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pega leve Zeca. Tu já não desgraçou aquela menininha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual é cumpadi? Vai marrentar agora é? Tu é frouxo mesmo o caralho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cara, te liga, a polícia deve estar rondando por aí. Vamos levar o carro e deu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai se fuder Alemão. Eu vou comer essa puta. Olha só, tá com os pentelhos aparadinhos, não é um tesão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cara, eu to avisando, deixa a mina pra lá e vamo embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai cagar, Mané. Tá afrouxando? Vai me peitar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfurecido, Zeca Pele de Cobra estoura a cabeça de Carlos com um tiro. Não satisfeito, vira o cadáver de bruços e dá mais três tiros à queima roupa em seu ânus. Alemão Cabeça de Martelo, transtornado, se joga em cima de Zeca, desferindo vários socos na sua cara. Os dois rolam pelo chão, um tentando atingir o outro. Alemão conseguiu puxar de sua faca e abriu um rasgo na barriga de Zeca, que ficou esticado no chão frio, segurando as tripas que escapuliam entre suas mãos. Quando Alemão se levantou, sentiu um baque e uma queimação na sua coluna, caindo imediatamente de joelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho Boca Santa empunhava sua pistola ainda fumegante, pronta para mais um disparo, desta vez mirava na cabeça de Alemão. Repentinamente, sentiu algo atravessar-lhe a garganta, queimando, fazendo seu sangue jorrar em cascata. Seus olhos turvaram e Tonho Boca Santa tombou com o tiro certeiro disparado por Zeca Pele de Cobra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack puxou o gatilho uma única vez e observou os miolos de Zeca esparramar-se pelo chão empoeirado da margem do rio. Seus ouvidos zuniam latejantes, ecoando no fundo de seu cérebro. Tudo foi muito rápido, demais até. Olhou para os corpos estendidos no chão, nada se movia. Pairava no ar o cheiro de sangue e pólvora. O silêncio foi quebrado pela voz de Jim Morrison no rádio do gol vermelho: This is the end, beautiful friend. This is the end, my only friend, the end. Casualmente ou não, o tabuleiro da vida mexia suas peças. Jack caminhou até o corpo de Tonho que dava seus últimos espasmos. Abaixou-se e colocou seus dedos na carótida para certificar-se, inesperadamente, após um espasmo, Tonho peidou, e, definitivamente, seu corpo desfaleceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack sentiu o peso do mundo em suas costas. Tonho fora o único parceiro que fechava com ele, e agora estava morto. Levantou-se enfurecido e parou em frente ao corpo de Zeca, esfacelou sua cara a tiros, nem sua mãe iria reconhecê-lo. Pegou a arma de Zeca e caminhou na direção de Izaura, que continuava desacordada, apesar de todo o barulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou em pé diante daquele corpo nu. Se fosse em uma outra ocasião, não hesitaria em foder aquele corpo delgado, mesmo desmaiado. Era uma pena, a garota era jovem e gostosa, deveria ter o máximo dezenove anos, pela pele macia e a maquilagem, Jack concluiu que era mais uma filha bastarda, viciada em pó, que passava as noites na balada, fodendo como cadela no cio em troca de umas carreiras de pó. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a mão protegida por uma luva cirúrgica, Jack desferiu dois tiros no peito de Izaura e um na cabeça. Não queria testemunhas. Voltou ate pó corpo de Zeca e recolocou a arma em sua mão. Foi até o Gol vermelho, tirou a chave da ignição, abriu o porta-malas e pegou a mochila preta recheada de cocaína. Fechou o porta-malas e recolocou a chave na ignição. Foi até a viatura discreta, guardou a mochila e pelo rádio chamou apoio e socorro médico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os colegas e as ambulâncias chegaram, Jack estava sentado no lado de fora da viatura, espremendo o ferimento na sua perna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mataram o Tonho! Mataram o Tonho!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calma! Jack. Vai ficar tudo bem - Dizia o Capitão Denis enquanto segurava sua mão no intuito de ampará-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-6507231729018017591?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/6507231729018017591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/este-conto-e-parte-final-da-trilogia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6507231729018017591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6507231729018017591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/este-conto-e-parte-final-da-trilogia.html' title='Além dos limites'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TF5AG5fD4iI/AAAAAAAAAOU/YwhEDLYq56s/s72-c/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3535116505246768440</id><published>2010-08-01T14:54:00.001-03:00</published><updated>2010-08-01T14:55:49.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Policial'/><title type='text'>A Ponte dos Prazeres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TFW0n5_AdhI/AAAAAAAAAOQ/94bw2DIZisA/s1600/12.jpg_thumb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TFW0n5_AdhI/AAAAAAAAAOQ/94bw2DIZisA/s1600/12.jpg_thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Inspirado no conto Tempos de Violência, de Guilherme Sakuma"(&lt;a href="http://www.totolunatico.blogspot.com/"&gt;http://www.totolunatico.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A realidade é infinitamente mais cruel que a ficção"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Faltavam dez minutos para as duas da madrugada quando o celular de Anibal tocou: &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fala chefe. Sim já estou com o pacote. Não, ainda não. Eu sei chefe, mas quase bati em dois viados chapados num cruzamento. É chefe, dois viados chapados, passaram o sinal vermelho num Voyage velho e preto, caindo os pedaços. Sorte dos putos que eu não podia parar, senão arrancava as bolas deles e enfiaria goela abaixo. Tá bom chefe, pode deixar comigo. Desligou o telefone e acendeu um cigarro. Ainda estava com aquele Voyage na cabeça. Quase que o serviço acabou em merda.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecido nos guetos e ruelas como Jack Animal, ou Canibal, ou Jack o Temido. Policial com mais de vinte anos de rua e violento ao extremo, seus métodos de combater o crime não passavam pelos tribunais. Jack era um exterminador. Para ele a justiça só servia para acalmar os ânimos hipócritas da população e da mídia subversiva e capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tonhão! Abre o porta-malas e traz o viado pra cá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É pra já, Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho Boca Santa, Tonhão ou Aleijadinho (este último devido a um pequeno, melhor, gigantesco detalhe em seu pau), recém-saído da academia de polícia e criado nos subúrbios da metrópole. Sua infância foi cercada pelo alcoolismo e a violência do pai. A mãe se prostituía às escondidas para conseguir uns trocados a mais. Tonho caiu no colo de Jack logo que se formou. O último parceiro de Jack foi encontrado carbonizado em uma clareira na reserva florestal de Serrinha, distante cerca de vinte e cinco quilômetros do centro da cidade. O apelido Boca Santa foi Jack quem deu devido à sua capacidade de adivinhar o que iria acontecer, e Tonho Boca Sana sempre adivinhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack olhava para as águas lamacentas e cheias de esgoto e metal pesado das indústrias, enquanto tragava seu cigarro mentolado e esperava Tonho Boca Santa trazer o pacote. Avistou um corpo boiando no meio daquelas águas putrefaz. Estava longe, mas sabia que era um corpo. Aquele rio também era local de desova de defuntos. A polícia não dava muita importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aqui está Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom. Muito bom Tonho. Vamos ver se essa mocinha aguenta o tranco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack retirou o capuz e a mordaça do homem jovem, na casa dos vinte anos. Deu-lhe um tabefe na cara que o fez grunhir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então tu vai embaçar meu negócio? Perguntou Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não senhor, eu juro. Respondeu o jovem, choramingando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual o teu nome, infeliz?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Michael, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bichael? Isso é nome de macho? Tem apelido, viado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É Mimi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ô Tonhão! Tá ouvindo o que eu ouvi? Vê se isso tem jeito de ser homem com esse apelido, Mimi. Tá zoando com a minha cara, boneca?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jura? Sério? Tonho me dá o alicate. Sabe o que eu vou fazer contigo, viadinho? Vou arrancar cada unha dessas tuas mãozinhas delicadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que o rapaz pudesse expressar qualquer reação, Jack tampou sua boca com fita. Deu cinco voltas ao redor da cabeça para garantir que nenhum som sairia daquela boca. Sem perder tempo, tratou de arrancar de uma vez as unhas das mãos que estavam algemadas atrás do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tá gostando viadinho? Espera até o Tonho comer tua bunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho fumava calmamente seu cigarro. Ria e peidava ao mesmo tempo. Gostava de ver Jack em ação. Jack era implacável, seu herói. Ficou lembrando quando pegaram o Alfinete, um cafetão metido a esperto que mantinha umas putas na zona sul. Caiu na besteira de não pagar o acerto. Jack havia lhe pedido para caprichar com o Alfinete, sem dó nem misericórdia. Tonho deu o melhor de si. Foi divertido ver o cara andar de pernas abertas depois que saiu do hospital. Os médicos tiveram que dar vinte e sete pontos para costurar o estrago em seu ânus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aí Tonho! O viado desmaiou na terceira unha do pé. Acredita nisso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Peraí que ele já acorda. Falou Tonho soltando uma gargalhada e dois peidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho pegou o rapaz pelas pernas e o levou até a beira do rio. Deixou-o de pernas para o ar e enfiou sua cabeça na água. Quando sentiu a contração nas pernas de Michael, puxou-o para fora e deu-lhe três tabefes na cara para acordar de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acordou viadinho? Agora tu vai conhecer o Tonhão aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogou o rapaz no chão, arrancou sua calça e a cueca. Tirou a própria roupa e começou a alisar seu pênis até senti-lo rijo o suficiente para colocar uma camisinha. Deu umas palmadas na bunda magra e branca do rapaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bundinha virgem, Jack. Esse aqui vai sentir mais que o Alfinete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho não tinha pudor. Para ele não fazia diferença em que buraco do corpo enfiaria o pau, fosse homem, mulher, jovem ou idoso. Se tivessem que pagar por algo, Tonho fazia questão de cobrar, com seu pau tamanho extra/big/GG, que fazia até puta correr. Nascera com uma anomalia genital, seu pênis era mais grosso que um punho fechado, longo, praticamente um jumento, literalmente falando. Tonho riu quando começou a penetrar o rapaz, que se contorcia e espremia as nádegas no intuito de evitar a penetração. Em vão, Tonho abriu suas nádegas com as mãos e, sem cerimônia, introduziu aquele cajado com violência. Riu e peidou quando viu o sangue borrar a camisinha, ficou mais excitado ainda e socou até sentir que alguma coisa dentro do rapaz rasgou. Quando terminou o serviço, uma poça de sangue se formava ao redor do quadril do infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack assistia a tudo e vigiava ao mesmo tempo. Fumava seu habitual cigarro mentolado e ria diante da cena, da cara que Tonho fazia a cada estocada, do tremor do corpo do rapaz. Quando Tonho terminou sua sabatina, Jack foi conferir o estado de Michael.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se não morrer de hemorragia, vai morrer com infecção. Mas antes vamos dar uma ajudinha para as bactérias. Vai se limpar Tonho. Vou certificar-me de que este daqui não voltará do mundo dos mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack pegou um taco de beisebol e bateu violentamente na cabeça do rapaz até sentir que o cérebro começava a sair pelos buracos. Depois enfiou quase todo o taco na bunda do jovem e ficou mexendo como se estivesse mexendo em um caldeirão. Quando achou que já era o suficiente, chamou Tonho Boca Santa e jogaram o corpo no rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entraram na viatura discreta e rumaram para um buteco para tomar umas cervejas. Jack pegou o telefone e ligou para o chefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Chefe! Tudo certo, o viadinho não vai mais comer sua filha. Opa! Desculpa chefe, foi mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desligou o telefone e começou a dar risada. Tonho o acompanhou naquela sinfonia de risos e peidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3535116505246768440?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3535116505246768440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/ponte-dos-prazeres.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3535116505246768440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3535116505246768440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/08/ponte-dos-prazeres.html' title='A Ponte dos Prazeres'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TFW0n5_AdhI/AAAAAAAAAOQ/94bw2DIZisA/s72-c/12.jpg_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7319071825514031575</id><published>2010-07-12T14:10:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T14:38:59.977-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dinheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SPC'/><title type='text'>Diário de um incompreendido  – O pagador de promessas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s1600/novacedulade50reais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s320/novacedulade50reais.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito tempo se passou e continuo com aquele velho rombo financeiro, já estou providenciando umas velinhas para o bolo de aniversário dele. Tenho dúvidas quanto ao presente que irei dar ao rombo, talvez uma fotografia de uma nota de um dólar recortada de uma revista, de preferência bem grande que é para o rombo encher os olhos d’água, sabe, pensar grande. E porque o dólar? Óbvio, qual a moeda mais estável no planeta? O real é que não, então nada melhor que vislumbrar um futuro cheinho das verdinhas para animar o rombo, tadinho, chega me dar pena, pensar que um dia o rombo foi pequenino, feito bebê, depois foi crescendo, e como qualquer adolescente, foi dando problema.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Mas percebo que foi na puberdade do rombo que ele começou a se rebelar, começou a ir contra os ensinamentos familiares, será que ele usou drogas? Será o incômodo dos pêlos pubianos que o fez agir desta forma? Sei lá, mas não pensei ainda em terapia para o rombo, mas tenho conversado muito com ele, dia destes fomos juntos ao banco, lhe mostrei como funciona o sistema financeiro, disse a ele que precisava tomar certos cuidados, do tipo, usar camisinha etc. O seguro sempre morreu e sempre morrerá de velho, mas seu aniversário está próximo e creio que ele, o rombo, terá uma grande surpresa. Chego a suspirar de saudade lembrando o tempo em que ele era apenas um filhotinho, que precisava de mim, mas por infelicidade do destino ele se rebelou contra mim, bem, espero que agora que está completando um aninho de idade ele amadureça. Parece pouco um ano de idade, bem, para um rombo financeiro um ano equivale a mais ou menos uns trinta anos de nossas vidas, sob minha ótica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até mesmo o temido SPC virou compadre meu, temos uma relação muito íntima, todo mês recebo cartinhas dele, coisa meiga, pena que nunca consigo responder pela falta de tempo. Apesar da insistência para que eu “entre em contato com a maior brevidade possível”, chega até a grifar essa frase para dar mais ênfase à saudade que ele sente de mim, mas por hora não disponho de muito tempo para essas intimidades, mesmo porque, nos conhecemos faz pouco tempo e um pouquinho de charme nunca fez mal para ninguém. Aprendi isso com as mulheres. Dia desses escrevo para o coitado, para não magoá-lo tanto assim. Prometo, e promessa é divida (mais uma).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como existem perfumes fedorentos, nossa! E o que isto tem a ver com o SPC? Nada, escrevi para cortar o clima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7319071825514031575?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7319071825514031575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/07/diario-de-um-incompreendido-o-pagador.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7319071825514031575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7319071825514031575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/07/diario-de-um-incompreendido-o-pagador.html' title='Diário de um incompreendido  – O pagador de promessas'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s72-c/novacedulade50reais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7658897373261482257</id><published>2010-07-03T16:34:00.001-03:00</published><updated>2010-09-27T03:29:02.520-03:00</updated><title type='text'>2036 - Cap II - Nasce um Silgora</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sw4AM4zvXVI/AAAAAAAAAGg/YOzcrnK1jsE/s1600/www_neosurrealismart2_com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sw4AM4zvXVI/AAAAAAAAAGg/YOzcrnK1jsE/s320/www_neosurrealismart2_com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Capítulo II&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria dos Silgoras optou pelo caminho mais fácil. Iludidos por promessas de poder e glórias, transformaram-se em escravos a serviço do mal. Os poucos que optaram pelo caminho correto simplesmente desapareceram, restando apenas histórias passadas de boca em boca. Fui criado longe de todos, numa aldeia escondida aos pés da Cordilheira dos Andes. Minha saudosa mãe contou-me que após ter sido violentada por um Silk, durante um ataque em sua cidade natal, procurou refúgio no mais distante e remoto lugarejo que pode encontrar. No meio de sua jornada de fuga e terror, encontrou Robinson, o líder de nossa aldeia que também fugia do terror imposto pela guerra. Mamãe não cansava de me contar essa história, de como Robinson salvou sua vida numa noite fria e chuvosa quando ela corria desesperadamente nas pradarias ao norte da antiga Argentina, sendo caçada por um grupo de Silks. Já exausta e acreditando que havia chegada sua hora, mamãe conseguiu chegar ao cume de uma pequena elevação rochosa. Escondeu-se atrás de um amontoado de pedras e por uma fenda ficou observando. A cada relâmpago ela via, apavorada, os Silks se aproximarem cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Quando eles estavam na base do monte, ela ouviu uma rajada de metralhadora vinda de suas costas. Gritou desesperadamente e só parou quando aquele homem tocou-lhe gentilmente o ombro e lhe disse que estava tudo bem, que havia matado todos os Silks que a perseguiam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde aquela noite nunca mais se separaram. Robinson, sabendo da situação de mamãe, que ela fez questão de lhe contar, adotou-me como filho após o meu nascimento. Foram tempos difíceis para os dois até conseguirem encontrar o lugar que Robinson achava mais seguro tanto para eles, como para os outros fugitivos que foram se juntando pelo caminho. Ao final da jornada, o grupo já era formado por trinta e oito pessoas. Mais da metade eram adultos, alguns velhos e algumas crianças. O grupo ainda sofreu um último ataque antes de chegar ao vale Kaiohalo, cercado pelos montes Hyatiica e Hyatoeca ao norte, que se estendiam em uma cadeia de montanhas, pelos rochedos Hornochiati ao sul, pelo monte Hyncapocha ao leste, que fazia divisa com as pradarias e com e Serrana Del condor do lado oeste, que acabava no oceano Pacífico. E foi lá que me criaram até eu completar meus dezesseis anos. Sempre cercado pelo carinho e pelo amor de mamãe e de Robinson, o qual eu chamava de pai. Cresci sabendo de minha mutação, pois mamãe nunca me escondeu absolutamente nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nossa aldeia foi atacada pelos Silks, eu havia saído em uma jornada pelo vale a fim de encontrar uma erva rara para curar a enfermidade de Robinson. Fui designado para essa missão por ser, entre todos os jovens, independente de ser seu filho adotivo, o que mais conhecia os segredos daquelas cordilheiras e dos vales. Desde menino fui aventureiro, talvez por causa da mutação, tinha força, agilidade, uma audição invejável. Podia ver perfeitamente à noite como se fosse dia claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aceitei aquela missão sem questionar. Para mim era uma forma de agradecer tudo o que aquele Robinson fez por mamãe e por mim. Um homem inteligente e justo. Diziam que havia passado boa parte da sua vida no meio do resto da floresta Amazônica com indígenas e lá adquiriu conhecimento sobre as ervas. Procurava nos ensinar tudo o que aprendera durante a vida, desde carpintaria, plantas medicinais a nanotecnologia. Aprendemos a extrair da terra os recursos para a construção de toda sorte de equipamentos e utilitários à base de metais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preparei minha espingarda calibre doze, a segunda arma que construí com as próprias mãos, a primeira foi minha inseparável faca, feita de metal altamente resistente, forjado na ala subterrânea da aldeia, juntei pouco mantimento, pois iria caçar algum guanaco ou alpaca pelo caminho. Despedi-me de mamãe e de Robinson, dizendo-lhe para ser forte, para aguentar firme que eu traria a cura para sua doença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7658897373261482257?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7658897373261482257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/07/2036-coracao-de-dragao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7658897373261482257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7658897373261482257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/07/2036-coracao-de-dragao.html' title='2036 - Cap II - Nasce um Silgora'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sw4AM4zvXVI/AAAAAAAAAGg/YOzcrnK1jsE/s72-c/www_neosurrealismart2_com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8275548082947120646</id><published>2010-06-28T03:28:00.002-03:00</published><updated>2010-09-27T03:27:54.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aventura'/><title type='text'>2036 DC - Coração de Dragão - Cap I - Fogo Cruzado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TChBsjTqwQI/AAAAAAAAAN0/YrBftX-yau4/s1600/180DayWatchTwilight-m.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ru="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TChBsjTqwQI/AAAAAAAAAN0/YrBftX-yau4/s320/180DayWatchTwilight-m.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Capítulo I&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá estou eu, entre o inferno e o céu. Encurralado entre os escombros de um edifício derrubado pela artilharia do governo. À minha direita Silks, à minha esquerda Goraks. Minha velha espingarda calibre doze cuspia freneticamente contra os Silks, que respondiam com rajadas de metralhadora, enquanto zumbidos de projéteis de fuzis cantavam em meus ouvidos, vindos da direção dos Goraks. Felizmente meu instinto de sobrevivência falava mais alto nessas horas. Eu tinha que sair do fogo cruzado. Esgueirei-me entre os escombros e saí do outro lado do prédio em ruínas. Corri feito louco entre destroços de carros e escombros. Só parei quando finalmente deixei os limites daquilo que fora uma cidade e adentrei na floresta de pinheiros que circundava esta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisava rumar para o norte. Houve notícias de que em uma colônia remota, haviam descoberto a cura da mutação. Uma antidroga injetável que em dois dias livrava o organismo dos Silgoras de todos os malefícios do cruzamento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano era 2036. A cidade estava em ruínas após a grande guerra civil. Escombros escondiam a história recente da luta do homem contra sua mais dolorosa invenção, o HC5000, conhecido aqui como CD, sigla de Coração do Dragão. Elaborada nos idos de 2019 por dissidentes do Paulo Escovar, que após a sua morte em Guantánamo, refugiaram-se no meio da floresta amazônica onde montaram um laboratório para refino de cocaína e seus derivados. Foi de lá que surgiu, segundo as agências de informações do governo, o HC5000, um poderoso subproduto sintético cujo efeito no homem foi devastador. Em pouco tempo ela tomou conta das ruas, cruzou fronteiras. Uma única inalação era suficiente para transformar qualquer ser humano em uma máquina de destruição. Os viciados começaram com pequenos roubos e furtos para sustentar o vício. Em seguida começaram a saquear lojas, mercados, padarias. A violência aumentava exponencialmente. Vieram reações dos dois lados. Matar virou algo tão comum que já não se prendia mais pessoas que assassinavam os Silks (nome dado aos usuários do HC5000). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, traficantes uniram-se para dominar a economia mundial. Formaram um exército de zumbis sedentos, que fariam qualquer coisa para conseguir outro CD. Houve muita destruição. Crianças eram recrutadas à força, trancafiadas numa câmara de gás onde inalavam o produto. Em seguida recebiam treinamento de combate para servir ao tráfico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação gerou uma crise tão grande que houve uma guerra civil. Os governos do mundo todo distribuíram armas à população e deram ordem para matar todo Silk que encontrassem no caminho. O resultado foi catastrófico. Milhões de mortos. Várias colônias cercadas por muralhas descomunais se formaram nos cantos mais remotos do planeta. Com o apoio dos governos, tentou se criar uma nova sociedade livre do CD. Novas armas foram criadas. Sistemas de detecção de viciados foram espalhados ao redor de cada colônia. Cada Gorak, cidadão que vivia fora destas, recebeu um detector portátil, geralmente acoplado ao relógio, que emitia um sinal sonoro cada vez que um Silk se aproximava. Muitas vezes os dispositivos falhavam, pois os governos, no intuito de diminuir as despesas, começaram a comprar aparelhos fabricados por mão de obra escrava em algumas colônias subdesenvolvidas. Isso também provocou uma onda de terror entre os Goraks. Houve casos em que Silks copularam com algumas Goraks, gerando meses depois, um ser mutante, chamado por todos de Silgora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo virou um lugar hostil para sobreviver. Os fracos eram dizimados feitos moscas. Os fortes lutavam em desigualdade contra os Silks e os traficantes. Por fim, os Silgoras eram caçados pelos três lados. E eu era um deles. Um subproduto meio humano, meio viciado. Temido pelos Goraks, odiado pelos Silks e desejado pelos traficantes que queriam aumentar sua legião de seres dotados, uma vez que não precisávamos utilizar o CD. Nosso metabolismo mutante só precisava ser estimulado por um dos lados, do bem, ou do mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8275548082947120646?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8275548082947120646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/2036-dc-corcao-de-dragao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8275548082947120646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8275548082947120646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/2036-dc-corcao-de-dragao.html' title='2036 DC - Coração de Dragão - Cap I - Fogo Cruzado'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/TChBsjTqwQI/AAAAAAAAAN0/YrBftX-yau4/s72-c/180DayWatchTwilight-m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3179871863775235503</id><published>2010-06-24T03:10:00.000-03:00</published><updated>2010-06-28T03:26:20.974-03:00</updated><title type='text'>A Encomenda - episódio II</title><content type='html'>&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;smallfrac m:val="off"&gt;&lt;dispdef&gt;&lt;lmargin m:val="0"&gt;&lt;rmargin m:val="0"&gt;&lt;defjc m:val="centerGroup"&gt;&lt;wrapindent m:val="1440"&gt;&lt;intlim m:val="subSup"&gt;&lt;narylim m:val="undOvr"&gt;&lt;/narylim&gt;&lt;/intlim&gt;&lt;/wrapindent&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	text-align:justify;	mso-pagination:widow-orphan;	mso-hyphenate:none;	font-size:12.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	font-family:"Arial","sans-serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:AR-SA;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/defjc&gt;&lt;/rmargin&gt;&lt;/lmargin&gt;&lt;/dispdef&gt;&lt;/smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Vai uma cerveja?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não, obrigado, estou com um pouco de pressa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sem problema. Também tenho um compromisso. Foi um prazer te conhecer. Na próxima quarta-feira estarei no Look Bar, vou me encontrar com a M às dezenove horas. Aparece lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O prazer foi meu. Tenho uma atividade na quarta-feira, se der tempo eu apareço para uma cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Te espero lá então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Despedimos-nos e cada um foi para um lado. Segui em direção à praça da igreja matriz. A rua estava congestionada devido ao incidente na esquina da lancheria. Resolvi voltar para o hotel, seria mais seguro do que ficar perambulando pelo centro da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não pensei duas vezes quando fechei a porta do quarto. Coloquei a encomenda no fundo da mala, joguei todos meus pertences dentro e fui à recepção encerrar minha estadia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quanto? Perguntei ao gerente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- São quatro diárias. Isso dá duzentos e quarenta reais, senhor Richard.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Nossa! Tudo isso? Falei em tom de brincadeira, piscando para o gerente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sim senhor, tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Toma trezentos. Não preciso troco. Fica como gorjeta pelo bom serviço prestado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Obrigado senhor. Volte sempre e tenha uma boa viagem de retorno. Só vou dar baixa no computador e lhe entrego as chaves do carro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Voltarei, certamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O gerente começou a olhar com cara de insatisfação para o computador, parecia brigar com a máquina. Repentinamente, esmurrou o monitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Droga, esse computador sempre me apronta dessas na frente dos clientes. Um minuto só, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- O que houve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Trancou. Acho que é vírus. Vou ligar pra o técnico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Que nada, deixe-me ver. Sou expert em informática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ora, imagina. Não posso fazer isso com o senhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Meu amigo, a hospitalidade com a qual fui recebido aqui merece algo em troca. Não me custa nada retribuir. Enquanto eu faço isso, já que não estou com tanta pressa, você poderia abastecer meu carro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Fico meio constrangido, mas já que o senhor está pedindo, não custa nada uma troca de favores. Sinta-se à vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Só uma pergunta. Caso precise reinstalar tudo, há alguma coisa importante que deva salvar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não, só registro dos clientes, mas isso é apenas para controle meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ok.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto o gerente saía, tratei logo de desmontar o computador e trocar o disco rígido. Quando ele retornou estava tudo funcionando maravilhosamente bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Conseguiu? Perguntou ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sim, a má notícia é que tive de formatar tudo. Mas agora está como novo. Realmente era um vírus pego em algum site pornô. O estrago foi irreversível. Só a formatação para resolver. Aproveitei para colocar um antivírus para que não aconteçam mais esses contratempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;-Fico-lhe agradecido. Aqui está a chave do seu carro. O tanque está cheio, como o senhor pediu. Tenha uma boa viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Obrigado e até a próxima meu amigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saí do hotel e embarquei no carro. Resolvi dar um passeio pelo interior do município. Precisava respirar um pouco daquele saudoso ar da campanha. Parei antes num posto de gasolina e abasteci-me de cervejas e cigarros. Em poucos minutos já estava rodando pelas estradas empoeiradas de terra vermelha, sentindo o vento minuano entrar pelas janelas abertas do carro. The Doors faziam o fundo musical enquanto eu admirava as plantações de trigo verdejando aquelas colinas, fazendo um balé ao sabor do vento, transformando tudo em um enorme e calmante tapete verde. Parei no topo de uma colina e sentei-me no teto do carro, bebericando, fumando e enchendo os olhos com aquela calmaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Estava precisando de alguns momentos assim, relaxantes. Minhas atividades e minha vida no grande centro por vezes me fazem esquecer, ou não me deixam lembrar, que ainda sou um ser humano, com sentimentos, medos, anseios. Sonhos? Não sei se ainda os tenho mais. Pesadelos, muitos pesadelos, todas as noites rondam meu sono. O som daquela pistola, o cano apontado para minha testa, o clarão e a sensação de estar caindo em um abismo. Presságio? Fragmentos de algo que estar por vir? Não sei. O que sei é que cada dia deve ser calculado. Cada passo, cada esquina, cada telefonema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Perdi a noção de tempo. Quando dei por mim já era noite. Ao longe, as luzes da cidade me mandando mensagens em Morse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Recolhi todas as latas de cerveja e guardei-as em uma sacola. Não era justo macular aqueles campos Elíseos com nossa porcaria moderna. Juntei as baganas de cigarro e depositei-as dentro de uma lata vazia. Liguei o motor e fui procurar outro hotel. Sintonizei o rádio em uma estação local para saber dos últimos acontecimentos sobre a morte do prefeito. O locutor, com a voz embargada, informava sobre o assassinato de tão nobre edil e que a polícia já tinha um retrato falado de um homem alto, branco, cabelos castanhos e compridos, barba longa e escura, puxando para ruivo, olhos escuros. Perfeito, pensei comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Continua.....&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Confira a primeira parte - A Encomenda - Encontro Marcado Com a Morte - Postagem de Maio.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3179871863775235503?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3179871863775235503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/encomenda-episodio-ii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3179871863775235503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3179871863775235503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/encomenda-episodio-ii.html' title='A Encomenda - episódio II'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3873486874142446901</id><published>2010-06-16T00:34:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T00:34:39.665-03:00</updated><title type='text'>O Zelador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele observava atentamente enquanto varria o pátio da escola. Todas aquelas crianças correndo, chacoteando, motejando à toa. Adorava passar as manhãs e as tarde ao redor delas, seus anjinhos. Vez que outra, no intervalo entre a limpeza dos corredores e da escadaria, ficava olhando as aulas de educação física. Os meninos mostrando a pujança de seus músculos púberes, formando-se ainda dentro de calções curtos, que deixavam ainda mais evidentes as formas durante o jogo de handebol. As meninas, com suas delicadas e curvilíneas formas acentuadas pelas suplex, coladas como se fossem peles coloridas, que a cada movimento atrás da bola de vôlei, formavam um balé simétrico, lindo, capcioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao final de cada turno, postava-se escorado a uma árvore em frente à escola. Permanecia ali até que todos os infanto-juvenis deixassem apenas a saudade e o desejo de que o próximo dia chegue, para poder, outra vez, ficar observando, tal qual uma ave de rapina no alto de um penhasco.  Após a calmaria, percorria cada corredor, cada sala de aula. Por fim, os banheiros, como um rito. Primeiro o masculino, verificava cada recanto, sentia os cheiros, respirava fundo. Depois, o feminino, onde se demorava mais.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia três meses que foi contratado. Gostava muito da atividade. Morava sozinho em um quarto de pensão mal arejado. Já com seus trinta e nove anos, não tinha família. Nunca casou, não teve filhos. Vez que outra procurava uma prostituta para saciar suas necessidades. Não tinha e não queria ter um relacionamento fixo. Achava perda de tempo passar anos e anos aguentando a mesma pessoa. Preferia a solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na escola, pouco se sabia sobre sua vida e seu passado. Apenas que havia trabalhado em uma escola da capital e teve que mudar-se para o interior por motivos de saúde. Tinha uma carta de recomendação assinada pelo diretor da instituição anterior. Trabalhava diariamente sem exageros, sem reclamar. Observava tudo, quem entrava e quem saía. Qual carro cada professor e cada pai ou mãe possuía.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi numa sexta-feira, no final do turno da tarde, que aconteceu o inesperado. Como fazia todos os dias, ficou observando as crianças saindo.  Era um dia como outro qualquer, não fosse o fato dele estar espreitando atrás do muro que escondia o terreno baldio em frente à escola. Suava frio, sua respiração estava ofegante. Sentia um leve tremor nas pernas. Por um buraco no tijolo ele viu quando a menininha atravessou a rua e caminhou na direção que ele estava sem poder vê-lo. Quanto mais perto ela chegava, mais nervoso e irrequieto ele ficava. Repentinamente ele saltou por cima do muro. A menina gritou aterrorizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte o zelador estava nas manchetes dos jornais: Pedófilo é preso ao tentar agarrar uma estudante em frente à escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mês seguinte ele estava trabalhando em outra escola, em outra cidade. Observava as crianças como um pai observa um filho. Estava apreensivo e ao mesmo tempo feliz, satisfeito em poder estar perto de seus anjinhos. Espreitava tudo, como ave de rapina no alto de um penhasco. Sabia que cedo ou tarde, prenderia mais um maníaco, cumpriria com louvor mais uma missão na sua carreira de policial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3873486874142446901?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3873486874142446901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/o-zelador.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3873486874142446901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3873486874142446901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/o-zelador.html' title='O Zelador'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8446140034025399839</id><published>2010-06-07T14:23:00.001-03:00</published><updated>2010-06-07T14:23:18.054-03:00</updated><title type='text'>Diário de um incompreendido - sobre udo e coisa nenhuma</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJueBeto%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;    &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; 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Bem, um dia descubro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Inventei de deixar crescer os cabelos, aqueles que ainda me restam. Para o bem da humanidade dizimei-os a tempo. A sociedade não merece tal visão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Minha unha encravada dói, meu ciático dói, minhas juntas doem, e minha carteira geme. Coitada, tão puída pelo tempo que só fungos habitam seu interior, além de velhos documentos. Até mesmo os cartões de crédito a abandonaram. Para minha sorte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Não tenho outra opção a não ser fazer piada sobre tudo. É até mesmo outra maneira de ver as coisas. Isso bate de frente com minha velha teoria do cubo, ou seja, olhar tudo sobre vários ângulos, ou, variações sobre o mesmo tema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Pois bem, digo então: azar dos credores, quem mandou me tentarem, devo e não nego, pago quando for necessário, ou quase isso. Não que tenha a intenção de não pagar, mas deixe-os correr um pouco atrás, afinal, crediário só faz bem para os comerciantes. E não venham me dizer que não lucram com seus juros gordurosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;É. A vida às vezes parece um vagão de trem sem controle que descarrila. Numa dessas curvas da vida em que entramos em alta velocidade, ignorando o perigo e quando vemos não há mais tempo para frear, somente aguardar o tamanho do impacto. Também posso ver isto com outros olhos, aqueles olhos de quem tenta tirar a culpa de si e colocar numa maldita pedra que alguém, por sacanagem, colocou em cima do trilho só para ver o resultado – “&lt;i&gt;no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”&lt;/i&gt; –. Ainda não entendi o que ele quis dizer, ou será que escreveu só para rir dos idiotas que ficam tentando entender o significado de tudo? . E o resultado acontece alheio à nossa vontade. Então você exclama: Puta merda! Justamente agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Há um velho ditado, não sei o quanto velho ele é e nem quem foi o infeliz que o inventou, que diz: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. E veio então outro infeliz mais infeliz ainda que completou dizendo: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, ou até que acabe a água”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E o silêncio? O que dizer sobre o silêncio? Qual o seu significado? Por que o queremos tanto às vezes e por que às vezes ele nos irrita tanto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Há dias em que chego a escutar o estalo das terminações nervosas de meus neurônios arrebentando, não fazendo novas ligações, mas morrendo mesmo, justamente por falta de conexão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ai de ti ó meu amor, se entre as notas da canção, bem-te–vi, oh meu bem-te-vi, brilho fácil de emoção. Se ninguém entendeu, não me peçam para explicar, apenas me deu vontade de cantarolar esta música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Enquanto isso, fico imaginando o que o silêncio nos revela. Qual o mistério que há por trás do silêncio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Quem entender as mulheres, por favor, me avise e tente me fazer entender, pois não as entendo. Capítulo especial em minha odisséia, versículos I e II, serei obrigado a abrir dois parênteses para falar sobre elas em momento oportuno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Relembrando o passado não muito remoto, fico tentando compreender as razões das coisas. Nada melhor do que estar na merda para filosofar sobre tudo, ou bêbado, afinal, quem ma garante que aqueles célebres gregos e romanos não estavam mamados quando escreveram suas obras memoriáveis?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Sinto-me muito melhor sozinho. Fato este que gera certo conflito interior, pois, ao mesmo tempo em que curto demais minha solidão, sinto a necessidade de ter alguém ao meu lado. O difícil para mim é saber quem será a pessoa ideal para me aturar. Além de ranzinza, taciturno, rabugento, careca e sedentário por vocação, minha paciência é zero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas mudando de assunto, recebi uma visita que revigorou minha alma. Um belo par de olhos azuis angelicais que me derrete e me faz chorar, me dá alegria, me enche os olhos ao vê-la. Sim, mais uma mulher em minha vida. Chego a pensar que por mais que tente me afastar delas, mais me sinto cercado por elas. Não que isto seja um problema, afinal, homo eterus que sou não me queixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dias depois retomo esta empreitada “gramaticoparticularis”(termo criado por mim porque não só os grandes e ilustres idiotas podem criar termos, os idiotas não ilustres como eu também têm o mesmo direito) e não diferente das outras vezes, penso, logo insisto, em divagar sobre algo. Que há coisas estranhas que acontecem em nossas vidas isso há, sem sombra e com sombra de dúvidas. E essas coisas nos fazem refletir muito, desde vida extraterrestre a cavalos encilhados. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8446140034025399839?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8446140034025399839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/diario-de-um-incompreendido-sobre-udo-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8446140034025399839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8446140034025399839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/diario-de-um-incompreendido-sobre-udo-e.html' title='Diário de um incompreendido - sobre udo e coisa nenhuma'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-2322503139665338515</id><published>2010-06-04T12:37:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T12:37:40.047-03:00</updated><title type='text'>O Inferno de Vlad - Mais um trecho da saga do Conde, um policial justiceiro ou corrupto?</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Minha cabeça dói, minhas têmporas latejam. Dia corrido, nervoso. Dois traficantes caíram. Um cara se matou enforcado. Viciada rouba televisor de pobre. Freadas, perseguições em alta velocidade. Adrenalina, estresse, DP, olhar vidrado, desconfiado. Problemas, muitos problemas acumulados em uma única cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Fomos almoçar já eram três da tarde. Chego em casa e mal consigo tirar o aparato todo - colete, porta trecos, cinturão, mais de sete quilos de tranqueira. Minhas pernas doem por causa daquela maldita lata velha que ainda chamamos de viatura. Banco quebrado, não tem mais ajuste, não tem cinto, sirene, suspensão, e quando para, seu esqueleto já não é o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Viatura não é carro de passeio, o povo te cobra, quer tudo para ontem. Se demorar você toma ferro, tá fazendo corpo mole, trabalhando mal intencionalmente. Se correr capota, toma ferro também, foi imperito, imprudente e negligente porque sabia que a lata velha estava em estado de coma. Se mandar a dita para a oficina trabalha a pé. Polícia faz milagre para trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Preparei um miojo, a grana estava curta. O que salvou foi o resto de queijo ralado que achei no fundo do armário, já meio embolorado. Queijo mofado é luxo, não vejo diferença entre o mofo de um porão na Itália e o meu armário. Por sorte as baratas não o viram primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Meu ciático insistia em dar sinal de vida. Mas se for ao médico fico afastado e perco dinheiro. O jeito é tocar em frente, agüentar no osso do peito, ou da coluna. Hoje era o dia ideal para tomar um porre, esquecer os problemas, as contas, o ciático, o crime. Mas nem para isso tinha grana, só para o cigarro e olha lá. Nessas horas você começa a divagar sobre a sua maldita e miserável vida. Fica pensando que alguns filhos da puta teimam loucamente em dizer que é Deus que quer assim, que tudo não passa de provação. Ele que vai provar meu cacete, porra.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Policial não tem amigos, no máximo interesseiros. Aqueles velhos amigos de infância há muito tomaram outros rumos na vida. Geralmente estão a quilômetros de distância, não por culpa deles. Então você se pega num labirinto quase sem saída. Comando te pressionando, banco te cobrando, mercado, padaria, o cara da Banca do Luis (onde geralmente compro meus óculos Ray Ban falsificado).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;O peso do mundo recai em suas costas. E se Deus realmente existe? Porque tanto sofrimento? Porque a puta da Camila inventou aquela história de gravidez? Foi para me ferrar. Só pode, não tem outra explicação. Porque tenho que comer um maldito miojo com queijo mofado todos os dias? Por que ela teve de morrer? Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 34.0pt;"&gt;Se a intenção era mesmo me ferrar, ela conseguiu. Como provar que não a matei? Que a morte do tenente foi suicídio? Se o capitão tivesse dito no depoimento que também viu &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;puxando o gatilho estaria tudo certo. Mas ele tinha que tirar o dele fora. Me fudeu. Só pode ter sido vingança por causa da Eva. Tenho que pensar em uma maneira de me livrar dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-2322503139665338515?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/2322503139665338515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/o-inferno-de-vlad-mais-um-trecho-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2322503139665338515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2322503139665338515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/o-inferno-de-vlad-mais-um-trecho-da.html' title='O Inferno de Vlad - Mais um trecho da saga do Conde, um policial justiceiro ou corrupto?'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1332660108570767314</id><published>2010-06-01T12:51:00.001-03:00</published><updated>2010-06-01T12:52:31.466-03:00</updated><title type='text'>Da Eterna Adolescência</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;Hoje, depois de 370 quilômetros de anseios, de expectativas, de espera de novos conhecimentos, chego em casa e reflito sobre algo: A excessiva seriedade dos adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;Uma das fases mais interessantes de nossa vida se dá na adolescência. Com os altos e baixos, os sonhos revolucionários, os ídolos, as fantasias, as incompreensões referente ao mundo chato dos adultos, as utopias e desilusões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;Adultos formados que somos, por muitas vezes nos deixamos levar por essa seriedade falsa e descabida de adulto. Responsabilidades todos têm, diariamente. Mas pergunto-me, onde ficou aquele adolescente feliz que eu era? Onde está aquela utopia, ídolos, dúvidas, meus anseios, meus temores, meus sonhos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;Provavelmente, ficaram sufocados por essa imbecilidade adulta, ou adúltera, de competir, de se espelhar em um modelo falido, que adolescentes remanescentes, na faixa dos 40 anos, ainda questionam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 13px;"&gt;Descobri, ou relembrei, após esse retorno a casa, que ser esse eterno adolescente, nos faz, ou me fez, muito bem. Nos torna pessoas felizes, ao invés de velhos rabugentos com ciúmes do próprio semelhante. Mendigos de espaços, de atenção, de estrelismos estúpidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 9pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ventos minuanos sopraram em meus ouvidos um complô contra os eternos adolescentes quarentões. Ora, como sou adepto do verbo solto, livre e leve, concluo que, infelizes aqueles que tendem a se cimentar em falsos conceitos ou pré-conceitos contra aquilo que nos torna felizes.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim, o que seria de um adolescente, sem um velho rabugento e infeliz a lhe atazanar?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não entendeu nada, não esquente, apenas se permita ser um rebelde sem causa, um maluco sonhador, um eterno adolescente quarentão.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, a vida é curta demais para sustentar tantas rugas de preocupação.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1332660108570767314?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1332660108570767314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/da-eterna-adolescencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1332660108570767314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1332660108570767314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/06/da-eterna-adolescencia.html' title='Da Eterna Adolescência'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8661542714544162371</id><published>2010-05-31T10:40:00.000-03:00</published><updated>2010-05-31T10:40:11.178-03:00</updated><title type='text'>A encomenda – Encontro marcado com a morte.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sexta-feira, 21 de maio. Sento em frente ao computador e acesso meu comunicador instantâneo. Logo vem a mensagem de Z:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Como vai. É certo que você vem?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Sim. Parto amanhã às nove e trinta. Devo chegar em torno de dezoito horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Ótimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Você ainda tem o produto?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Preciso de quatro. Farei contato quando chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Ok.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Abro mais uma cerveja enquanto confiro as malas. Preciso tomar um porre antes da meia noite pra poder dormir. Por precaução, coloquei o relógio para despertar antes de me embriagar. Às duas da manhã desmaiei completamente bêbado. Tive pesadelos, como sempre.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acordei com o relógio me martelando o cérebro. Levantei cambaleando e com a cabeça explodindo, sem contar o gosto amargo na garganta. Tomei um banho rápido. Joguei as malas no carro e parti rumo ao oeste. Faltavam cinco minutos para as dezesseis horas quando entrei em Santo Ângelo pela Rua Sete de Setembro, a trezentos e setenta quilômetros de minha casa. Segui direto para o centro. Estacionei o carro na Rua Marquês do Herval e entrei na lancheria que ficava na esquina desta com a avenida Brasil. Pedi ao garçom uma cerveja bem gelada. Sentei-me na terceira mesa a partir da entrada, de onde tinha uma nítida visão do movimento de pessoas e veículos que circulavam pela Rua Marquês do Herval, mais especificamente dos veículos que subiam pela rua de mão única. Podia ver a expressão de cada motorista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Permaneci por cerca de duas horas sentado, bebendo e vislumbrando o movimento através da enorme janela de vidro que permitia observar todos do lado de fora. Paguei a conta e dirigi-me para um hotel nas proximidades, cerca de duas quadras da lancheria. Após desfazer parcialmente as malas, tomei um banho para tirar a poluição do corpo. Fiquei quarenta minutos relaxando debaixo daquelas gotas quentes que saíam do chuveiro. Saí do hotel e fiquei perambulando pelo centro, saciando a nostalgia. Inevitavelmente, voltei à mesma lancheria. Por sorte a mesa que ocupara anteriormente estava livre. Tomei o lugar e pedi, para variar, uma cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Durante os dias subsequentes, minha rotina era a mesma. Acordava pela manhã e ficava perambulando pelo centro da cidade. Fazia compras, visitava os locais históricos e ia para a lancheria onde ficava sentado na mesma mesa, no mesmo horário e bebendo a mesma marca de cerveja. À noite, após o banho, continuava a fazer o que fazia desde o primeiro dia, exceto na noite de quarta- feira. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passei mais tempo na rua naquela noite, vagando pelas sombras das árvores e marquises.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando tive a certeza de que as ruas estavam praticamente desertas, passei em frente à lancheria e, com o auxílio de um martelo que havia comprado no comércio, fiz um buraco na vidraça, exatamente no local em que sempre me sento. Voltei para o hotel e fui dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No outro dia acordei um pouco mais tarde. Saí do hotel e procurei uma lan house. Acessei o mensageiro e contatei Z.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Como vai? Está na cidade?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: A que horas pode me encontrar e onde?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Encontre-me as dezesseis e quarenta em frente ao cinema.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Está com a encomenda?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Z diz: Sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;R diz: Ok. Estarei com o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não conhecia Z pessoalmente, somente pelos poucos contatos via internet. Tínhamos um ramo de atividade em comum, o que propiciou o contato pessoal. Saí da lan house e fui almoçar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eram três da tarde quando me sentei na mesma mesa da lancheria, pedi uma cerveja e o jornal do dia. Às dezesseis horas o veículo prata subia lentamente pela Marquês do Herval, como fazia todos os dias. Posicionei a pistola por baixo de meu braço esquerdo e coloquei o silenciador no furo da vidraça. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As pessoas na rua estranharam quando aquele veículo colidiu no poste da esquina, subindo pela calçada. O garçom, o gerente da lancheria e eu, corremos para fora para ver o que estava acontecendo. Algumas mulheres começaram a gritar quando viram a cabeça do motorista esfacelada e pedaços de cérebro e couro cabeludo grudados no para-brisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhei o relógio e faltavam vinte e cinco minutos para às dezessete horas. Paguei o garçom na rua mesmo e me dirigi até o cinema, cerca de setenta metros da lancheria, na mesma rua. Entrei no bar que funcionava junto ao cinema e pedi uma cerveja. Ao olhar para a rua avistei Z. Reconheci-o imediatamente pois era a única pessoa parada que olhava para todos os lados à procura de alguém. Chamei-o e convidei-o para sentar-se comigo em uma das mesas. Ele recusou a cerveja, estava com pressa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Trouxe?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim. Aqui está.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ótimo. Aqui está o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8661542714544162371?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8661542714544162371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/encomenda-encontro-marcado-com-morte.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8661542714544162371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8661542714544162371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/encomenda-encontro-marcado-com-morte.html' title='A encomenda – Encontro marcado com a morte.'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8030305241597814293</id><published>2010-05-19T21:51:00.001-03:00</published><updated>2010-05-19T21:51:58.317-03:00</updated><title type='text'>Lá e cá</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: bold; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ontem tinha festa aqui na Liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Dança, bebida e gargalhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Gritos de medo e pavor, do outro lado da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ontem, a filha de João chorava.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ontem, aqui em casa, tinha folia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Aqui, gritos por uma barata.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Lá, gritos com a bala que mata.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ontem, sangrando, João tremia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ontem nos encontramos no hospital&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Eu, bêbado, com um copo cortei-me um pouco&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;Ele, tonto, agonizava, vítima de um louco&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; margin: 0in 0in 0in 0.375in;"&gt;João morreu, eu passava mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8030305241597814293?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8030305241597814293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/la-e-ca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8030305241597814293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8030305241597814293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/la-e-ca.html' title='Lá e cá'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-2564437815530396265</id><published>2010-05-15T16:26:00.000-03:00</published><updated>2010-05-15T16:26:35.600-03:00</updated><title type='text'>Abolitio criminis   -   Abolição do crime (Estórias Curtas)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bofete fez seu corpo cair ao lado da cama. Olhou-me com furor nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seu cachorro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desferi-lhe outro golpe. Sua face estava completamente rubra. Peguei-a pelos braços e algemei-a, com as mãos para trás. Outro tabefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cretino!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No golpe final, ela caiu. Suas pernas tremeram. Seu corpo contorceu-se em convulsão. Soltou um grito e revirou os olhos. Fiquei parado em frente ao corpo nu. Meus olhos brilhavam, saciados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo encontro usarei velas. Sim, pingos de cera quente. Aposto que ela terá um orgasmo maior que este.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-2564437815530396265?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/2564437815530396265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/abolitio-criminis-abolicao-do-crime.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2564437815530396265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2564437815530396265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/abolitio-criminis-abolicao-do-crime.html' title='Abolitio criminis   -   Abolição do crime (Estórias Curtas)'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7290525968326043033</id><published>2010-05-08T17:15:00.000-03:00</published><updated>2010-05-08T17:29:03.070-03:00</updated><title type='text'>Deus e o Diabo - O retorno de Vlad</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-XFUKj6nkI/AAAAAAAAANM/hUrK-fiN0yM/s1600/vlad.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-XFUKj6nkI/AAAAAAAAANM/hUrK-fiN0yM/s320/vlad.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Ilustração para conto "Vlad Tepes IV"da antologia &lt;a href="http://assassinos-sa.blogspot.com/"&gt;assassinos s/a&lt;/a&gt;, editora multifoco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nanquim e photoshop, 2009. by Iris Arima&lt;i&gt; - www.pernasdearanha.blogspot.com&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;i&gt;“Este conto é parte integrante do romance policial ainda em construção”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estou precisando de umas férias, quem sabe até de uma licença de três meses. Estou cansado de ver tanto sangue, tanto vagabundo. Já não dormia mais direito. Não tinha mais sonhos, apenas pesadelos, como o da noite passada. A Camila morta em cima da cama com as costas retalhadas e aquelas inscrições “Vlad Tepes IV”. Meu suicídio diante da cena. Sem contar que toda vez que eu trabalho pela manhã, estou sempre atrasado e isso ainda pode ferrar minha vida com o Capitão. A paciência dele tem limites. Cheguei a um ponto em que não sei ao certo o que é real e o que é pesadelo. Talvez tudo seja um pesadelo. Procurar um psicólogo é uma possibilidade, não fosse o fato de detestar psicólogos, prefiro tomar umas bombas e dormir durante uma semana. Um porre homérico está descartado pois meu fígado já está muito maltratado. O jeito é aguentar no osso do peito, continuar trabalhando, como hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Noite quieta na cidade, até demais para uma sexta-feira. Pouquíssimas ocorrências para atender. Como é meu costume, percorri todos os becos do meu setor à caça de algum vagabundo. Não posso deixá-los à vontade, não no meu turno. Se existe um policial chato com vagabundo, esse sou eu. Não tenho pena deles, são escórias que precisam ser eliminadas da sociedade, por mais cretina e hipócrita que essa sociedade seja. Não que eu seja um cara violento, sou pacífico, gosto de fazer o bem, de ajudar as pessoas, de levar uma palavra amiga quando posso. Sou um pai extremamente carinhoso, embora distante devido ao divórcio, mas presente em amor, afeto e carinho. Três elementos fundamentais para o desenvolvimento de uma criança, saber que é amada, que recebe atenção. Com vagabundo é diferente, dou-lhes toda a minha atenção, mas não da maneira que eles querem.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já passava da meia noite e nada de anormal acontecia. Uma discussão de vizinho aqui, um som alto ali, um elemento suspeito acolá. Não gosto de noites paradas, elas indicam que algum vagabundo está sorrateiramente aprontando alguma, prefiro tê-los ao alcance da visão. Nos becos eu sou conhecido como Conde, Vlad ou Vamp, apelido herdado de um colega. Já houve até vagabundo ligando para a central para saber se o Conde estava de serviço. Respeito nos becos só se consegue de uma maneira, com a mão direita encaixada na face esquerda do vagabundo. É onde dói mais, onde humilha qualquer homem na face da terra. Não sou adepto do cassetete, somente em caso de tumulto. Vagabundo comigo é olho no olho, eles tem que saber com quem estão falando, para quem estão tentando mentir, como sempre mentem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já ouvi cada desculpa esfarrapada de vagabundo que meu sangue ferve só de lembrar. Acreditem, teve um vagabundo certa vez que jurou que um pedaço de dois metros de madeira era uma pedra. Eu tive o trabalho de perguntar calmamente se ele tinha certeza de que aquilo que ele estava vendo era madeira ou pedra.&amp;nbsp; Isso aconteceu depois que ele invadiu a casa da própria mãe, quebrou a bacia do padrasto com uma paulada, destruiu todos os poucos móveis do barraco e anunciou aos quatro ventos que não tinha medo de polícia. Ao ser interrogado por mim, disse que não foi ele, que não sabia de absolutamente nada. Foi quando lhe perguntei sobre o pedaço de madeira. Na quinta vez que repeti a pergunta ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olha senhor, juro pro senhor que isto é uma pedra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Duas costelas quebradas o convenceram de que aquilo que eu segurava na mão, definitivamente era madeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Viu? Se isso fosse pedra não quebraria. Agora se lembre, quando o Conde perguntar, responda de maneira correta. E tem mais, se está pensando em me matar, pega uma senha e aguarda no fim da fila. E não adianta ficar me olhando desse jeito, te dei a opção, agora seja pelo menos um pedaço de homem, coisa que você não é, e admita que errou. Olha nos meus olhos quando falo com você, olhe bem e preste atenção. Não tenho medo de vagabundo, ainda mais covardes como você que só batem em mulheres e velhos. Também estou pouco me lixando se você foi presidiário. Quero que faça para mim o que fez com sua mãe e com seu padrasto. Tenho certeza que você não é homem para encarar. E não é por causa da farda, eu tiro ela sem problema. É porque você não passa de um traste que deveria estar morto. E por falar em morte, espero que não tenha que voltar aqui por tua causa pois certamente irei te enfiar uma bala bem no meio da testa. Estamos conversados?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitos colegas me têm por violento, coisa que não concordo. Há duas maneiras de aprender, a primeira é a maneira mais fácil, ou seja, diga a verdade. A segunda, é sempre mais difícil e dolorosa. Geralmente a segunda maneira prevalece. Vagabundo, além de vagabundo é burro, logo, aprendem da maneira mais difícil. Para mim não faz diferença pois tenho como critério imperioso, deixar que o vagabundo escolha sua própria sorte, não me culpo por escolherem a segunda opção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O relógio já batia na casa das três da madrugada, meu parceiro cochilava no banco do carona enquanto eu dirigia pelos becos com um cigarro no canto da boca e a pistola na mão direita, apoiada na perna. Meu celular tocou, olhei no mostrador, era o Chacal, apelido de outro colega que estava de serviço em outro setor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Onde você está?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Perto do cemitério. O que houve?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Me encontra perto do hospital. Tem um boneco que está precisando conhecer o Conde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É pra já.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parei a viatura em diagonal próximo ao meio fio. À minha frente estava o Chacal, seu parceiro e mais uma guarnição com três colegas. Próximo deles estava um homem de estatura média, pele morena, cabelo encaracolado, roupa suja e gesticulava muito. Desci calmamente da viatura e fui me aproximando daquele homem que parecia estar em uma festa pois falava sem parar como se todos ali fossem seus amigos de infância. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Quem é esse diabo aí? Perguntei ao Chacal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu não sou o diabo não. Eu sou deus cara – respondeu o homem em tom irônico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parei na sua frente, olhei bem no fundo dos seus olhos e perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Quem você disse que é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu sou de...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi só o que ele conseguiu pronunciar. O estalo da bofetada fez os colegas mais novos encolherem-se como se fossem eles a levar o “caminho para a redenção” – nome que dei a este tipo de bofetada, trabalhada durante anos para que fosse perfeita – e sentir na própria pele o efeito anestésico provocado. O corpo do homem literalmente voou por três metros e caiu seco ao solo, como se fosse um dos sacos de cimento que ele estava furtando de uma construção próxima quando foi flagrado. Ascendi um cigarro, um Black mentolado que usava para ocasiões especiais. Olhei para os novatos que me olhavam com ar incrédulo. Dei uma tragada e fiquei esperando o homem acordar. Na quarta tragada ele voltou a si. Levou a mão esquerda até a orelha esquerda e ficou coçando, como se aquilo fizesse a tontura passar. Esperei mais alguns instantes e cutuquei-o com o pé para que olhasse para mim. Assim que ele levantou o olhar e deparou-se com meus olhos azuis e frios lhe fitando eu lhe falei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Muito prazer, eu sou o diabo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ai seu, essa doeu. Eu estou tonto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Agora te levanta que a conversa vai começar. Você tem duas opções, uma fácil e outra difícil. Qual das duas você quer?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Duas horas depois, já com a roupa tomada pelo sangue que vertia de sua face e de sua boca, e sufocado pelo cano do meu 38 cutucando sua epiglote, ele resolveu confessar que furtou os sacos de cimento. Que estavam encomendados para outro vagabundo, proprietário de um carro popular ano 2008, de cor azul, que prendemos quando foi buscar a encomenda. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chamam-me de Vlad, Vamp, o Conde. É assim que atuo. Sempre explico calmamente para o vagabundo o motivo da porrada, nos mínimos detalhes. Crueldade? Não, não sou um cara violento, apenas não tolero vagabundo, muito menos os direitos humanos. Humanos direitos têm direitos. Vagabundo não é humano, é vagabundo.Meus diálogos com vagabundo sempre começam com a face esquerda dele encaixada na palma da minha mão direita, o caminho para a redenção. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7290525968326043033?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7290525968326043033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/deus-e-o-diabo-o-retorno-de-vlad.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7290525968326043033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7290525968326043033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/deus-e-o-diabo-o-retorno-de-vlad.html' title='Deus e o Diabo - O retorno de Vlad'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-XFUKj6nkI/AAAAAAAAANM/hUrK-fiN0yM/s72-c/vlad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7970384292385874568</id><published>2010-05-07T01:10:00.000-03:00</published><updated>2010-05-07T01:11:32.778-03:00</updated><title type='text'>Crimes Hediondos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-OSr1ceEjI/AAAAAAAAANA/bpbFfTOo74w/s1600/America+do+Sul.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-OSr1ceEjI/AAAAAAAAANA/bpbFfTOo74w/s320/America+do+Sul.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lemos diariamente nos jornais, revistas, internet, etc, que aumenta a criminalidade. Mais pessoas são mortas por bandidos, pelo trânsito, por doenças. É um mundo violento, ao extremo. Estar vivo hoje em dia é sinônimo de uma batalha constante pela sobrevivência. Este ano de 2010 é um ano especial em termos de crimes. É o ano em que a consequência de crimes cujas vistas grossas da sociedade nos revelam. Crimes hediondos são cometidos todos os dias, por pessoas que não julgamos serem assassinos frios e calculistas, ou meros viciados em busca do sustento para a dependência química. Falo do cidadão comum, que sai de casa cedo, que enfrenta a bestialidade do trânsito para chegar ao trabalho e retornar vivo para casa.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É em casa que acontece, dia após dia, crimes hediondos, contra todos, crimes ambientais. Sim, somos criminosos, responsáveis diretos pelos cataclismos que estão se apresentando desde o início do ano. Ficamos chocados quando vez que outra se fala em derretimento das calotas polares. Mas e daí, eu moro em Brasília, no meio do cerrado, diria um cidadão. Pois o simples consumismo desenfreado, a falta de cuidados dentro de sua casa o transforma, assim como a maioria de nós, em assassinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cada vez que voltamos do supermercado, da padaria, da oficina mecânica, inevitavelmente estamos cometendo esse crime de pouco valor social, esse crime que não comove, mas que destrói vidas e consome famílias inteiras nos desmoronamentos, nas enxurradas, nos alagamentos. Sem contar problemas respiratórios, contaminação de alimentos e tudo mais que sempre ouvimos por aí e que no fundo não nos sensibiliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A pergunta que faço é: Quem de nós, cidadãos comuns, de bem, pacíficos, não comete diariamente um crime contra esse ínfimo planeta perdido no meio da via láctea?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Posso esperar algumas respostas positivas, mas a triste constatação é de que a maioria de nós é criminosa sim. Não separamos nosso lixo como deveríamos, consumimos embalagens demais, gastamos recursos naturais demais. Quando o resultado de nosso desleixo vem em forma de acontecimentos naturais e destrutivos, lamentamos, achamos um horror, pedimos proteção para forças divinas, choramos as perdas. Mas no outro dia, voltamos a cometer os mesmos crimes hediondos de antes. Até quando? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7970384292385874568?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7970384292385874568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/crimes-hediondos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7970384292385874568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7970384292385874568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/05/crimes-hediondos.html' title='Crimes Hediondos'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S-OSr1ceEjI/AAAAAAAAANA/bpbFfTOo74w/s72-c/America+do+Sul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-6046038287508463956</id><published>2010-04-30T22:09:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T00:32:10.026-03:00</updated><title type='text'>48mm</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9t_KWhlbVI/AAAAAAAAAMw/0LY1v-EVku0/s1600/7C73D96-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9t_KWhlbVI/AAAAAAAAAMw/0LY1v-EVku0/s320/7C73D96-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Suas mãos suavam frio. Uma onda de arrepio percorreu todo o seu corpo que estava estendido em cima da maca fria. Suas pernas tremiam, obrigando-a a espremer as coxas uma contra a outra. Seus olhos irrequietos pareciam querer saltar das órbitas. O peito arfava, para cima e para baixo, num ritmo crescente. O pavor começou a tomar conta de seus pensamentos. Queria sua mãe, queria sair correndo dali. A dor já lhe latejava a alma muito antes de senti-la no próprio corpo. O homem em pé ao seu lado, com uma agulha de 1,2mm de grossura e 48mm de comprimento que segurava com sua mão direita desprovida de pelos e com uma aranha tatuada entre o polegar e o indicador, fizeram seu pavor tomar proporções desconhecido para ela mesma. Tinha medo da dor. Tinha medo de morrer. Era jovem demais para morrer.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele desabotoou a blusa branca, expondo a pele tão branca quanto à própria blusa, juntamente com o soutien de algodão, bordado com motivos florais e rendas a adornar os bojos. &amp;nbsp;Calma e friamente, abriu o fecho daquela peça, posicionado entre os bojos, deixando à mostra toda a maciez daqueles seios cujas auréolas rosáceas e bicos enrijecidos, pintavam uma imagem angelical da anatomia feminina. Observou por breves instantes, perdido entre luxúrias. Com o indicador e o polegar esquerdo em forma de pinça, segurou o mamilo esquerdo daquele jovem corpo estendido em cima da maca. Olhou-a nos olhos e viu o pavor refletido neles. Sua mão direita, armada com uma agulha aproximou-se até que a ponta desta encostasse no bico do seio. Ela sentiu que gotas de urina começavam a percorrer sua uretra. Espremeu violentamente as coxas. O estalo da pele rompendo-se foi perceptível para ele, que continuou a empregar mais força na agulha até esta varar completamente a alva escultura. Ela cerrou os olhos na tentativa de não sentir dor, mas não resistiu à ardência sentida. Sem forças para contrair a musculatura, sentiu suas coxas aquecerem-se pelo líquido quente que escapara de sua bexiga. O coração parecia querer saltar-lhe pela boca. Não conteve as lágrimas que, mesmo sorrateiras, escapavam pelo canto de seus amendoados olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não demorou cinco minutos. Saiu do banheiro, pegou o dinheiro na bolsa e entregou ao homem. Despediu-se e tomou a calçada com um sorriso maroto estampado na face adolescente. Agora poderia exibir seu novo piercing às amigas da escola.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-6046038287508463956?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/6046038287508463956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/48mm.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6046038287508463956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6046038287508463956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/48mm.html' title='48mm'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9t_KWhlbVI/AAAAAAAAAMw/0LY1v-EVku0/s72-c/7C73D96-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3685871683472315212</id><published>2010-04-23T22:03:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T00:49:04.438-03:00</updated><title type='text'>666 – a história da polícia que bate</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9JDWbx4ShI/AAAAAAAAAMo/gccCLJAcUxg/s1600/2zisn5x.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9JDWbx4ShI/AAAAAAAAAMo/gccCLJAcUxg/s320/2zisn5x.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;(uma homenagem &amp;nbsp;ao livro Rota 66 – a história da polícia que mata – do Caco Barcelos, grande escritor)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Estava recordando alguns episódios pitorescos e me peguei rindo sozinho. O fato aconteceu em uma cidade qualquer com um policial qualquer (que aqui é o narrador), &amp;nbsp;com um vagabundo qualquer. Qualquer semelhança com a realidade é pura fofoca, ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Madrugada corriqueira. Não havia ocorrências até então, fora uns chamados falsos e bate boca de vizinhos que não tem mais nada para fazer (se fizessem mais sexo não incomodariam tanto). Dobramos numa esquina do centro e ao chegarmos perto de uma loja, avistamos o indivíduo em atitude suspeita. Paramos, abordamos, pergunta daqui, pergunta dali e o vagabundo jurando que só saiu para dar uma banda (ou a bunda –vai saber). &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Mas como todo policial veterano que se preza, meu instinto ascendeu a luz do desconfiômetro. Comecei a vasculhar na vitrine da loja e achei um pedaço de arame com aproximadamente um metro e meio de comprimento. Olhando para dentro da loja percebi umas camisetas fora do lugar. A moral é que os vagabundos utilizam o arame para puxar as roupas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Um tabefe bem dado daqui, uma coronhada de espingarda dali e demos cinco minutos para o vago sumir, com a promessa de que se fosse visto no centro outra vez, iria receber a benção do Padre Chico, ou seja, morrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;É preciso uma cara cinematográfica para falar isso sem rir, senão o vago te tira para trouxa. Pois bem, a noite segue na mais absoluta calma até que vem um chamado avisando que três caras &amp;nbsp;estavam matando um homem em um matagal próximo ao rio. Fomos para lá e no caminho encontramos o pessoal da guarda municipal que nos contaram que um meliante havia furtado a bicicleta de um de seus colegas, e que haviam pego o vagabundo e dado uma surra de facão no desgraçado. Beleza, quem mandou não ir para casa? Ficou por isso mesmo, vagabundo tem mais é que morrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;No próximo serviço noturno, adivinha só quem encontramos perambulando pelo centro? O mesmo safado. Descemos da viatura, abordamos, revista daqui, dali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E aí mané? Não te disse que era para sumir do centro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Pois é seu, é que..&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É o caralho rapá. O caralho. Tá tirando polícia pra otário mermão?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Mas eu não fiz nada seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Puta merda, meu sangue sempre ferve quando escuto essa ladainha da boca de chinelo. É sempre a mesma história “estou passando, dando uma banda, refrescando a cabeça, dando um tempo”. Juro que a vontade é de matar todos, todos mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Não fez nada? Levanta a camisa, deixa eu ver suas costas. Que corte é esse aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Bah Seu. Isso foi numa cerca lá na vila.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Numa cerca é? E o que tu tava fazendo para a cerca te cortar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É que tipo assim, tá ligado? O marido da mina viajou e eu pulei a cerca. O senhor sabe, tá ligado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Não sei. Me conta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- A mina tava a fim di mim e daí o marido chegou e tive que pular a cerca e me cortei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Tá de brincadeira comigo? Qual a mulher vai querer trepar com um fedorento como você?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Não sei Seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Filho da puta, e ainda tem gente que defende chinelo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Tu acredita em deus o estrupício?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Credito sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Conhece os dez mandamentos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Conheço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então me diz quais são os dez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É não matar, não roubar, não mentir, não desejar a mulher do próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Aí só tem quatro. E o resto?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Esqueci &amp;nbsp;Seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então roubar, matar mentir e comer a mulher do vizinho é pecado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E tu não faz isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Não Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Tu tem certeza? E o que a gente deve fazer com quem rouba, mata, mente e come a mulher dos vizinhos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É olho por olho Seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então tá. Embarca aí que nós vamos te levar para casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Se você que está lendo, ficar chocado, vai tomar nas pregas. Se estiver com pena, adota um vagabundo, bota pra dormir na tua cama. Só não se queixe depois que ele limpar a tua casa e te estuprar enquanto dorme. E aparecer todo dia drogado. E se estiver pensando que ele vai para a delegacia para fazer um BO e depois sair dando risada da polícia e por tabela, da sociedade toda, está quadradamente enganado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Coloquei o vagabundo dentro da viatura e rumei para o interior, para uma estrada deserta, muito deserta por sinal, bem longe da civilização. No caminho ia dialogando com o vagabundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então tu acredita em deus?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Acredito sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Sabe rezar? Cantar hino de igreja?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Sei sim senhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então canta um hino para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Como o vagabundo não cantava, comecei a puxar um hino, justo eu que não frequento porra nenhuma, não acredito em deus e muito menos no diabo. Isso quer dizer que tem um monte de falsos religiosos por aí que só lembram que seu deus existe na hora que a cobra fuma, que o lagarto bebe água. Aí já é tarde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Cara, tu acredita em papai Noel?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Acredito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Em coelinho da páscoa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Acredito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Em duendes?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Acredito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E na Xuxa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Na Xuxa não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E por que não?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Por que ela tem pacto com o coisa ruim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Que coisa ruim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- O chifrudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Que chifrudo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- O Demo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E ele é mau é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- É sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- E tu sabe quem é ele?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Silêncio dentro da viatura. Meu colega quase não se aguentava de vontade de rir no banco do carona. Acendo um Black Mentolado (que só uso em ocasiões especiais). Meu colega já sabia o que acontece cada vez que acendo aquele cigarrinho preto (não é droga, é apenas uma porra dum cigarro).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;- Então tu não sabe quem é o Demo, o Capeta, o Chifrudo, O coisa ruim? Ele é meu pai, cara. Como é que tu fica falando mal do meu pai sem saber? E vou te dizer mais, agora nós vamos parar, vamos todos descer e tu vai apanhar, e muito. Quer saber o motivo? É bem simples, primeiro por que desobedeceu minha ordem de não frequentar o centro. Segundo por que depois que te mandei embora outra noite, tu foi roubar a bicicleta do guarda municipal.Terceiro por que tu mentiu quando falou do corte nas costas, isso daí quem fez foram os guardas municipais. Em quarto por que tu falou mal do meu pai. E quinto e último, por que tu desobedeceu os mandamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Não vou entrar em detalhes sórdidos pois não vai faltar um defensor dos direitos humanos para criticar. Mas vagabundo para mim não é humano, é vagabundo. E este em especial apanhou, muito. Passei três dias com as mãos inchadas e um dedo deslocado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;A última vez que o vi, parecia um raio cortando a escuridão estrada afora, com uma bala de trinta e oito coçando seus calcanhares. Não gente, ele não foi morto. Mas faz um ano que não põe mais os pés no centro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;Essa é a grande diferença entre o vagabundo e o malandro. O malandro esperto, não atrita com polícia, sai de fininho, dá um tempo sem aparecer se for preciso, anda na moita. Já o vagabundo, o chinelo mesmo, esse inventa trilhões de desculpas, cada qual mais esfarrapada que a outra, por isso apanha. &amp;nbsp;Tá com pena? Eu não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3685871683472315212?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3685871683472315212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/666-historia-da-policia-que-bate.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3685871683472315212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3685871683472315212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/666-historia-da-policia-que-bate.html' title='666 – a história da polícia que bate'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S9JDWbx4ShI/AAAAAAAAAMo/gccCLJAcUxg/s72-c/2zisn5x.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-6108017157142721144</id><published>2010-04-21T17:15:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T00:49:42.430-03:00</updated><title type='text'>Divagações  - Diário de um incompreendido</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S89c1NZSYRI/AAAAAAAAAMg/sll2ZC-X_Oo/s1600/good+eye-m.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S89c1NZSYRI/AAAAAAAAAMg/sll2ZC-X_Oo/s320/good+eye-m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho vontade de deixar minha barba crescer e fazer tranças com ela, virar um andarilho pelo mundo. Sabe aquela história - vou comprar cigarros na esquina e bye bye baby. Sete anos no Tibet, ou mais – é bem por aí. Mas até para ser andarilho é preciso esperar. Agora entendo porque muitos homens somem sem dar notícia, cansaram da vida que levavam, admiro-os por isso..&lt;br /&gt;Aquela velha e inquietante vontade de pegar a estrada sem rumo novamente me ronda. Não fossem os laços a desvencilhar e que me prendem. Talvez quando me aposentar eu suma, sem destino, sem rumo, deixando apenas a vontade de optar por uma estrada a me guiar, sem saber o que existe no final dela.&lt;br /&gt;Sinto um vazio, sempre senti esse vazio, desde que me conheço por gente. Creio que somente quando eu era criança não sentia, talvez por conta da inocência. Invejo os inocentes, se soubessem o quão é duro enxergar o mundo real. Mesmo cercado de pessoas me sinto sozinho.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Há noites em que me pego olhando para a lua, sonhando com o infinito do espaço e com as ondas do mar. Sou irrequieto por natureza. Não acredito em popularices, mas devo admitir que o zodíaco tem lá seus acertos. Como bom capricorniano, queria viver no alto de uma montanha rochosa onde o vento me faria companhia, livre. Idiotices?. É, infelizmente idiotices também fazem parte de cada um de nós.&lt;br /&gt;Estou cansado. A convivência com pessoas me cansa a cada dia. A sociedade doentia e as bestas em forma de humanóides me irritam. Há dias em que as vinte e quatro horas de meu dia equivalem a um ano de trabalho. Sim, a sociedade fede, e muito, pior que cocô de gato. O pobre fede por falta de oportunidade, de saúde, de emprego. O rico fede por falta de escrúpulos, pela ganância, pela arrogância. A classe média, pior de todas,&amp;nbsp; fede por ser pobre emergente com pensamentos de ricos decadentes. Onde eu fico? No meio de algum fedorento desses. Só não sei que tipo de fedor exalo, mas tenho certeza de que também exalo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-6108017157142721144?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/6108017157142721144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/divagacoes-diario-de-um-incompreendido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6108017157142721144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6108017157142721144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/divagacoes-diario-de-um-incompreendido.html' title='Divagações  - Diário de um incompreendido'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S89c1NZSYRI/AAAAAAAAAMg/sll2ZC-X_Oo/s72-c/good+eye-m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3841845191652507260</id><published>2010-04-19T19:51:00.000-03:00</published><updated>2010-04-19T19:51:23.058-03:00</updated><title type='text'>A violência dos inocentes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há tempos venho escrevendo histórias ou estórias sobre assassinatos, tiros, fugas, drogas, prostituição e toda sorte de violência relacionada ao comportamento doentio do ser humano. Como escritor que pretendo ser, inventar situações, mesmo que parecidas ou idênticas à vida real, faz parte do meu crescimento e do meu aprendizado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ao ler o jornal com o resumo das notícias do final de semana, chamou-me a atenção um fato que para muitos, senão a maioria dos leitores, passa desapercebido, a violência no trânsito, que mata, diariamente, sem dó. Apenas no Estado do Rio Grande do Sul, foram mais de vinte mortes decorrentes de acidentes, estúpidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu comigo, domingo à tardinha, na rodovia estadual RST 422, que liga Montenegro à Brochier. Havia uma festa na comunidade de Costa da Serra, distante sete quilômetros de minha casa. Eu estava, ao final da tarde, dirigindo-me a uma residência onde deveria apanhar um freezer para trazer à cidade. A estrada estava movimentada no sentido contrário ao que me dirigia, e por pouco, não virou palco, por duas vezes, de mais uma tragédia nas estradas. Por duas vezes quase fui colhido frontalmente, primeiro por um motoqueiro que estava fazendo uma ultrapassagem em local impróprio. Cerca de quinhentos metros à frente, fui obrigado a sair para o acostamento para não dar de frente com um veículo Gol, que também fazia uma ultrapassagem em local indevido. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sensação, ou o sentimento que me acometeu naqueles dois momentos não foi de pânico ou medo, foi uma raiva tão grande que a vontade que tinha era de encher aqueles motoristas de tiro. Isso mesmo, enchê-los de tiro. Pensamento condenável, reconheço. Tragédia anunciada? De certa forma sim. Festa, bebida e falta de neurônios combinados, transformam qualquer cidadão de bem em um homicida em potencial igual ou pior que minhas personagens dos textos sanguinolentos que escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A vontade que se sente é de pegar uma espingarda calibre 12 com o cano fumegante, enfiar na garganta de cada cretino desses e perguntar: Quer morrer seu filho de uma puta? Fala que eu puxo o gatilho. Digo isto pois as campanhas educativas não ensinam absolutamente nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me o que está acontecendo? Em São Paulo por exemplo, o número de vítimas fatais no trânsito superou os homicídios. Quem são esses motoristas? São jovens rebeldes e aventureiros que desafiam a morte? São bêbados e notívagos? São trabalhadores cansados? São pessoas desatentas e com pressa? São cidadãos que morrem de medo de assalto, que vivem trancafiados atrás de muros e grades. São os mesmo que reclamam de assaltos, de tráfico, de assassinatos. E isso que não se conta aqui, a quantidade de acidentes com lesões corporais e com apenas danos materiais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fato é que nossos homicidas não possuem uma única face, um único perfil. Somos, ou nos transformamos em uma sociedade criminosa, uma sociedade doente, com pressa, sem respeito por si e pelos da mesma espécie. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Enquanto isso, o mercado automobilístico lança a cada semana mais uma arma de guerra, mais uma máquina de ceifar vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sensibilizamos-nos com as mortes em massa, como terremotos, deslizamentos, enchentes, tsunamis. Evidente que são motivo de comoção. Não desejamos essas tragédias para ninguém, mas diariamente, pessoas morrem às pencas, vitimadas por toupeiras atrás de volantes que matam mais que a guerra no Iraque. E onde está a sensibilidade? Ou já é tão normal que estamos nos lixando?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Afinal, de quais bandidos devemos nos cuidar ao sair de casa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3841845191652507260?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3841845191652507260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/violencia-dos-inocentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3841845191652507260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3841845191652507260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/violencia-dos-inocentes.html' title='A violência dos inocentes'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-744078552409697818</id><published>2010-04-08T00:33:00.000-03:00</published><updated>2010-04-08T01:03:21.386-03:00</updated><title type='text'>É da minha natureza II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre procuramos o sentido de tudo. De onde viemos? O&amp;nbsp;que somos?&amp;nbsp;Para onde vamos? Estamos, querendo ou não, tentando descobrir o porquê de sermos como somos. Por muitas vezes dei por mim pensando de onde vinha essa minha veia policial. Não um policial como muitos são, mas com o estilo que tenho, com a rebeldia que faz parte de minha personalidade. Meu pai, que também&amp;nbsp;foi policial, teve sua trajetória na polícia marcada por prisões disciplinares. Na rua ele&amp;nbsp;não dava moleza para vagabundo. Recordo-me que, quando ainda era menino, vi meu pai chegando em casa para apanhar um maço de cigarros. Chamou-me a atenção o sangue escorrendo de sua cabeça. Seus colegas estavam do lado de fora, esperando para levá-lo ao hospital. Meu pai mantinha a mesma tranquilidade de sempre. Depois eu fiquei sabendo o que havia ocorrido. Ele&amp;nbsp;e seus colegas estavam cuidando de um jogo de futebol. Em determinado momento, um homem embriagado resolveu&amp;nbsp;brigar com outro. Lá foi meu pai e os colegas apartar&amp;nbsp;a peleia. O brigão revoltou-se e investiu contra meu pai com um facão, atingindo sua cabeça com um golpe. Acabou sendo preso da mesma forma, e mais, meu pai, não se intimidando com o maleva, tomou-lhe o facão e decepou dois dedos da sua mão com um golpe. Entendo agora a calma de meu pai, mesmo ferido, sabia que tinha feito o que era preciso fazer, da mesma forma que faço quando sou obrigado a agir com mais vigor, mesmo quando a situação esteja complicada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou policial bonzinho e estou muito longe de ser.&amp;nbsp;Ao contrário, sou ruim mesmo, do tipo que dá porrada sem piedade. Vou morrer acreditando que vagabundos e bandidos não merecem compaixão, merecem meu punho cerrado. Posso ser alvo de críticas, mas entre ver um vagabundo implorando perdão e um trabalhador desesperado, vítima desses vermes, sem sombra de dúvidas, faço o que precisa ser feito para proteger quem é de bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesse ponto que entra um lado forte de minha personalidade. Minha rebeldia, ou minha fama de rebelde entre meus pares, se dá também, por que não gosto de empecilhos no serviço, não gosto de frescuras, não me calo diante das coisas erradas e absurdas. Por conta disso já fui punido muitas e muitas vezes. Mas não me importo, nem um pouco. Quem deve reconhecer o que faço é a população e esta reconhece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste ambiente de procura e compreensão, descobri outra coisa muito importante. Algo que nunca soube e que minha mãe me relatou, &amp;nbsp;uma história sobre meu avô, algo que me foi revelador, esclarecedor de muitas dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato ocorreu nos idos de 1955, na localidade conhecida como Linha da Paz, pertencente ao município de Tenente Portela, na região do Alto Uruguai, no Estado do Rio Grande do Sul, quase na divisa entre Tenente Portela e Palmitinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rufino Ângelo Balest, o nono, como costumávamos chamá-lo devido à descendência italiana, à época, era inspetor de quarteirão na localidade de Lagoa Bonita, fundada por Felix Kusiak, meu avô por parte de pai, e por ele, que deu o nome ao local devido a uma lagoa que ficava nas terras de meu avô, no mesmo município, uma espécie de delegado distrital que resolvia as desavenças entre os moradores da localidade, e tinha a fama de ser ríspido, de levar as decisões com mãos de ferro. Por este motivo sempre foi muito temido e respeitado por todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo final de semana, haveria uma "surpresa de interior", o que conhecemos hoje como baile, na localidade de Linha da Paz. O nono então avisou a nona que iria fiscalizar o baile, pois era seu ofício, muito embora morasse em outra localidade, era costume dos inspetores ajudarem-se na vigilância das festas. Iria, depois de terminado o baile, dormir na casa de seu sobrinho, Eduardo Busanelo, que residia na localidade de Lajeado Filisbino, no meio do caminho entre a casa do nono e o local do baile.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos costumes do nono era o de se vestir sempre com uma calça preta e uma camisa branca, figura elegante, um homenzarrão alto e forte. E com essa vestimenta dirigiu-se ao baile montado em seu cavalo. Naquele tempo os bailes não eram essa putaria e essa libertinagem que se vê hoje. O cidadão que faltasse com o respeito era tirado para fora pelo Inspetor, além é claro, de levar uma surra para aprender a manter a compostura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existia naquele tempo, nessas festas, um momento especial que se chamava “marca das damas”. Era o momento onde se invertiam os papéis entre homens e mulheres. O costume era sempre o cavalheiro retirar a dama para dançar, e esta jamais poderia recusar uma dança. Na marca das damas, essas tinham a incumbência, uma única vez durante a festa toda, de convidar os cavalheiros para uma dança. Era um momento sempre muito esperado por elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminado&amp;nbsp;o baile, o nono montou em seu cavalo e tomou rumo da casa de Eduardo Busanelo, que ficava cerca de cinco quilômetros do local do evento. Era noite sem lua. A estrada, utilizada apenas por carroças e cavalos, era margeada por uma densa floresta, pertencente à reserva indígena. Cerca de dois quilômetros e meio após o salão de baile, o nono foi surpreendido por um homem, Antônio Bisonhim, um maleva valentão que armou uma tocaia para o nono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antônio investiu contra o nono, que estava montado no cavalo, tentando acertá-lo com um relho. Não sei como foi que o nono apeou do cavalo e esperou o próximo golpe. O que Antonio não sabia, era que o nono era canhoto. E foi com sua mão esquerda que pegou seu relho e começou a rebordosa até que Antonio, depois de apanhar, correu em disparada mata adentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No outro dia, o nono recebeu a visita de Hermes Estival, Inspetor de Quarteirão da localidade de Linha da Paz. Este contou que no meio da madrugada, bateu à sua porta um homem com a roupa toda esfarrapada, a pele toda arranhada por espinhos e marcada por relhaços, além de Ter a cabeça tomada por caroços. Disse Hermes Estival que se tratava de Antonio Bisonhim que fora se queixar do nono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o nono relatar o ocorrido, restou aos dois dar umas boas gargalhadas.&amp;nbsp;Depois deste episódio, o nono nunca mais usou camisa branca, adotou o preto como veste oficial. A notícia correu por todos os cantos, aumentando ainda mais a fama do nono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje percebo que o que acontece comigo,&amp;nbsp;sao meus genes atuando de maneira sorrateira, principalmente quando vejo os olhos arregalados de um vagabundo que acabara de sentir o peso de minha mão. Crueldade? Não, nem um pouco, crueldade é ver pessoas desesperadas, chorando compulsivamente, pedindo pelo amor de deus para tomarmos providência. Vagabundo não merece compaixão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-744078552409697818?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/744078552409697818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/e-da-minha-natureza-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/744078552409697818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/744078552409697818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/e-da-minha-natureza-ii.html' title='É da minha natureza II'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-2982380625392751663</id><published>2010-04-06T00:33:00.000-03:00</published><updated>2010-04-06T00:33:10.363-03:00</updated><title type='text'>A bola perdida</title><content type='html'>- Atira! Atira meu!&lt;br /&gt;Pow&lt;br /&gt;- Fudeu cara! corre meu! Corre porra!&lt;br /&gt;Segundos de silêncio.&lt;br /&gt;- Caralho meu. Tu viu o que tu fez mané? Fudeu tudo porra. Tinha que atirar daquele jeito?&lt;br /&gt;- Calma aí mano. Amanhã nóis ganha deles.&lt;br /&gt;- Isso não é futebol não mané. É beisebol, tá ligado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-2982380625392751663?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/2982380625392751663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/bola-perdida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2982380625392751663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2982380625392751663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/04/bola-perdida.html' title='A bola perdida'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1573520030864525609</id><published>2010-03-29T23:22:00.000-03:00</published><updated>2010-03-30T00:24:09.761-03:00</updated><title type='text'>Duque</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;Quando pequeno, eu gostava de usar as roupas de mamãe. Achava aquilo engraçado, me sentia bem. Depois, com o tempo, comecei a usar seus batons, sem que ela percebesse. Mas isso era vez que outra. Fazia por diversão, talvez. Gostava de tomar banho com meu pai, ele sempre me convidava. Era coisa normal na nossa família. Muitas vezes, eu e meus primos ficávamos nos bolinando, fazendo competições infantis tolas.&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, passados trinta anos, relembro daquele tempo. Comentava com Carlos, que me olhava com os olhos estupefatos, deitado na cama. Eu sabia que ele teria aquela reação, mas não me importava. Carlos estava ali por um motivo, e ele sabia disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornei-me professor cedo, logo depois da faculdade eu já lecionava. Era um colégio interno, antigo, construído no tempo em que a igreja católica ainda dominava os povos. Eu gostava da nostalgia daquele prédio, com seu pé direito muito alto, as portas de madeira trabalhada, estilo rococó. Ficava admirando aqueles corredores longos, escuros. Ficava pensando o que teria ocorrido naqueles corredores no tempo que os padres eram os professores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha turma era composta por meninos na faixa dos treze anos. Em sua maioria branquinhos, a pele parecia algodão. Gostava de ficar com eles, me sentia bem. Tratava-os com muito carinho, não faltavam afagos. Poderia dizer que éramos cúmplices, todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia fiquei até mais tarde na escola, precisava corrigir alguns trabalhos, tinha pedido para o Júnior, um garoto que tinha como meu pupilo, para me ajudar. Percebi que ele estava um pouco estranho naquela tarde. O brilho de seu olhar havia sumido. Estava abatido, procurava não me olhar nos olhos. Segurei seu rosto em minhas mãos e beijei-lhe a testa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que houve Júnior? Por acaso não gosta de ficar comigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então por que esta cara amarrada? Não está se divertindo? Você sempre adorou ficar aqui comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É outra coisa professor. Outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei estranho demais aquele comportamento, Júnior não era assim, estava sempre festivo, tratava-o como a um filho. No outro dia, na sala de aula, percebi que ele continuava do mesmo jeito, não falava com ninguém, estava cabisbaixo. O olhar por muitas vezes estava longe, mirando o céu pela janela da sala de aula. Comecei a me questionar se havia feito algo que ele não tivesse apreciado, se o magoei de alguma forma. Será que fui longe demais com ele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperei os demais alunos saírem ao final da aula e chamei-o para conversar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que está havendo, meu querido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não é nada não, professor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estou percebendo que ultimamente você anda distante. Por acaso eu lhe magoei de alguma forma? Pois se magoei, me diga. Sabes que tenho por você um carinho muito grande, dentre todos, você é meu preferido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não foi nada. Isso passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quer ficar comigo hoje, depois da aula? Eu aviso seus pais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, professor. Desculpa mas não me sinto bem hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Júnior saiu da sala e foi para o pátio da escola. Sentou-se na escadaria que dava acesso à quadra de esportes e ficou lá, olhando para o céu, sozinho. Aquela cena quase me fez chorar, dilacerou meu peito. Sentia amor por aquele menino. Não entendia o que estava acontecendo. Saí da sala e rumei para a sala dos professores. No corredor cruzei com Carlos, o professor de matemática. Ao passar por mim, Carlos me olhou de um jeito diferente, desconfiado. Não dei muita importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos, ao contrário de mim, andava sempre bem vestido, usava terno e gravata para lecionar. Dizia que precisava ser o espelho daqueles meninos. Que deveriam aprender desde cedo a se vestir decentemente. Sempre me criticou, embora em tom de brincadeira, que eu mais parecia um eremita do que um professor. Que me vestia muito mal, que deveria me barbear todos os dias, usar umas roupas mais alinhadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gostava do meu estilo despojado. Sempre acreditei que não é a embalagem que faz o produto, mas a essência por detrás da couraça. Por muitas vezes levei os meninos para debaixo de uma mangueira, no pátio da escola. Lá, ficávamos todos sentados no chão, formando um grande círculo. Gostava de fazer aquilo, pois me sentia como os antigos mestres gregos, tal qual Sócrates, Platão. Lecionar ao ar livre sempre me fez bem, tirava aqueles sapatos apertados, arremangava as calças e dava tudo de mim para os meninos, que retribuíam com ares de satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar à sala dos professores, o diretor da escola veio em minha direção, dizendo que precisava conversar comigo. Sem que eu pudesse me servir de um café, ele já foi me arrastando para sua sala. Logo que entramos, ele trancou a porta e mandou eu me sentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso pelo menos ascender um cigarro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, diretor, qual o motivo desta brutalidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela cara que o diretor fez, parece que não gostou da minha brincadeira. Me olhou com o cenho cerrado, respirou profundamente como se estivesse procurando as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que está acontecendo entre você e o Júnior?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim? Não está acontecendo nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O Carlos me comunicou que vocês têm ficado aqui na escola depois do expediente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, isso é verdade. O Júnior, como aluno mais aplicado e mais desenvolvido da turma, me ajuda na correção de alguns trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os pais dele sabem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, aviso-os sempre. Por que essas perguntas? O que está acontecendo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É isso que eu quero saber. Tenho percebido que o menino anda estranho nesses últimos dias, o que vem de encontro com algumas informações que recebi. Você tem certeza de que é só correção de trabalhos que vocês fazem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sem sombra de dúvidas. Que informações são essas? Por acaso o senhor está me acusando de alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Preciso saber antes de a polícia chegar aqui. Para isso preciso que me diga toda a verdade. Sabes que esta escola já foi alvo no passado, não muito distante, de algumas denúncias que mancharam para sempre este estabelecimento. E agora, esta nuvem negra está pairando outra vez sobre nós. Então, o que há com vocês dois?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não estou entendendo. Do que o senhor está falando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Veja bem, Horácio, todos aqui nesta escola percebem a maneira como trata esses meninos. Esses carinhos em demasia, esses encontros secretos depois das aulas. Ninguém sabe exatamente de onde você veio, qual é o seu passado. Sabemos que não é casado, apesar de já estar com quase quarenta anos. Que vive sozinho, que tem uns hábitos meio excêntricos. Você anda molestando os meninos? Você abusou sexualmente do Júnior? Diga-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei sem palavras por breves momentos. Minha mente não conseguia assimilar tudo aquilo. O que eu mais queria era dar amor àqueles meninos, ensinar-lhes uma forma de vida sem preconceitos, como nossos antigos mestres. Apenas amor incondicional. Vivemos em um mundo violento demais, onde cada um preocupa-se apenas consigo mesmo, com o próprio umbigo. Um mundo onde as pessoas sequer dão bom dia umas para as outras. Um mundo onde é mais fácil dar um tiro a um prato de comida, uma facada a um afago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por Cristo, diretor, isso é um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Diga isso para seus futuros companheiros de cela, Horácio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei dez anos trancafiados em uma cela fedorenta por atentado violento ao pudor, sendo currado quase todas as noites. Fui contaminado pelo vírus HIV, me tornei soro positivo, tive hepatite, quase todas as costelas quebradas devido aos constantes espancamentos. Chamavam-me de Duque 13. A vida na cadeia não é fácil, ainda mais quando você entra lá da forma como entrei, condenado por um crime hediondo. E quando esse crime diz respeito à violência sexual, quem não acredita em Deus começa a acreditar, a rezar todas as noites para que o próximo dia chegue, e que consiga sobreviver mais vinte e quatro horas. Bandido não suporta estuprador, a morte é a pena mínima dentro da cadeia. Morrer torna-se um alívio. Mas aqueles assassinos, ladrões, marginais e inescrupulosos seres, não me queriam morto, queriam que eu vivesse cada dia da minha pena, sofrendo e pagando na carne pelo crime. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Júnior afirmou para o juiz, no dia do julgamento, que eu o seduzira. Aquelas palavras acabaram comigo. Como Júnior pôde fazer aquilo comigo, justo comigo que tanto amor lhe dei? De nada adiantou eu jurar inocência. Todo o rol de professores depôs contra mim, associado ao depoimento dos pais de Júnior, que afirmaram que o menino havia tentado o suicídio, foi suficiente para os jurados se convencerem da minha culpa. Aplicaram-me a pena máxima. Quando o juiz leu a sentença, vi de longe que Carlos parecia sorrir, discretamente. Aquela visão não saiu mais da minha mente. Júnior permanecia de cabeça baixa, o tempo todo, sequer me olhou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diretor da escola foi à imprensa discursar. Afirmou que desde que eu havia chegado àquela escola, perceberam que meu comportamento se diferenciava dos demais professores. Mas que ele, ao primeiro sinal, tratou de chamar a polícia. Que apesar dos boatos sobre a instituição, ele tinha o dever de preservá-la, e foi o que fez, entregando o criminoso à justiça. Vangloriou-se por ele mesmo ter me prendido, apesar da minha resistência e tentativa de fuga. Que ele, como ex combatente, soube usar o que aprendera durante a guerra para me imobilizar, até a chegada dos oficiais da polícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cadeia me tornei evangélico, não havia outra saída a não ser procurar o perdão do Senhor. Com o passar dos anos virei pastor. Parei de ser currado. Os espancamentos cessaram. O caminho para a redenção foi árduo, deixaram muitas marcas, no corpo e na alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia em que saí da cadeia choveu, torrencialmente, parecia que o céu estava me dando as boas vindas, o retorno ao mundo cão. Como se fosse um aviso de Deus. Eu não tinha noção alguma do que fazer, para onde ir, que rumo tomar na vida. O que eu sabia fazer me era proibido. Escola alguma nesse mundo me daria emprego, sem contar que deveria me apresentar à justiça toda semana. Um raio cortou o céu, como chicote. Um transformador de luz estourou acima da minha cabeça. O clarão me cegou, pensei que havia morrido. Foi então que uma idéia me veio à cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A igreja lotava nos domingos. Famílias inteiras compareciam ao culto para ouvir minha pregação, e Deus, como eu sabia articular a palavra. O povo me venerava. Aos poucos comecei a freqüentar a casa das famílias, na maioria pobres, esquecidos pela sociedade e por Deus. Levava-lhes esperança, palavras amigas de fé, de apoio, de elevação da alma. Em dois anos conseguimos ampliar o templo. Tínhamos até uma banda, formada por moleques da periferia, que não tinham espaço para expor o talento que Deus havia lhes dado. Com sacrifício, consegui construir um templo no centro da cidade, maior que o da periferia. Aos poucos os fiéis começaram a surgir. Comecei a abrir em dias de semana para poder atender o grande número de seguidores. O triunfo afinal chegara, em partes, Deus ouviu minhas preces.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma noite, pouco antes do culto, no templo do centro, entrou um senhor de cabelos grisalhos, terno bem passado, sapatos lustrosos. Sentou-se na última fila, próximo da porta, como todos os que comparecem a primeira vez ao templo. Aquela noite não usei as palavras dos antigos mestres, apenas a palavra do Senhor. Ao final, como sempre, convidei os visitantes a permanecerem após o culto, para que pudessem conhecer um pouco mais o templo, o modo como tratamos os fiéis, para que se sentissem acolhidos, amados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele foi o último, esperou todos saírem e dirigiu-se a mim. Parecia-me abatido, atormentado. As rugas em seu rosto mostravam que tinha uma vida turbulenta, um vazio na alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pastor, eu posso falar com o senhor um minuto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro meu filho. Venha, vamos até o escritório para que possamos ficar mais à vontade. Assim você já conhece um pouco mais do nosso humilde templo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que houve com sua perna, pastor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É uma longa história filho. Mas para saciar-lhe a curiosidade, quebrei-a alguns anos atrás. Desde então eu manco. Mas Deus me deu forças para continuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deus existe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você duvida meu filho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aceite Cristo em seu coração, filho. Verás que tudo aquilo que lhe atormente desaparecerá, como mágica. Deus não faz milagres, mas lhe mostra o caminho para que você mesmo o faça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pastor, Deus perdoa mesmo nossos pecados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sempre. Venha, sente-se aqui nesta cadeira e conte-me o que lhe aflige. Acredite, Deus é justo. Conte-me, o que se passa com você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos permanecia imóvel na cama. Apenas seus olhos arregalados me acompanhavam pelo quarto. Nada melhor que uma boa dose de uísque e um cigarro para relaxar. O olhar de Carlos era de questionamento, incredulidade, pavor ante ao eminente golpe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Trouxe um presente para você, Carlos. Olhe, veja como é lindo. Ainda conserva a maciez de antes. Não concorda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos tentava gritar, mas não podia. Cuidei de manter sua boca bem fechada com fita crepe. Ele olhava aterrorizado aquela cabeça, que eu balançava diante de seus olhos. Não havia mais sangue escorrendo porque já fazia dois dias que estava separada do resto do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Reconhece Carlos? Parece mais velho, não é? Bem diferente de dez anos atrás. O que você acha de receber uma chupada dela agora? Heim, Carlos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As lágrimas jorravam dos olhos de Carlos. Ele tentava em vão desamarrar os pulsos. Digo em vão por que, ao contrário do que se vê em filmes idiotas, eu sei como utilizar uma corda e como dar um nó. Meus longos anos de escotismo se fez valer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe Carlos. A cadeia nos ensina muitas coisas. Quando conseguimos o respeito lá dentro, as informações começam a surgir, feito gafanhotos em plantação. Quer saber como eu cheguei até você e esse daqui? Vou te contar. Preste atenção, filho. No dia em que saí da prisão, tive a segunda certeza em minha vida. A primeira eu tive no dia do julgamento. Quando você esboçou aquele cínico sorriso, e sem perceber que eu estava lhe cuidando, acenou com a cabeça para este cretino aqui. Pois bem, para sobreviver na cadeia, para deixar de ser fodido todo santo dia, entrei para a religião e me tornei pastor. Você tem noção do que fazem com pessoas condenadas por abuso sexual contra menores na cadeia? Não sabe né? Essa perna quem quebrou foi um dos presos, quando me recusei a chupar o pau dele. Depois que virei pastor e perceberam que eu estava convertido, os mesmo caras que me comiam, vinham pedir minha benção, os mesmos filhos da puta que me infectaram com o HIV. Aos poucos, começaram a me dar ouvido, a escutar a minha história. O que mais dói em um presidiário, é ver um companheiro inocente ali naquele inferno. Como a maioria tinha contatos aqui fora, não foi difícil localizar o Júnior. Depois de uns apertos, ele confessou que me incriminou, pois temia que você, seu filho de uma puta, o matasse. Também contou que você e esse miserável aqui fodiam seu rabo quase que diariamente. Felizmente, Deus escreve certo pelas linhas mais tortas. Esse negócio de templo, não passou de uma armadilha para te trazer até mim. Eu sabia que você freqüentava outros templos. Talvez por não agüentar a injustiça que cometeu, não só comigo, mas com o Júnior também. E você sabe que ele se suicidou? Dois dias antes de você aparecer no meu templo. Aquela faxineira da escola que conversava sobre Jesus com você, na verdade é a esposa de um companheiro de cela. Além do dinheiro que dava a ela, ainda pagava seu salário através da escola. A bem da verdade, eu comprei aquela escola. Demiti esse déspota na semana passada, disso você lembra. Quer saber onde está o resto do corpo dele? Vou lhe dizer, está lá no alto do morro, queimando no meio de pneus. Sim, também me tornei amigo dos traficantes. E você não sabe como eles ficaram putos quando descobriram que esse daqui começou a molestar um garoto da favela, que eu também coloquei na escola como isca para vocês dois. Eu sabia que cedo ou tarde, o menino iria chamar a atenção de vocês. O que vocês não sabiam, é que mandei instalar câmaras em todas as peças da escola. Você deveria ver a reação dos traficantes quando viram vocês bolinando os moleques. Na noite que você entrou no templo, eu já sabia que era você, e como idiota que sempre foi, você caiu como pato na minha armadilha. Você é tão idiota, que nem se deu conta que pastores não bebem uísque, e você, querendo se livrar do peso da sua estúpida consciência aceitou, inocentemente, aquele copo que lhe alcancei, batizado com tranqüilizante. Está com medo? Ora, não fique, pois a morte é certa, bem como dez anos de violência sexual que você me deve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carlos urrava, mas o som não passava pela fita que tapava sua boca. Por várias vezes desmaiou com a dor sentida no ânus. Fiz questão de utilizar cada objeto fálico que meus olhos vislumbravam. Passaram-se cinco dias até que Carlos, não resistindo ao taco de beisebol cravejado de pregos, que soquei com toda força no seu ânus, sucumbiu à hemorragia e desfaleceu. A justiça finalmente fora feita. Nunca encontraram o corpo de Carlos. No noticiário do dia seguinte, a manchete dava conta de mais uma execução no alto do morro. A imprensa dizia que os traficantes haviam cremado um traidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O culto dominical foi maravilhoso. O templo, como sempre, estava lotado. Como fazia todos os domingos, após o culto das quatorze horas, convidava alguns meninos para me ajudar. Gostava deles, da maneira como seus corpos ensaboados se esfregavam no meu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1573520030864525609?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1573520030864525609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/duque.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1573520030864525609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1573520030864525609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/duque.html' title='Duque'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3504443170775883119</id><published>2010-03-24T04:27:00.000-03:00</published><updated>2010-03-24T04:27:22.001-03:00</updated><title type='text'>Limoeiro - em memória a um pequeno grande amigo***</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;São Luiz Gonzaga, a terra da gurizada, cuja histórias vou contar. Haviam três companheiros, um loiro e dois morenos, tal qual os mosqueteiros, sempre&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;querendo aprontar. O loiro e um moreno, eram colegas na escola, nas provas, levavam cola, para poderem passar. Professora, mulher esperta, separava o mais peralta, para poder lecionar. Mas os amigos levados, mesmo estando separados, conseguiam das suas aprontar. Com um papel laminado, de brilho intenso e dourado, os dentes faziam tapar. E riam consigo mesmo, fazendo careta de vesgo, e nada de estudar. Do recreio eram os donos, pequenos e muito medonhos, sempre queriam brigar. Não havia quem se metesse, com a dupla dente de leite, ali naquele lugar. Até que um dia um maleva, quis aos outros dar prova, de que mandava naquele lugar. A briga no pátio da escola, parou o jogo de bola, para todos então olhar. O loiro foi o primeiro, que deu um soco certeiro, fazendo o maleva cair, os colegas começaram a rir, do valente que apanhou, mais furioso ele ficou, jurando seu choro vingar. Na saída da escola, formou-se outra vez o entreveiro, o maleva, guri encrenqueiro, tratou de outra vez provocar, dessa vez foi diferente, o moreno, cerrando os dentes, começou bravamente lutar, e com o dedo polegar, decidiu aquela parada, o maleva, com a boca cortada, desistiu então de lutar. Assim terminou a empreitada, todos foram pra casa, dois a rir, um a chorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O outro amigo moreno, vizinho do loiro briguento, estudava em outro lugar. Chegava da escola sozinho, então com o loiro vizinho, passava a tarde a brincar. Chegando os finais de semana, o amigo, camarada e bacana, voltava para a zona rural, mas não sem antes convidar, o seu velho companheiro,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;para juntos se aventurar. Foi num desses fim de semana, em que pensaram na trama, para enganar os seus pais. Disseram que iriam de ônibus, mas exaltados os ânimos, resolveram ir a pé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Começaram então a jornada, caminhando na poeirenta estrada, sem hora para chegar. Então os desmiolados, viram um carro parado, o sangue começou a gelar. Com pavor os dois ficaram, com medo daquele veículo, beirando então o ridículo, resolveram o caminho cortar. O carro era do tira-sangue, que pegava crianças mais grandes, para seu sangue tirar. Com essa idéia na cabeça, mudaram mais que depressa, o rumo que iriam tomar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fizeram uma grande volta, a lua já estava alta, e nada do dois chegar. Cortaram campo e lavouras, viram bruxas com vassouras, nas sombras dos maricás. Até que no meio da noite, cansados pelo afoite, bateram na porta do lar. A bronca não foi pequena, a mãe, baixa e morena, começou a lhes xingar. De nada adiantou explicar, do carro na beira da estrada, coisa de&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;molecada, dizia ela a ralhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Essas apenas são duas, de tantas outras aventuras, que tiveram para contar. Até que vem o destino, separando os três meninos, cada um para um lugar. E anos então passaram, nunca mais conversaram, nem puderam se encontrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de estarem casados, os anos haviam passados, quando o loiro foi viajar. Rumou para o Limoeiro, sorrindo, estava faceiro, iria o amigo encontrar. Chegando na localidade, desceu do carro com vontade, de rir, correr e pular. Avistou lá no galpão, aquele homenzarrão, que era pai de seu amigo, também lhe era querido, e foi lhe cumprimentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="direction: ltr; margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-top: 0in; text-align: justify; unicode-bidi: embed;" type="disc"&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Boa tarde!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Tarde. Respondeu      o velho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;O senhor pelo      jeito não se lembra de mim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Não lembro não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Eu sou aquele      moleque que vivia infernizando nos finais de semana, quando vinha com o      Marconi. Lembra agora daquele moleque loirinho?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;; margin: 0in 0in 0in 0.375in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O velho me olhou com espanto, ficou calando um momento, absorto em seu pensamento, então o olhar entristeceu. Ele falou, meu Deus! Ninguém contou nada, me olhou com a cara amarrada, e começou a falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="direction: ltr; margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-top: 0in; text-align: justify; unicode-bidi: embed;" type="disc"&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Não te contaram o      que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Sobre o quê? Não      estou sabendo de nada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; vertical-align: middle;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;O Marconi morreu,      faz anos.***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3504443170775883119?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3504443170775883119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/limoeiro-em-memoria-um-pequeno-grande.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3504443170775883119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3504443170775883119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/limoeiro-em-memoria-um-pequeno-grande.html' title='Limoeiro - em memória a um pequeno grande amigo***'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-7992615145798939367</id><published>2010-03-21T01:48:00.000-03:00</published><updated>2010-03-21T01:48:18.216-03:00</updated><title type='text'>FMI - Fundo Monetário Irrecuperável</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s1600-h/novacedulade50reais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s320/novacedulade50reais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E por falar em dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já se foi um ano inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não tenho nenhum cruzeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem dera vinte reais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem sabe lá por Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Passado o inverno inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu tenha no niqueleiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um tostão ou muito mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já estou acostumado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A ver o dinheiro passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Meu bolso está sempre furado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Falta linha pra costurar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas um dia há de acabar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ou quebro o banco, irado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esse ladrão, maldito e safado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 0in;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ou ele vai me quebrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-7992615145798939367?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/7992615145798939367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/fmi-fundo-monetario-irrecuperavel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7992615145798939367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/7992615145798939367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/fmi-fundo-monetario-irrecuperavel.html' title='FMI - Fundo Monetário Irrecuperável'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6Wk_ikz4XI/AAAAAAAAAMU/sd61GOr-8PU/s72-c/novacedulade50reais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1838513690131997977</id><published>2010-03-19T12:32:00.000-03:00</published><updated>2010-03-19T12:32:02.797-03:00</updated><title type='text'>Divagações, a saga continua.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6OY0ObtaYI/AAAAAAAAAMM/p4UBR0poWJ8/s1600-h/Picture0045.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6OY0ObtaYI/AAAAAAAAAMM/p4UBR0poWJ8/s320/Picture0045.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Sinto falta de conversar, mas conversar com alguém que valha a pena trocar palavras, isso mesmo, me canso de conversas medíocres, improdutivas, deprimentes. Por enquanto me resta o papel para absorver algumas palavras, que na realidade, gostaria de trocar com um ser humano, mas encontrar esse ser é difícil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Me esqueço de fazer as coisas simples da vida, que por vezes, tenho a oportunidade de fazer. Tenho isso como falha, e justo eu que sempre digo que não me arrependo das coisas que fiz, mas das coisas que poderia ter feito e não fiz, quer por acomodação, por cansaço, ou preguiça mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Essas coisinhas simples me fazem tão bem. Um fim de tarde num parque vendo o pôr do sol e o pouso de aves migratórias. É relaxante, havia me esquecido de como é bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Sei que erro, me queixo, mas sempre há tempo para buscar alternativas, apesar de todas as dificuldades. O pior de tudo é realmente se acomodar e esperar que supostos milagres irão acontecer e que seremos felizes para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Novamente estou em fase de mudanças, de novos caminhos, novos desafios a superar, até que novamente eu deixe de concordar com certas coisas erradas. Não nasci para ser pelego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas estou disposto mesmo a aceitar esse novo desafio, pelo menos mudarei um pouco de ares, farei uma atividade diferente. Com um pouco de sorte conseguirei, o resto é bola pra frente que atrás vem gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Pensando bem, já notei de início que não concordo com essas coisas erradas. Pergunto-me se existem realmente pessoas tão desprovidas de cérebro ou se sofrem de alguma anomalia que não percebem o óbvio e o racional na frente dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Como me conheço muito bem, já no início dessa nova fase ando a ponto de explodir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0in; margin-left: 0.375in; margin-right: 0in; margin-top: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;E o maldito dinheiro no bolso que não aparece, pelo contrário, me manda notícias do lado de lá, dizendo que está de férias em Galápagos e passa muito bem. E como não sou bom nadador, não o suficiente para nadar até lá buscá-lo, fico apenas com aquela nostalgia, do tempo em que andávamos juntos, eu sempre bem vestido, e ele, sempre bem arrumado em minha carteira......ai, ai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1838513690131997977?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1838513690131997977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/divagacoes-saga-continua.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1838513690131997977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1838513690131997977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/divagacoes-saga-continua.html' title='Divagações, a saga continua.'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S6OY0ObtaYI/AAAAAAAAAMM/p4UBR0poWJ8/s72-c/Picture0045.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1116296382593566270</id><published>2010-03-13T16:52:00.000-03:00</published><updated>2010-03-13T16:52:21.533-03:00</updated><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5vrmBgjS8I/AAAAAAAAAME/QllcQqPerHo/s1600-h/HPIM0328.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5vrmBgjS8I/AAAAAAAAAME/QllcQqPerHo/s320/HPIM0328.JPG" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Foto by me mesmo. Os textos a seguir fazem parte de divagações sem propósito algum que postei por absoluta falta do que escrever.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sinto um vazio em mim, sempre senti esse vazio, desde que me conheço por gente, creio que somente quando era criança não sentia, talvez por conta da inocência. Invejo os inocentes, se soubessem o quão é duro enxergar o mundo real. Mesmo cercado de pessoas me sinto sozinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Há noites em que me pego olhando para a lua, sonhando com o infinito do espaço e com as ondas do mar. Sou irrequieto por natureza. Não acredito em popularices mas devo admitir que o zodíaco tem lá seus acertos. Como bom capricorniano queria viver no alto de uma montanha rochosa onde o vento me faria compania, livre. Mas que papo idiota. É, infelizmente idiotices também fazem parte de cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Estou cansado, cansando. A convivência com pessoas me cansa a cada dia. A sociedade doentia e as bestas em forma de humanóides me irritam.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Há dias em que as vinte e quatro horas de meu dia eqüivalem a um ano de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sim, a sociedade fede, e muito, pior que merda de gato. O pobre fede por falta de higiene, o rico fede por falta de escrúpulos, a classe média fede por ser pobre e pensar que é rica. Onde eu fico? No meio de algum fedorento desses. Só não sei que tipo de fedor exalo, mas também exalo. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Me pergunto quanto tempo um boxer agüenta levar porrada sem cair. Também me pergunto quanto tempo se agüenta levantar todo santo dia e alimentar a esperança de que hoje vai ser diferente. Pensando em mim, já não sei o que é ter um dia de sossego, o que é ter um dia em que realmente aproveite a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São respostas que não consigo encontrar no momento porque cada dia de minha atual vida é um ponto de interrogação, cada dia é uma incerteza.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Há coisas previsíveis que sei que irão acontecer, e como acontecem, queria ter esse dom para jogar na mega sena, no bicho, na loteria. Com certeza estaria literalmente nadando em dinheiro, fazendo um bacanal no Caribe a bordo de um iate, e por que não? O chato é que tudo o que prevejo é ruim, sempre acaba mal, e acaba comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Me sinto sufocado. O labirinto em que vivo é habitado não só pelo Minotauro mas por várias outras bestas feras, só falta aparecer o dragão de Comodo, sabe aquele lagartinho pré-histórico babão cuja saliva é mortal?, sim, ele mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1116296382593566270?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1116296382593566270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/divagacoes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1116296382593566270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1116296382593566270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/divagacoes.html' title='Divagações'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5vrmBgjS8I/AAAAAAAAAME/QllcQqPerHo/s72-c/HPIM0328.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3368752347611610227</id><published>2010-03-07T19:33:00.000-03:00</published><updated>2010-03-07T19:33:55.465-03:00</updated><title type='text'>Horas Amargas</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QnoXwmaXI/AAAAAAAAALs/fsQk-IWMztk/s1600-h/HPIM0368.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QnoXwmaXI/AAAAAAAAALs/fsQk-IWMztk/s200/HPIM0368.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Foi simplesmente tão repentino, que até agora não consegui achar fôlego suficiente para oxigenar os neurônios e entender o que foi que aconteceu. Como todos os dias, cheguei em casa, logo após o estafante e chato trabalho. O que encontrei? Absolutamente nada. Sequer o rastro do seu perfume, nem bilhetes, nem cartas. Apenas o vazio&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;das paredes que nos serviram de abrigo. Do nosso lar, do nosso castelo de ilusões infantis, onde passávamos tardes e tardes estirados em cima da cama, falando besteiras um para o outro. Você a me fazer cócegas e eu a lhe mordiscar a dobra do joelho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Hoje fazem exatos trinta e dois dias, quatro horas e vinte e sete minutos de ausência de você. Minha camisa auto esporte já está manchada de suor, gordura e com amassados que não fabricaram ainda ferro de passar nesse mundo que a alise. Minha barba tomou conta da minha velha face tratada com seus cremes e adstringentes, ruiva, opaca pela falta de um xampu e de seus condicionadores. Diria até que está fétida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Parei de usar cuecas porque não sei operar aquela geringonça que você tanto venerava, que dizia que revolucionara sua vida. Até que tentei, mas após colocar alvejante no lugar do sabão em pó e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ter fritado&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o motor da cretina,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;por não ter regulado o maldito nível de água, desisti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Também parei de tomar banho. Não faz mais sentido para mim ficar limpo e cheiroso. Para quê? Para quem? Minha imagem refletida no pedaço de espelho embaçado, que ficou assim após cortar minhas mãos de tanto socá-lo, não liga para perfumes, sequer sabe que existe perfume. Nem uma gota de seu perfume ficou para matar essa minha saudade abissal, para me fazer chorar lembrando da sua pele perfumada como o frescor das manhãs de primavera, nem isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QovGwX1pI/AAAAAAAAAL0/sobEDgVSup8/s1600-h/HPIM0380.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QovGwX1pI/AAAAAAAAAL0/sobEDgVSup8/s200/HPIM0380.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Tento em vão visualizar seu rosto. Mas creio que meus olhos já não tem mais o vigor de antes. Talvez seja a falta de alimentação adequada. Esses restos que encontro em lixeiras devem ter alguma bactéria que afeta a visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Fui posto na rua do emprego. Também pudera, após uma semana sem aparecer, o cretino do meu chefe queria satisfações. Mandei-o pegar satisfação com a puta da mãe dele. Sinto pena do Alípio que teve a infeliz idéia de fazer piada da minha situação em hora errada. Pelo que soube, os médicos tiveram muito trabalho para retirar o grampeador do escritório de dentro do seu rabo. Eu o avisei para parar com aquilo, que corno era o puto do pai dele. Mas ele insistiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Pensei em mandar flores como forma de desculpa, mas depois de perder você, perder o emprego, perder meu dinheiro e minha vida, será mais fácil ele depositar flores em meu túmulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Daqui onde estou tenho uma visão privilegiada do Guaíba, dos barcos passando lá embaixo, pequeninos. Realmente o trânsito em horário de pico é caótico. Só não sei porque os bombeiros estão trancando o fluxo de veículos na ponte. Parece que estão gritando com alguém. Não fosse essa surdez que tenho agora eu ouviria o que dizem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QpSKetQKI/AAAAAAAAAL8/RhSZMljYN6s/s1600-h/HPIM0385.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QpSKetQKI/AAAAAAAAAL8/RhSZMljYN6s/s200/HPIM0385.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;O pôr do sol é realmente lindo nessa época do ano. Pelos meus cálculos, faltam mais ou menos cinco minutos para nós mergulharmos de cabeça na noite. Invejo o sol, queria pelo menos ter a chance que ele tem de encontrar a lua que já aponta no outro lado. Mas quem sabe eu não a reencontro lá no fundo escuro dessas águas que se aproximam vertiginosamente de meu rosto?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;i&gt;Fotos do pôr do sol, rio Guaíba, Porto Alegre, RS, Brasil. Capturada por mim em algum momento desta vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-3368752347611610227?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/3368752347611610227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/horas-amargas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3368752347611610227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/3368752347611610227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/horas-amargas.html' title='Horas Amargas'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5QnoXwmaXI/AAAAAAAAALs/fsQk-IWMztk/s72-c/HPIM0368.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-933149089347449758</id><published>2010-03-05T13:54:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T13:54:41.255-03:00</updated><title type='text'>Uisque, gelo e camisa de força.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5E22rka4PI/AAAAAAAAALk/f8ErkqT1LH8/s1600-h/88086A0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5E22rka4PI/AAAAAAAAALk/f8ErkqT1LH8/s320/88086A0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia, meu amor. Sonhei com você esta noite. Foi uma espécie de pesadelo onde você estava nua, abraçada a outro homem, me olhava e ria, provocante, como se quisesse me dizer algo. Foi tudo tão confuso. Acordei no meio da noite e vim te espiar, para ver se você não tinha me abandonado enquanto eu dormia. Parece tolo, mas fiquei com medo de te perder para outro. Como foi sua noite? Fria? Você me faz rir, sempre brincando com tudo. Vou ao mercado e volto em minutos. Parece que vai chover o dia todo hoje, e aproveitarei para comprar pipocas para nós. Quer algo especial do mercado, querida? Um pote de sorvete quem sabe? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querida! Já voltei. Não resisti e trouxe uns souvenirs para nós. Mas é surpresa, para mais tarde, depois do filme. Peguei um filme que você adora, A era do gelo, é aquele desenho animado, do esquilo engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer saber da última? O Zé contou que a polícia achou um corpo em pedaços hoje pela manhã. Lá perto do lixão. Um catador de lixo foi quem viu. Parece que tinha um monte de cachorros comendo o corpo, ou o que restou dele. Um horror não acha? Cheguei a ter náuseas quando o Zé contou. Pobre diabo. Quem será que teria tanta maldade no coração a ponto de picotar alguém? Ainda bem que moramos em um bairro tranquilo. Não fique chocada, estarei sempre aqui do seu lado para te proteger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não irei trabalhar hoje. Já liguei para a repartição e avisei que vou tirar o dia de folga. O Joelson perguntou por você. Ele queria saber se você iria com a esposa dele ao shoping, como haviam combinado. Disse a ele que não seria possível porque você estava muito resfriada, que parecia uma pedra de gelo e que levaria você ao médico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estão batendo à porta, vou ver quem é e depois farei pipocas para nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vizinhança aglomerou-se em frente à casa de Bruno para ver, horrorizada, os policiais carregando o freezer com Michele dentro. Bruno berrava dentro do camburão, com a face totalmente transtornada e a cabeça coberta de sangue de tanto batê-la na lataria do camburão. Nem paracia aquele homem amável que tirava suspiros das vizinhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vocês não vão tirá-la de mim! Seus porcos fedorentos. Ela é minha, só minha seus tarados miseráveis."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Zé do mercadinho teve de ser levado pela ambulância ao hospital devido à queda de pressão. Ficou extremamente chocado quando soube que seu freezer foi utilizado para uma babárie sem igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meses depois, Bruno permanecia incomunicável na cela da ala psiquiátrica. Não se cansava de repetir. "Ela é minha. A minha Michele. Eu sei que vocês a levaram só para comê-la. Seus porcos filhos da puta".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-933149089347449758?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/933149089347449758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/uisque-gelo-e-camisa-de-forca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/933149089347449758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/933149089347449758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/uisque-gelo-e-camisa-de-forca.html' title='Uisque, gelo e camisa de força.'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S5E22rka4PI/AAAAAAAAALk/f8ErkqT1LH8/s72-c/88086A0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-473087085599697847</id><published>2010-03-01T14:39:00.000-03:00</published><updated>2010-03-01T14:39:21.528-03:00</updated><title type='text'>Uísque e gelo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S4v7tV5OcyI/AAAAAAAAALc/n-XxWxiUAzM/s1600-h/gelo+e+corpo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S4v7tV5OcyI/AAAAAAAAALc/n-XxWxiUAzM/s320/gelo+e+corpo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Dizer aos prantos que seu amor era tudo para mim não bastou à você. Dizer que mataria para ter você só para mim lhe pareceu falso naquele momento. Pude ver em sua cara de espanto, essa mesma que agora adorna seu rosto dentro desse freezer. E como você fica maravilhosamente linda, meu amor,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;com gotículas de gelo no canto de seus lábios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Olha amor, comprei este vestido para você. Aquele que você tanto queria, vermelho vibrante. Vai ficar lindo em você. Por mais que não tenha dito no passado, mas eu ficava excitado quando você usava vermelho. Me continha porque não queria parecer um tarado que só pensava em sexo. Mas você transpirava sexo, mesmo quando vestia apenas aquela minha velha camisa puída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Comprei também esse batom. Adivinha a cor, amor, adivinha. Vermelho cereja, mas também trouxe esse outro, Canela Chic. Estou ansioso para vê-la pintada, provocante, lasciva. Sempre gostei de ver o contraste provocado por esses batons com sua pele, extremamente branca, irresistível. E digo que não apenas eu, mas todos os outros homens que não resistiam e olhavam para você, quando passeávamos de mãos dadas pelo shopping. Eu via, todos eles, querendo fodê-la. Via como eles a desnudavam inteira com olhares mais atrevidos. Confesso que até gostava de exibi-la, mostrava para eles que era eu quem tinha o seu corpo inteiro só para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Espere meu amor, volto em instantes. Preciso ir ao banheiro me masturbar, não quero fazer isso aqui, na sua frente. Vou lá porque coloquei suas fotos, aquelas que tiramos quando tomamos aquele porre, e você ficou nua, fazendo poses para mim. Você dizia que detinha o poder sobre todos os homens. Que seu corpo era a porta de entrada para o sucesso, que conseguiria tudo que sempre sonhou com ele. Elas estão formando um mosaico bem em frente ao espelho do banheiro. Sem que você soubesse, mandei ampliar algumas, principalmente aquelas onde você se expõe totalmente, mostrando-me praticamente seu útero, os detalhes de suas entranhas lubrificadas. Espere, não saia daí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Espero não ter demorado, querida, fui forçado a me masturbar duas vezes. A primeira, como já havia dito antes, foi olhando suas fotos. Depois me ocorreu uma idéia que me fez ficar ainda mais excitado. Pensei que, agora que você está aí nesse freezer, totalmente congelada,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;seria interessante se você urinasse uísque. Já imaginou, amor? Eu sorveria ele diretamente de sua vagina, gelado, temperado com o sabor de suas carnes, de seus fluídos. Seria o paraíso, beber e chupar você ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Havia me esquecido, comprei também essas calcinhas. Olhe como são lindas. Está vendo? São perfeitas para você, pequenas na frente e minúsculas atrás. Mas antes de colocar em você, tenho que depilar suas virilhas, deixá-las lisinhas, afinal, não é conveniente os pêlos saindo pelas bordas. Sem contar, meu amor, que adoro quando está depilada, o uísque deverá ficar até mais saboroso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Deve estar cansada. Foi um dia longo para nós dois. Confesso que estou exausto. Não estava acostumado a fazer tanto esforço físico. Tirar o corpo daquele safado do entregador de pizza de cima da nossa cama, quase me custou uma hérnia de disco. Ainda bem que comprei aquelas facas chinesas especiais, foi bem mais fácil quando dividi o corpo dele em pedaços. A essa altura os cachorros já devem ter feito o banquete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Carregar esse freezer também foi algo heróico, além de minha capacidade. Mas consegui, pensando em você juntei forças para trazê-lo da garagem até o quarto, senti-me como Sansão, até ri de mim mesmo. O Zé do mercadinho ficou cismado quando disse que queria comprar o freezer. Inventei que era um sonho antigo, ter um freezer no quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Vou me recolher agora, teremos um dia cheio amanhã e quero que descanse. Logo cedo vou ao mercado comprar mais uísque e cigarro mentolado. Boa noite, meu amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-473087085599697847?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/473087085599697847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/uisque-e-gelo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/473087085599697847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/473087085599697847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/03/uisque-e-gelo.html' title='Uísque e gelo'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S4v7tV5OcyI/AAAAAAAAALc/n-XxWxiUAzM/s72-c/gelo+e+corpo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-6103453227299471255</id><published>2010-02-21T13:44:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T18:02:35.377-03:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w66Wx_Wfn-A&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w66Wx_Wfn-A&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;"Talvez, talvez, talvez". Ela ficava repetindo, diariamente, como se tivesse decorado a tradução tosca da cantiga de Janis Joplin. "Oh querido, se eu segurasse sua mão". Tema batido demais depois desses anos todos. Sempre a mesma verborrogia estúpida de sempre. O sebo criado em suas dobras, a pia da cozinha apodrecendo com pratos sujos de restos de comida e seu hálito etílico diário me deram sinal de que deveria ter dado o fora. Mas idiota que fui, permaneci. Estúpido a ponto de chegar todo santo dia após o trabalho, desligar aquele CD que só tocava Maybe, maybe, maybe. Abrir a porta do chiqueiro que um dia foi um quarto e novamente ver aquele monte de estrume esparramado em cima da cama, abraçada em uma garrafa de cachaça barata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;A varanda havia se tornado meu refúgio, onde passava até altas horas da madrugada olhando estrelas e torcendo para que um meteoro caísse bem em cima da vadia. Eu não tinha coragem de matá-la, embora desejasse isso a cada segundo nesses últimos meses. "Talvez, maybe, talvez".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Comecei a voltar cada vez mais tarde para casa. Adquiri o hábito de passar todas as noites na Dados, onde passava algum tempo com a puta loira que estava sempre cheirada de pó. Pelo menos a vadia era perfumada. No início cobrava caro por uns segundos de orgasmo. Mas o que era o dinheiro afinal? Melhor gastar e gozar com uma vadia,&amp;nbsp; que gastar com uma vadia que não serve para absolutamente nada mais do que encher a cara todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;A situação ficou pior quando ela, a porca, começou a mandar música pelo rádio. A imundície sabia que eu gostava de ouvir o love song na rádio enquanto dirigia o táxi. Abusou. Quase bati o carro quando o locutor com aquela voz melosa de quem quer comer todas começou a traduzir....&lt;span style="color: red; font-style: italic;"&gt;Talvez...Oh, se eu pudesse orar, e tentar, meu bem. Você voltaria para casa, para casa para mim. Talvez. Whoa, se eu tivesse segurado a sua mão. Ooh, você entenderia.&amp;nbsp; Talvez, talvez, talvez, talvez... Yeah. Talvez, talvez, talvez, talvez, talvez, meu bem. Acho que eu tenha feito algo errado. Querido, eu ficaria satisfeita em admitir isso. Ooh, Venha para casa, para mim! Querido, talvez, talvez, talvez, talvez... Yeah. Bem, eu sei que nunca parecerá ter importância, babe. Oh, Querido, Quando eu saio ou tento sair.....Oh, talvez, talvez, talvez. Deixe-me me ajudá-lo a me fazer entender. Querido, talvez, talvez, talvez. Talvez, talvez, talvez, talvez. Talvez, talvez, talvez, sim. Ooh!&lt;/span&gt;............O mais nojento era que o puto do locutor traduzia até os gemidos. Queria ser uma mosca para ver esse locutor puto sendo enrabado. Aí sim, queria ver se ele traduziria todos os gemidos. Puto safado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Eu não queria beber, tinha que me manter lúcido e sóbrio. Dependia do volante para sobreviver e sustentar aquela porca que fedia a urina e cachaça. Já havia tentado a internação antes. Foi em vão. Em menos de uma semana e uma bíblia de promessas, ela voltou a ser o que era, uma porca seca e fedorenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;No início era tudo diferente. Gostava de seus cabelos negros, cheirosos. Ela ficava irresistivelmente linda quando fazia tranças. Da sua pele branca, com pintas de beleza formando um corpo celeste. Talvez o erro tenha sido meu em não perceber que o que era apenas uma saideira nas noites de verão, fosse o início do meu calvário. Talvez, talvez, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Isso tudo foi, talvez, uma sinal divino. Muito embora eu esteja cagando para divindades. Sei que hoje as moscas abandonaram minha cozinha. Chego em casa e está tudo exatamente limpo como havia deixado, graças à cirrose, talvez. O que não mudou foi a música que ainda me persegue pelos limites geográficos da cidade. Abandonei a puta da Dados. Ultimamente ela andava cheirada demais e já estava com aquele papinho barato de amor. Comecei a odiar quando ela dizia "talvez, meu querido, talvez".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-6103453227299471255?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/6103453227299471255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/02/talvez.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6103453227299471255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/6103453227299471255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/02/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-653126034960071590</id><published>2010-02-11T11:02:00.000-03:00</published><updated>2010-02-11T11:02:49.689-03:00</updated><title type='text'>Até que o divórcio nos separe</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S3QNxVM6u8I/AAAAAAAAALM/1n4pk3-4pqo/s1600-h/www_neosurrealismart_com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S3QNxVM6u8I/AAAAAAAAALM/1n4pk3-4pqo/s320/www_neosurrealismart_com.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Um primeiro olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Um sorriso marfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Um primeiro palpitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Começa assim o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;A neve derrete.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Anjos e querubins.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;A alma se aquece.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Começa assim o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Juras de amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Dois mundos afins.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Loucuras, prazeres, ardor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Começa assim o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Te amo, me ama.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Casa, carro, jardim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Teu dono, minha dona.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É o meio caminho do fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Trabalho, horário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Quero-te só para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Festa de aniversário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Mais perto está o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Onde foi, o que fazias?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Esquece-se o eu, o dia ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Contemplam-se as ruas escuras, vazias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Procurando o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Assim sempre será.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Te odeio, maldito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É coisa de saravá.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Rasga-se o papel assinado e escrito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;O coração jamais, novamente, amará.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É sempre assim, a chama apaga.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;O sentimento, o ódio, do mel é fel que amarga.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Até que outro olhar, de dia ou madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Reacende a chama apagada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Até que o divórcio nos separe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-653126034960071590?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/653126034960071590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/02/ate-que-o-divorcio-nos-separe.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/653126034960071590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/653126034960071590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/02/ate-que-o-divorcio-nos-separe.html' title='Até que o divórcio nos separe'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S3QNxVM6u8I/AAAAAAAAALM/1n4pk3-4pqo/s72-c/www_neosurrealismart_com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-512234515104914492</id><published>2010-01-27T10:07:00.000-03:00</published><updated>2010-01-27T10:10:47.161-03:00</updated><title type='text'>Algumas palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos amigos, e aos inimigos que por aqui passam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A breve história deste blog vem servindo como uma oficina experimentalista. Aqui, neste espaço,&amp;nbsp; procuro moldar alguns conceitos, variados estilos, formas, contextos. O que faço aqui, em resumo, é brincar, divertir-me com as palavras. Não levo tão a sério assim, por este motivo algumas coisas são realmente toscas, concordo. Outras, renderiam boas obras. Mas o importante, nessa fase, que considero inicial, afinal de contas, seria uma estupidez da minha parte pensar que isso é um sucesso, claro que não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, meus amigos e inimigos - por falar neles, e sei que os tenho, eles passam por aqui sim, tentando encontrar algo para que possam utilizar. Brincadeira gente, mas também não duvido. - não se assustem com as nuances e as variáveis que por aqui surgirem, fazem parte do crescimento, do aprendizado, e aprendiz é algo que serei eternamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descompromissadamente, continuarei permeando caminhos diferentes, como bem disse o bom e velho urso pardo, meu amigo mais antigo, e ele sabe quem é, não será surpresa se outras formas aqui surgirem. E é exatamente isto que quero, novas formas, brincar com as palavras, não ser apenas aquele maluco que escreve sobre uma coisa só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, agradecendo aos queridos seguidores, amigos de carne e osso, amigos virtuais, conhecidos e desconhecidos, deixo um pedido, me critiquem, mas critiquem mesmo, sem dó, sem culpa, sem remorso. As críticas são essenciais para que possamos melhorar. Elogios massageiam e muito o ego, mas a crítica faz o ego se massagear. Obrigado a todos pelo carinho. Agora chega desse papinho que não sou de ficar falendo muito sério, afinal, de sério bastam os problemas, e este ano, mais do que o ano passado, brincarei, muito, mas muito mesmo neste espaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um excelente ano para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ass.: Esse, como já disseram alguns, maluco, doido, rabujento, crazy, poeta, sanguinário, etc.....Viram como sou querido?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-512234515104914492?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/512234515104914492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/algumas-palavras.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/512234515104914492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/512234515104914492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/algumas-palavras.html' title='Algumas palavras'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-2351426615224830763</id><published>2010-01-26T17:01:00.000-03:00</published><updated>2010-01-26T17:05:21.086-03:00</updated><title type='text'>Isabela - my little angel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S19KFxZyhoI/AAAAAAAAAK8/J4JLic2b_zU/s1600-h/olhar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S19KFxZyhoI/AAAAAAAAAK8/J4JLic2b_zU/s320/olhar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: bold; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É assim, nas horas mortas de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Que silencioso vaga o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Tentando esquecer a jura impura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;A cor dos teus olhos e o cheiro de incenso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É assim, nas longas noites em claro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Que no escuro recordo e escarro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Vocifero palavras imundas, profundas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Engasgando com a fumaça do cigarro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É assim, na quietude de um céu aluado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Que uma gota de gosto salgado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Da íris escorre e percorre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;A distância que me separa de ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É assim, enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Que o que sobra de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;É uma saudade sem fim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Cambria; font-size: 12pt; margin: 0in;"&gt;Do teu cheiro inocente de jasmim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-2351426615224830763?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/2351426615224830763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/isabela-my-little-angel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2351426615224830763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/2351426615224830763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/isabela-my-little-angel.html' title='Isabela - my little angel'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S19KFxZyhoI/AAAAAAAAAK8/J4JLic2b_zU/s72-c/olhar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-8313878978887871865</id><published>2010-01-24T23:25:00.000-03:00</published><updated>2010-01-24T23:25:24.571-03:00</updated><title type='text'>A Moça</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Numa bela tarde ensolarada, sentado com a rapaziada, tomando cerveja gelada e vendo as horas passar. As moças formosas na beleza, perfeitas por natureza, pela calçada a desfilar. Foi então que eu notei, de onde saiu&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;eu não sei, mas não pude pestanejar. Antes que outro tentasse, que a perna me passasse, saltei para lhe encontrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Com o meu melhor sorriso, um tanto quanto atrevido, parei para me apresentar. A moça, meio sem jeito, botou a mão em seu peito, esperando o susto passar. Pedi cordialmente perdão, não era minha intenção, fazer aquela flor murchar. Sorrindo meio acanhada, falou-me a moça enfeitada, que era pra me acalmar. Foi apenas um susto, o importante naquele minuto, foi ter com quem conversar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Me contava alegremente, que veio de um lugar diferente, para ali se estabelecer. Queria estudar e vencer. Ter profissão e um lar, um homem para amar, e filhos no envelhecer. Contou de suas andanças, dos lugares, das lembranças, saiu comigo passear. Andamos o dia inteiro, naquele sol de janeiro, nem vimos a hora passar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Assim começou o romance, da moça e do boa vida. Mas a moça era tão querida, que não deu para aguentar. Foram dias intermináveis, juras de amor incontáveis, quase deu pra casar. A moça com galhardia, dizia-me todo dia, tu é o homem para amar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Mas destino é cruel e mundano, a moça de quinze anos, viu seu sonho desmoronar. Passeando pela avenida, numa esquina escondida, viu um casal se beijar. Tamanha facada no peito, quase não viu direito, era o seu homem perfeito, com outra a lhe apunhalar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Foi então que o chão se abriu, a doce menina sumiu, e com ela seu sonho de amar. Correu para casa apressada, quase foi atropelada, mas não tinha mais sentido. Sentindo seu peito ferido, seus sonhos foram rompidos, por um beijo do marido, que vislumbrou num altar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Chegou em casa extasiada, pegou uma faca afiada, começou a se cortar. Não sentia o sangue correr, queria apenas morrer, esquecer seu grande amor. Não sentia um pingo de dor, só a lembrança do amor, na esquina a lhe abandonar. Passou a faca sem medo, cortou o seu próprio dedo, o pequeno polegar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Sumiu daquela cidade, em plena flor da idade, tentando recomeçar. Moça de jeitos perfeitos, a dor lacerou seu peito, caiu na vida a vagar. Conhecida como quatro dedos, era rainha nos putedos, alegrando a quem pagar. A boca macia e pequena, fizeram daquela morena, meretriz mais que exemplar. Não escolhia o parceiro, só lhe importava o dinheiro, dos fétidos que iria chupar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Mas a vida se apresenta, como uma grande tormenta, para tudo chacoalhar. Numa noite enluarada, no meio da madrugada, mais um pau para chupar. Não sabia quem era o cliente, já bebera o suficiente par a consciência perder. No escuro do salão, já com o pau na mão, estava o macho a esperar. Tamanha foi a surpresa, que o falo por natureza, começou então a murchar. No olho estupefado, viu o macho assombrado, a menina se aproximar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Seu peito não aguentou, em pranto o macho virou, saiu daquele lugar. Não sabia o que sentia, correu pela noite fria, até não poder andar. Parou então de repente, pegou a arma calmamente, e sua vida mandou para o ar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Assim termina a estória, de uma parte da escória, e como ela se faz. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Esse texto para quem ler, pode até não entender, mas eu quis mesmo inventar. Com as rimas obsoletas, com amores putas e tetas, e com o romance acabar. Assim eu vou terminando, as rimas vão se esgotando, mas no fim o sangue jorrou. E feliz agora eu estou, rindo de quem o ler, não tinha mais nada a escrever, por isso resolvi brincar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-8313878978887871865?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/8313878978887871865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/moca.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8313878978887871865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/8313878978887871865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/moca.html' title='A Moça'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-1706940721002511723</id><published>2010-01-21T13:10:00.000-03:00</published><updated>2010-01-21T13:17:22.741-03:00</updated><title type='text'>É da minha natureza  - aumenta o som</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S1h8aVe1VtI/AAAAAAAAAKs/VgCqVyn1C3A/s1600-h/2zisn5x.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S1h8aVe1VtI/AAAAAAAAAKs/VgCqVyn1C3A/s320/2zisn5x.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Após acordar de sobressalto por causa de um sonho muito doido. Fiquei tentando juntar meus neurônios numa mistura de onde estou e cadê eles? Estava suando frio e tentando localizar dentro do quarto meus perseguidores. Aos poucos fui recordando o sonho. Eu estava, mas não era eu, dentro de um hospital, trancado em uma sala, não sei fazendo o quê. Sei que tinha um maluco que não me deixava sair, tipo policial ou agente do governo. O engraçado foi que eu conhecia uma mulher naquele hospital. Ela por sua vez me ajudou na fuga. Não sei como, mas quando dei por mim, no sonho, já estava me atirando literalmente porta afora e correndo, como nunca. Meus perseguidores já estavam saindo pela porta quando virei na segunda esquina. Tirei a camisa e saí caminhando feliz da vida por uma rua que nunca havia passado antes, mas ao mesmo tempo era tão familiar como se estivesse morado naquela cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Voltei a dormir, sem sonhos que me lembre e ao acordar, após uma dose torrencial de cafeína, parei em frente ao computador e fiquei pensando um pouco sobre minha natureza. Há em mim um lado muito doce, muito carinhoso, romântico ao extremo. Mas como bom capricorniano, prefiro viver no alto dos penhascos, sentindo a rocha sob meus cascos e o vento em minha barba. Isso quer dizer que, por mais que tente galgar por mundos lindos e maravilhosos, meu mundo é o perigo, é nesse mundo que me sinto bem, que me sinto vivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;Rabisquei muitos poemas no passado, e no passado recente também, e arrisquei postar aqui no blog, até porque já haviam me intimado a fazer isso. Como exercício até que é legal, mas não é, definitivamente minha praia. Eu estou mais para o escorpião da fábula "O escorpião e o Sapo" ou "O escorpião e o Monge", do que para William Shakespeare, ou Luis Fernando Veríssimo, que adoro. Sou, como dizem na minha rotina diária na polícia "sangue nos olhos". &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin: 0in; text-align: justify;"&gt;É essa minha natureza, a aventura, o crime, o obscuro, o precipício logo abaixo dos meus cascos. Tudo bem que palavrinha bonitas são legais e agradam, mas meu negócio mesmo é falar puta que pariu. Diante disso tudo, volto a inserir neste espaço, estórias da minha natureza, com sangue, assassinatos, tiros, correria, sirenes. Vez que outra darei a oportunidade do leitor respirar, mas serão com coisas curtíssimas, apenas para jogar um pouquinho de água no incêndio e acalmar um pouco as labaredas. Lembrando de uma frase de uma amiga: Você é louco. É bem por aí, não louco, mas um porra louca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320970321560510412-1706940721002511723?l=roberyk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roberyk.blogspot.com/feeds/1706940721002511723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/e-da-minha-natureza.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1706940721002511723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320970321560510412/posts/default/1706940721002511723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roberyk.blogspot.com/2010/01/e-da-minha-natureza.html' title='É da minha natureza  - aumenta o som'/><author><name>roberyk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17421313603213437663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/Sxo9Kio-GzI/AAAAAAAAAHQ/Bk2wz6DJBRo/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S1h8aVe1VtI/AAAAAAAAAKs/VgCqVyn1C3A/s72-c/2zisn5x.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320970321560510412.post-3374555005792277849</id><published>2010-01-20T04:15:00.000-03:00</published><updated>2010-01-20T04:15:38.921-03:00</updated><title type='text'>Início e fim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S1atWldG7dI/AAAAAAAAAKk/Q4bX066X5OU/s1600-h/82fantasy03-m299.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_YWeMwBvPgcc/S1atWldG7dI/AAAAAAAAAKk/Q4bX066X5OU/s320/82fantasy03-m299.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Hoje eu acordei sentindo tua pele na minha.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje acordei sentindo saudade.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Acordei sentindo teu calor no corpo meu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Sentindo meu corpo e só o meu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje ao acordar te beijei, princesinha.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Ao acordar disse adeus, moreninha.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Tu dizendo ser minha, eu dizendo ser teu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Um dia foste minha, um dia fui teu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje raiado dia me saudou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje o dia se fechou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O sol nascente me deu bom dia.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;O sol nascente se escondeu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje de amor o mundo parou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje de amor o mundo chorou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Adeus tristeza. Sou só alegria.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Adeus alegria. Tristeza chegou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje te senti sempre aqui.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje me senti longe daqui.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E eternamente senti-la irei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;O quão longe, ainda não sei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje sou sapeca igual um guri.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Se por amor, chorei, sorri.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Sou moleque, pula, pulei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Por amor, sorri, chorei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje roubei o arco-íris para te dar.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje roubei o arco-íris que te dei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Olhei os lírios no campo e pensei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje teus olhos turvaram de dor.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje teus olhos brilham de amar.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Matei os lírios por onde pisei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E eu cheio de amor por ti suspirei.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 12pt;"&gt;Hoje matei o teu único amor.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Hoje não invejo os amantes.&lt;o:p _moz-userdefine
